Leite Materno: um pote sustenta até dez recém-nascidos

O leite pode permanecer no freezer ou congelador da geladeira por até dez dias.

No Dia Nacional de Doação de Leite Materno, lembrado na sexta-feira (19), o Ministério da Saúde reforçou, por meio das redes sociais, que o ato pode salvar vidas, uma vez que cada 300 mililitros (mL) do alimento sustentam, em média, dez recém-nascidos

A pasta, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano, lançou a Campanha Doe Leite Materno. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância da doação, além de incentivar a prática entre mães que amamentam.
A amamentação, segundo o ministério, é o principal fator de redução da mortalidade na infância. A campanha prevê o aumento do número de novas doadoras voluntárias e também do volume de leite coletado e distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em todo o país. O Brasil possui a maior rede de bancos de leite do mundo – 221 unidades em todos os estados, além de 186 postos de coleta. O alimento passa por controle de qualidade antes de ser distribuído e é fornecido de acordo com as necessidades de cada criança.
Dados do ministério indicam que, no Brasil, nascem cerca de 3 milhões de bebês por ano, sendo 332 mil prematuros ou com baixo peso (menor de 2,5 quilos). O recém-nascido, nesses casos, tem melhor chance de sobrevivência e recuperação quando a alimentação com leite humano é ofertada. Apesar da mobilização, o número de doações no país ainda é baixo em relação à demanda. Atualmente, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir em torno de 60% da demanda para recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva.
Toda mulher que amamenta é considerada uma possível doadora de leite humano – basta estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira no processo. Quem estiver amamentado e quiser doar deve procurar o banco de leite mais próximo ou ligar para o Disque Saúde 136.
De acordo com o ministério, não existe quantidade mínima para fazer a doação. Já que um pote de 300 ml de leite humano pode alimentar até dez recém-nascidos internados, a mulher não precisa se preocupar em encher o pote para fazer a doação (ABr).

Balões provocam danos incalculáveis à natureza

O fogo acaba provocando prejuízos incalculáveis às pessoas e também ao meio ambiente, à natureza.

Com a proximidade das festas de São João, em junho, o risco de incêndios provocados por balões aumenta consideravelmente. Estima-se até 30% a mais de casos nessa época do ano. “São inúmeros os danos que a queda de um balão pode provocar. De incêndios de grandes proporções em áreas urbanas a queimadas em áreas verdes de difícil combate, o fogo acaba provocando prejuízos incalculáveis às pessoas e também ao meio ambiente, à natureza. Além do risco que oferece também à segurança da aviação”, diz o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).
As queimadas destroem a fauna e a flora nativas, causam empobrecimento do solo e reduzem a penetração de água no subsolo, entre outros danos ao meio ambiente. “O local atingido pelo fogo acaba sofrendo com outras sérias consequências. O desaparecimento de determinadas espécies, animal ou vegetal, pode acabar desencadeando outros problemas, ameaçando seriamente a nossa biodiversidade”, alerta Puorto. Proibida desde 1998, a prática de soltar balões é considerada crime ambiental, com pena de até três anos de detenção e pagamento de multa.
“No entanto, só a lei não inibe a ação dos baloeiros. Por isso, é importante maior rigor no combate à prática, principalmente por meio de denúncias, até mesmo em casos apenas de suspeita”, defende o Biólogo. As denúncias podem ser feitas anonimamente ao Corpo de Bombeiros, às prefeituras, às secretarias estaduais do Meio Ambiente e também ao Ibama. Embora esses números não estejam relacionados à queda de balões, segundo o Inpe, o Brasil até registrou uma queda no número de queimadas em 2016, se comparado ao ano de 2015 – caiu de 235 mil para 188 mil.
No entanto, o ano de 2015 foi a pior da história desde que o monitoramento por satélite passou a ser registrado, em 1988. Mato Grosso, um dos estados da jurisdição do CRBio-01, no mês de junho de 2016, foi o Estado com o maior número de focos de incêndio registrado pelo INPE, com 1.417 ocorrências. Seguido do Tocantins, com 1.307 (CRBio).

Ministro na Coreia do Sul renuncia por negligência

O ministro interino de Justiça sul-coreano, Lee Chang-jae, apresentou, na sexta-feira (19), sua renúncia depois de uma investigação interna em sua pasta por suposta negligência em torno de um envolvido no caso Rasputina, que forçou o impeachment da então presidente Park Geun-hye.
Lee estava no cargo como interino desde novembro, quando o então ministro de Justiça Kim Hyun-woong renunciou, pelo caso Rasputina, depois de passar seus últimos dias no posto à espera do anúncio do gabinete do novo presidente eleito sul-coreano, Moon Jae-in.
O anúncio de Lee ocorre um dia depois do início das investigações em torno de um alto funcionário de Justiça, Ahn Tae-geun, que supostamente recompensou, com dinheiro vivo, membros do Ministério depois que estes não detiveram o ex-secretário presidencial Woo Byung-woo durante a investigação deste caso. Woo, ex-secretário presidencial de Assuntos Civis, será julgado por acusações de negligência, porque permitiu que Choi Soon-sil, amiga íntima da ex-presidente Park conhecida como Rasputina, se envolvesse em assuntos de Estado.
No entanto, Woo é um dos poucos envolvidos na trama de corrupção que não foi colocado em prisão preventiva apesar das duas tentativas da promotoria para detê-lo. O caso Rasputina provocou em março o impeachment da presidente Park, em prisão preventiva e à espera de julgamento, acusada de criar uma rede de tráfego de influências junto a sua amiga Choi, e forçou antecipar as eleições pela primeira vez na história da democracia da Coreia do Sul (Agência EFE).

Obra de Basquiat é arrematada por US$ 110 milhões

Quadro “Untitled”, do artista norte-americano Jean-Michel Basquiat.

O quadro “Untitled”, do artista norte-americano Jean-Michel Basquiat, foi vendido na última quinta-feira (18), por US$ 110 milhões em um leilão organizado pela Sotheby’s, em Nova York. Com a compra, a pintura de Basquiat vira a obra de arte contemporânea vendida pelo segundo maior preço já pago. O comprador é um empreendedor e colecionador japonês, Yusako Maezawa, fundador da “Start Today”, uma das gigantes na área do comércio eletrônico.
Ele deu lances para adquirir a pintura com o comerciante Nicholas Mueller. “Quando vi esta pintura, fui surpreendido com tanta emoção e gratidão pelo meu amor pela arte”, disse Maezawa ao jornal “The Guardian”. O quadro, que retrata um crânio preto sobre uma tela azul, foi vendido em apenas 10 minutos e bateu em cerca de US$ 60 milhões o valor inicialmente estimado pela Sotheby’s, que organizou o leilão e tinha prometido a Lise Spiegel Wilks, vendedora da pintura, que a obra de arte superaria o último recorde de Basquiat, de US$ 57 milhões (ANSA/COM ANSA).

Trump ordena “cercar e aniquilar” Estado Islâmico

O secretário de Defesa dos EUA, general James Mattis, anunciou na sexta-feira (19) que o presidente Donald Trump ordenou a adoção da estratégia de “cercar e aniquilar” o Estado Islâmico (EI) em todas as zonas onde o grupo jihadista opera. Em uma coletiva de imprensa no Pentágono, Mattis assegurou que o objetivo é que o EI não escape das zonas onde resiste, a fim de eliminá-lo. Junto ao chefe do Estado Maior, general Joseph Dunford, Mattis anunciou uma “mudança tática” que não buscará deslocar os jihadistas de suas posições, mas “cercá-los”.
A nova estratégia - que não se restringirá à Síria e ao Iraque apenas, mas também alcançará outros lugares onde há presença do grupo jihadista, como Líbia e Afeganistão - pretende fazer com que os combatentes estrangeiros que se juntaram ao EI não possam fugir e retornar a seus países. “Os combatentes estrangeiros são uma ameaça estratégica”, apontou Mattis, dizendo que “aniquilará” essa ameaça para que não ponham em risco outros países. Ele disse que as regras de combate não mudarão e que continuará tentando fazer o possível para minimizar as vítimas civis nos bombardeios e operações americanas de apoio às forças locais na Síria e no Iraque. O anúncio da nova estratégia ocorre na véspera do início da primeira viagem internacional de Trump como presidente à Arábia Saudita, Israel e Europa, onde a luta contra o terrorismo jihadista será tema central das conversas, especialmente na capital saudita Riad e na reunião de cúpula da Otan, em Bruxelas (Agência EFE).