Filtro colorido aumenta velocidade de leitura de crianças com dislexia

Um estudo publicado por brasileiros e franceses mostrou que voluntários de 9 e 10 anos com dislexia que usaram filtros verdes apresentaram aumento da velocidade de leitura. O mesmo filtro não fez nenhum efeito em crianças sem o distúrbio

Filtro temproario

Fotos: Milena Razuk/Fapesp

Pesquisa usou 18 crianças com dislexia e 18 que não apresentavam o problema.

Flávia Albuquerque/Agência Brasil

Esses filtros coloridos foram patenteados em 1983 e já foram indicados não só para crianças com dislexia como para portadores de autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). O trabalho foi publicado pela revista científica Research in Developmental Disabilities.

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, ela é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas.

Entre os sinais apresentados pela criança no período pré-escolar estão a dispersão; o fraco desenvolvimento da atenção; atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem; dificuldade de aprender rimas e canções; fraco desenvolvimento da coordenação motora; dificuldade com quebra-cabeças; falta de interesse por livros impressos.

Já na idade escolar, a criança pode apresentar dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita; pobre conhecimento de rima e aliteração; desatenção e dispersão; dificuldade em copiar de livros e da lousa (quadro-negro); dificuldade na coordenação motora fina e ou grossa; desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences; confusão para nomear entre esquerda e direita; dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.; vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas.

dislexia temproarioMetodologia rigorosa
Segundo uma das autoras do artigo, Milena Razuk, os filtros não são muito utilizados no Brasil devido à falta de estudos, mesmo que o material seja adotado na França. “No entanto, os estudos feitos sobre sua eficácia tinham deficiências metodológicas. Pela primeira vez foi usada uma metodologia bastante rigorosa”, disse.

Para fazer a análise foram selecionadas 18 crianças com dislexia e outras 18 sem a condição, todas atendidas no Hospital Robert Debret, em Paris. Para o experimento, os cientistas escolheram os filtros amarelo e verde. As 36 crianças tiveram que ler trechos de livros infantis indicados para sua faixa etária, projetados em uma tela. Diferentes trechos eram lidos sem filtro, com o amarelo e com o verde.

Um aparelho apoiado na cabeça que mede os movimentos dos olhos e que enviam sinais infravermelhos para os olhos, detectavam onde o voluntário estava fixando o olhar e por quanto tempo. “A criança com dislexia precisa fixar mais tempo o olhar nas palavras para conseguir compreender o texto, por isso a velocidade de leitura é menor”, disse o professor do Instituto de Biociências da Unesp, em Rio Claro, e coordenador do projeto, José Angelo Barela.

O aparelho detectou que as crianças sem dislexia não apresentaram mudança na velocidade de leitura com os filtros e as com dislexia fixaram trechos de palavras ou de frases por 500 milésimos de segundo usando o filtro verde. Com o amarelo e sem filtro, o tempo era de 600 milésimos de segundo.

Segundo Razuk, as causas da dislexia não são conhecidas, mas ter o distúrbio não quer dizer que haja deficiência intelectual. “É como se houvesse algum ruído que atrapalha a comunicação do cérebro com o resto do corpo. Para o diagnóstico de dislexia, o Q.I. tem de ser normal ou acima da média”, disse.

 

Brasileiros temproarioBrasileiros concorrem a prêmio internacional de arquitetura

Arquitetos brasileiros estão indicados para receber o Prêmio Internacional Riba 2018, concedido aos melhores projetos mundiais a cada dois anos. O brasileiro Marcelo Rosenbaum e os arquitetos do grupo Aleph Zero desenvolveram o projeto da Aldeia Infantil, na fazenda Canuanã, na área rural de Formoso do Araguaia, a 300 km de Palmas, em Tocantins. O júri do Prêmio Internacional Riba 2018 recebeu 20 propostas, e, ao final, ficaram quatro, além da aldeia infantil brasileira.

Não foi anunciada a data de premiação. Em 2016, o vencedor foi um projeto de arquitetos peruanos. Este ano, há entre os concorrentes um conjunto arquitetônico em Budapeste do centro universitário europeu com 15 mil m². Também estão na disputa pelo prêmio a escola de música Toho, no subúrbio de Tóquio, e um projeto que reúne vários prédios que remontam a uma floresta vertical, em Milão, na Itália.

A proposta brasileira da Aldeia Infantil, uma escola fazendária que é um internato para 540 crianças e adolescentes, de 7 a 17 anos, faz lembrar as casas dos alunos. O projeto foi desenvolvido a partir de conversas e visitas às famílias dos estudantes. A preocupação foi manter o ambiente fresco e aconchegante. No local, há espaço para acomodar trabalhadores rurais, funcionários e professores, além de salas de aula, um refeitório e um pequeno hospital. Jardins, salas de diversão e passeios também foram incluídos na arquitetura.

Os prédios têm tetos apoiados em vigas e colunas de madeira laminadas e detalhadas. Há aberturas para três jardins paisagísticos alinhados aos dormitórios. Nos quartos, há painéis nas portas que têm padrão diferente entre um e outro. Os quartos dispõem de banheiros, chuveiros e uma lavanderia ventilados a partir de alvenaria perfurada, feita à mão. Há, ainda, escadas de madeira e passarelas com sacadas, proporcionando vistas do local e dos pátios.

O Prêmio Internacional Riba 2018 escolhe o projeto que representa a excelência em arquitetura e que proporciona impacto social significativo.

A premiação ocorre a cada dois anos e a data é anunciada às vésperas da definição. Em 2016, o Prêmio Internacional Riba inaugural foi concedido à Grafton Architects por seu extraordinário prédio universitário, a Utec, Universidade de Engenharia e Tecnologia, de Lima, no Peru (ABr).

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