Uma em cada quatro pessoas morre no mundo por causas relacionadas à trombose

De acordo com uma pesquisa realizada pela Bayer em 2014, em 20 países nos cinco continentes, apenas 4% dos brasileiros consideram os coágulos sanguíneos como a maior ameaça à vida, sendo que 51% afirmaram desconhecer sobre o risco fatal de uma trombose não tratada

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Outro fato desconhecido é que uma em cada quatro pessoas no mundo morrem em decorrência dessa desordem no processo de coagulação, que pode levar a sérios problemas de saúde, como infarto, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Todo ano ocorrem aproximadamente 10 milhões de casos de tromboembolismo venoso (TEV) no mundo, sendo que a cada 37 segundos morre uma pessoa com a doença no ocidente.

Celebrado ontem (dia 13 de outubro), o Dia Mundial de Conscientização sobre a Trombose tem foco na conscientização sobre a doença, que muitas vezes é esquecida ou incompreendida. Liderada pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (International Society on Thrombosis and Haemostasis - ISTH) e realizada por centenas de organizações ao redor do mundo, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para um problema de saúde que é crescente na população. O tema deste ano é a conscientização sobre o tromboembolismo venoso (TEV).

Segundo a entidade, mais de 60% dos casos ocorrem durante ou após a hospitalização, sendo considerado a principal causa evitável de morte hospitalar. Porém, apenas 25% dos adultos sabe que a hospitalização representa um fator de risco para o TEV. Apesar do alto índice de mortalidade, o tromboembolismo venoso ainda é desconhecido por grande parte da população.

trombofilia temproarioO termo é utilizado para designar a combinação de duas doenças: a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP). Enquanto a primeira é causada pela obstrução de veias por formação de coágulos, geralmente nos membros inferiores, a segunda ocorre quando o trombo se desprende e se aloja no pulmão, bloqueando o fluxo sanguíneo.

Além da atenção especial para o tratamento preventivo de pacientes que estão hospitalizados ou imobilizados, outros fatores também merecem cuidado por representarem riscos para o desenvolvimento do tromboembolismo venoso: permanecer sentado por muito tempo, seja no dia a dia do trabalho ou em longas viagens; período de gestação e pós-parto; tabagismo; problemas cardíacos; histórico familiar; alterações genéticas; sobrepeso/obesidade e a falta de atividade física. Para prevenir as chances do surgimento de um coágulo, deve-se evitar longos períodos sem mobilidade e dedicar alguns minutos para fazer curtas caminhadas durante as atividades diárias.

"Caso o paciente passe a sentir dor, sensibilidade, inchaço, vermelhidão e ardor nas pernas, deve consultar-se o quanto antes com um médico para avaliação da possibilidade de diagnóstico de trombose. Já o paciente que suspeita de embolia pulmonar tem sintomas como falta de ar sem motivo ou respiração rápida, dor no peito, tonturas ou desmaios", afirma o Dr. João Carlos Guerra, hematologista e vice-presidente do Grupo Cooperativo Latino Americano de Hemostasia e Trombose.

A data, escolhida por ser o aniversário de Rudolf Virchow, médico alemão que, pela primeira vez, criou o termo "trombose" e foi autor de muitos trabalhos que promoveram a compreensão da patologia, busca aumentar a conscientização e reduzir as mortes e incapacidades causadas pela doença tromboembólica proporcionando um conhecimento maior sobre suas causas, fatores de risco, sinais e sintomas, baseada em evidências sobre prevenção e tratamento.

inchaco temproario"O tratamento mais comum é feito com os fármacos anticoagulantes, que detêm tanto a formação de trombos nos vasos sanguíneos como o crescimento dos já existentes, mas não podem dissolver os já formados. Cada indivíduo tem uma necessidade e também algumas restrições dependendo da sua condição. Por isso, é primordial a avaliação e o acompanhamento médico para a melhora do paciente", esclarece o especialista.

O tratamento é clínico com o uso de medicamento que pode durar de três a seis meses geralmente, além de orientações como usar meias elásticas apropriadas e elevação das pernas durante o descanso, para os casos de trombose venosa profunda nos membros inferiores, por exemplo. Os medicamentos utilizados no tratamento são anticoagulantes, como as heparinas, os dicumarínicos, e os chamados Novos Anticoagulantes Orais - NOACs, como a apixabana, dabigatrana e rivaroxabana - mais conhecido como Xarelto®, da Bayer, que controlam a formação e extensão de coágulos já formados no corpo e evitam suas complicações.

20141014082158 temproario"Os NOACs fazem parte de uma evolução na área de anticoagulação e, além de sua eficiência e segurança, possibilita um tratamento para o paciente com mais qualidade de vida por não necessitar do monitoramento de seu efeito anticoagulante de rotina. Devido a sua posologia, dependendo de cada caso, permite o tratamento em casa e com acompanhamento médico. Assim a mensagem que fica é cuide-se, movimente-se e se acreditar que esta sob risco, procure seu médico", conclui o Dr. Guerra.

Para cada hora adicional que se permanece sentado, o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo na perna aumenta em 10%. Por isso, pequenas ações no dia a dia, como levantar para pegar uma água ou café, usar as escadas e fazer caminhadas curtas, ajudam a prevenir o TEV. A campanha Time2Move consiste no uso de um pedômetro ou aplicativo de contagem de passos, onde as pessoas são convidadas a aderir a se movimentar e registrar diariamente a sua quantidade de passos.

Criada em 2014, a campanha evoluiu para uma iniciativa contínua e mundial que contribui para o aumento do conhecimento e conscientização das pessoas sobre coágulos sanguíneos venosos, com o objetivo de incentivá-las a entrar no movimento contra a trombose. Além disso, a ação ajuda a entender sobre os sinais, sintomas e fatores de risco do tromboembolismo venoso.

A plataforma digital ThromboCoach.com.br é o mais novo lançamento da campanha Time2Move, que serve como um recurso educacional, fornecendo ao público informações sobre o impacto dos coágulos sanguíneos, fatos sobre a formação de coágulos sanguíneos no sistema venoso e como prevenir/tratar.

Fonte (www.bayer.com.br).

 

Estudo avalia vivência de bolivianas grávidas em São Paulo

Marília Fuller/Agência USP de Notícias

As práticas diferentes daquelas existentes na Bolívia — ou mesmo desconhecidas — e a ausência de domínio do idioma português são algumas das limitações para as imigrantes bolivianas no acesso aos cuidados nos serviços de saúde em São Paulo, especificamente na gravidez, no parto e no pós-parto.

Esse é um dos resultados apontados pela enfermeira peruana Rosario Avellaneda Yajahuanca em sua tese de doutorado, recentemente defendida na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. O estudo, que teve a orientação da professora Carmen Simone Grilo Diniz, teve início em 2011 e objetivou compreender as experiências vividas por essas mulheres durante a assistência à saúde na sua gravidez, parto e pós-parto em São Paulo. A enfermeira observou imigrantes bolivianas grávidas durante e após a sua estadia em um hospital da zona leste da capital.

Atualmente, os bolivianos representam o grupo mais numeroso entre os hispano-americanos que vivem na cidade, com grande contingente de mulheres em idade reprodutiva. Neste processo migratório, elas trazem consigo costumes de tradições culturais. Segundo a Rosário, “é importante abordar a temática porque há necessidades de ações mais afirmativas no âmbito da saúde para se criar políticas públicas com adequação intercultural”.

“Na cultura da maioria das mulheres bolivianas, a valoração de normas tradicionais relaciona-se com poder atuar de forma autônoma no cuidado da saúde, de forma menos invasiva”, explica a pesquisadora. Em contrapartida, Rosario aponta que, no Brasil, os cuidados em relação a gravidez, parto e pós-parto, são vivenciados com dificuldades e sofrimentos porque há uma certa imposição em adaptar-se aos protocolos institucionais que primam a tecnologia. Muitas vezes, essas novas práticas podem ser violentas e traumatizantes, aumentando a vulnerabilidade e a angústia destas mulheres de cultura e tradições diferentes.

Contato com pacientes
A pesquisa de Rosario é um estudo qualitativo de base etnográfica. De segunda a sexta-feira pela manhã, ela observava as pacientes do hospital, além de realizar plantões noturnos. “Também participei como intérprete de português para espanhol, auxiliando as mulheres que não entendiam ou falavam língua portuguesa”, relata. Isso lhe possibilitou ganhar a confiança das bolivianas, as quais expunham suas dúvidas e preocupações pelos seus filhos que ficaram em casa e pelo retorno ao trabalho depois da alta hospitalar.

De um total de 106 mulheres acompanhadas durante a coleta de dados, foram selecionadas 10 para serem entrevistadas. Passadas duas semanas da alta hospitalar, eram realizadas entrevistas em espanhol na casa das mulheres, sempre aos sábados e domingos pela tarde. “A escolha das casas como local para a entrevista se deu por considerar um espaço com maior tranquilidade e privacidade”, explica a doutoranda. Os maridos acompanhavam a maior parte das entrevistas. Durante essas visitas, Rosario também sentiu a necessidade de conhecer espaços como a Praça Kantuta-Pari e a Rua Coimbra, locais frequentados pelas famílias bolivianas.

Divergências culturais
Além da dificuldade de comunicação devido ao pouco conhecimento de português, as diferenças culturais são as maiores adversidades na gravidez, no parto e no pós-parto apontadas pelo estudo de Rosario. “Muitas das mulheres dizem que gostariam que não fossem vistas como ‘bichos raros’, tratadas com descaso e inferioridade pelo fato de serem estrangeiras”, releva. A pesquisadora explica que, mesmo que hajam profissionais bons os quais se esforçam para compreender e auxiliar as pacientes, grande parte da equipe dos hospitais apenas se indigna de precisarem atender essas mulheres.

A exposição do corpo durante o parto também mostrou colocar a parturiente em mais uma situação de vulnerabilidade e os cuidados acabam sendo rejeitados pelo incômodo e o pouco respeito à sua privacidade, sendo práticas consideradas anormais. Há, ainda, o uso de técnicas inapropriadas à cultura boliviana, como episiotomias, manobras de Kristeller e toques vaginais. A utilização de fórceps e da cesárea são vistos como práticas agressivas para seus corpos, já que as parturientes bolivianas esperam por um parto natural.

Considerando tais resultados, Rosario concluiu que seu doutorado permitiu conhecer o contexto social e cultural de algumas práticas tradicionais das mulheres bolivianas e, principalmente, suas diferenças em relação à cultura existente no Brasil. A adaptação da assistência às especificidades culturais, a oferta de um ambiente mais acolhedor e a garantia do direito ao acompanhante no parto podem reduzir os medos e desconfianças pelos quais passam as pacientes, contribuindo para uma melhor assistência.

Rosario é formada pela Universidad Nacional de la Amazonía Peruana, na cidade de Iquitos, Peru. Durante sua pesquisa, intitulada de A experiência da gravidez, parto e pós-parto das migrantes bolivianas e seus desencontros na cidade de São Paulo, teve bolsa concedida pela CAPES no Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação.

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