Seu próximo negócio poderá ser de outro planeta

Há poucas semanas a mídia mundial noticiou o lançamento do Falcon Heavy, o foguete de Elon Musk, como algo extraordinário. A primeira coisa que pensei foi: “Para que irmos a outros planetas? Não conseguimos nem tomar conta de um!”

Divulgação

Lançamento do Falcon Heavy, foguete da SpaceX.

Omarson Costa (*)

Resolvi investigar o tema e entender quais benefícios e consequências podemos esperar desta nova corrida espacial. Só pra começarmos esta viagem, olhe pela janela e imagine que já foram detectados mais de 3,6 mil exoplanetas em mais de 2,7 mil sistemas planetários fora do Sistema Solar. Nossa conexão com o espaço e interesse por outros mundos é algo que nos fascina há milênios. Desde a Antiguidade, há mais de 3.500 anos, que os fenícios já se orientavam pelas estrelas para navegar.

A partir da corrida espacial travada entre a Rússia e os Estados Unidos, invadimos o Universo com o início do lançamento de satélites e a até hoje inacreditável viagem à lua. A saga da Apolo 11 foi mesmo somente um primeiro grande passo para humanidade. Se depender da ousadia dos 3 bilionários empresários espaciais - Elon Musk, no comando da SpaceX; Jeff Bezos, pilotando a Blue Origin; e Richard Branson, na disputa com a Virgin Galactic - muito em breve poderemos estar passando férias na Lua ou em Marte.

Mas será que a subsistência da humanidade estará mesmo fora da Terra como já foi profetizado por muitos futurólogos e cientistas? Estamos nos aproximando do dia em que iremos transformar em realidade os roteiros de ficção científica de Hollywood? Levar alguns poucos turistas abastados para outros planetas é realmente o principal plano de negócio do trio? Todo este investimento bilionário, com direito a explosão de foguetes e a queima de bilhões de dólares nos testes, servirá tão somente para financiar excursões pelo espaço?

Provavelmente nada disto seja, de fato, o real objetivo dos novos bandeirantes do espaço. O lançamento do foguete da SpaceX, cujo grande feito foi ter retornado à Terra, inaugura uma nova etapa na batalha espacial que vai muito além do marketing do carro da Tesla flutuando no espaço: a era em que empresas (não os governos) começam a explorar o “negócio” do espaço.

Foto/Imagem: PinterestVamos combinar que nos transformar em viajantes do espaço parece mesmo coisa de malucos, não é mesmo? Não creio ser impossível fazer as malas para dar uma volta em Marte (vou precisar levar muitos antiácidos na bagagem de mão), mas a verdade é que os projetos ambiciosos de Musk, Bezos e Branson irão voar muito mais alto do que uma ‘space trip’, abrindo trilhas no Infinito que trarão a reboque uma nova geração de negócios até hoje dominados por governos.

O próprio Musk já colocou em órbita dezenas de satélites comerciais e a grande revolução da SpaceX está nos seus foguetes, que além de retornarem à Terra podem ter partes recicladas, derrubando o custo de cada lançamento em 30% para US$ 18,6 bilhões. Ao dominar as viagens espaciais, chegar em outros planetas será apenas o começo da exploração de novos mercados nas galáxias.

Há poucas semanas a mídia mundial noticiou o lançamento do Falcon Heavy, o foguete de Elon Musk, como algo extraordinário. A primeira coisa que pensei foi: “Para que irmos a outros planetas? Não conseguimos nem tomar conta de um!”. Resolvi investigar o tema e entender quais benefícios e consequências podemos esperar desta nova corrida espacial.

Só pra começarmos esta viagem, olhe pela janela e imagine que já foram detectados mais de 3,6 mil exoplanetas em mais de 2,7 mil sistemas planetários fora do Sistema Solar. Nossa conexão com o espaço e interesse por outros mundos é algo que nos fascina há milênios. Desde a Antiguidade, há mais de 3.500 anos, que os fenícios já se orientavam pelas estrelas para navegar.

A partir da corrida espacial travada entre a Rússia e os Estados Unidos, invadimos o Universo com o início do lançamento de satélites e a até hoje inacreditável viagem à lua. A saga da Apolo 11 foi mesmo somente um primeiro grande passo para humanidade. Se depender da ousadia dos 3 bilionários empresários espaciais - Elon Musk, no comando da SpaceX; Jeff Bezos, pilotando a Blue Origin; e Richard Branson, na disputa com a Virgin Galactic - muito em breve poderemos estar passando férias na Lua ou em Marte.

Mas será que a subsistência da humanidade estará mesmo fora da Terra como já foi profetizado por muitos futurólogos e cientistas? Estamos nos aproximando do dia em que iremos transformar em realidade os roteiros de ficção científica de Hollywood? Levar alguns poucos turistas abastados para outros planetas é realmente o principal plano de negócio do trio? Todo este investimento bilionário, com direito a explosão de foguetes e a queima de bilhões de dólares nos testes, servirá tão somente para financiar excursões pelo espaço?

Seu 3 temproarioProvavelmente nada disto seja, de fato, o real objetivo dos novos bandeirantes do espaço. O lançamento do foguete da SpaceX, cujo grande feito foi ter retornado à Terra, inaugura uma nova etapa na batalha espacial que vai muito além do marketing do carro da Tesla flutuando no espaço: a era em que empresas (não os governos) começam a explorar o “negócio” do espaço.

Vamos combinar que nos transformar em viajantes do espaço parece mesmo coisa de malucos, não é mesmo? Não creio ser impossível fazer as malas para dar uma volta em Marte (vou precisar levar muitos antiácidos na bagagem de mão), mas a verdade é que os projetos ambiciosos de Musk, Bezos e Branson irão voar muito mais alto do que uma ‘space trip’, abrindo trilhas no Infinito que trarão a reboque uma nova geração de negócios até hoje dominados por governos.

O próprio Musk já colocou em órbita dezenas de satélites comerciais e a grande revolução da SpaceX está nos seus foguetes, que além de retornarem à Terra podem ter partes recicladas, derrubando o custo de cada lançamento em 30% para US$ 18,6 bilhões. Ao dominar as viagens espaciais, chegar em outros planetas será apenas o começo da exploração de novos mercados nas galáxias.

Foi por causa da corrida espacial que hoje você pode ir para lugares desconhecidos seguindo o Waze. Assim como as antigas civilizações desbravaram os oceanos a partir das estrelas, a exploração espacial nos trará novas tecnologias de navegação. Sim, o GPS nasceu a partir dos avanços na tecnologia de satélites e se tornou um mercado gigantesco.

A tecnologia aérea também evoluiu a partir das pesquisas espaciais e hoje temos mais de 23 mil aeronaves em operação, segundo a Ascend, e a IATA estima que 4 bilhões de passageiros embarquem em um avião comercial todos os anos. Muitas outras invenções tiveram sua origem ou desenvolvimento no espaço, do termômetro auricular a comida de bebê, do Google Earth ao aspirador de pó portátil.

O recente avanço de tecnologias como a impressão 3D, que permite imprimir peças da aeronave no espaço, os foguetes reutilizáveis e satélites cada vez menores e mais baratos estão abrindo o Universo para eclosão de novas empresas. Já imaginou o tamanho do mercado interplanetário que poderemos um dia explorar na medida em que avançarmos em nossas descobertas além das fronteiras terrestres? A jornada científica da SpaceX, Blue Origin e Virgin Galactic irá desenhar os mapas para negócios espaciais que ainda serão criados ou já estão decolando.

São negócios do outro mundo como a Spire Global, que se tornou a primeira empresa de Observação da Terra da história a oferecer dados sobre a meteorologia para o governo americano. No ano passado, a companhia colocou em órbita 48 satélites e levantou US$ 70 milhões em financiamento.

Ou a Planet Labs, que já recebeu investimentos de US$ 196,1 milhões. A startup possui 149 satélites, a maior rede entre empresas privadas, que capturam imagens de 50 milhões de km2 do planeta. Os dados coletados sobre a superfície terrestre são oferecidos para indústrias das mais diversas áreas. Caso queira lançar seu próprio satélite, basta pagar US$ 20 mil para ThubmSat, que oferece um kit para construir o equipamento e depois o colocar em órbita.

A “maluquice” dos empresários do espaço até poderá nos levar a Marte, mas a herança que suas empresas nos deixarão será muito maior. Galileu Galilei, Leonardo da Vinci e tantos outros também foram taxados de insanos. Mas, vale lembrar, é por causa de gente “inconsequente” assim que hoje podemos estar aqui pensando em quais serão as oportunidades na Via Láctea e além.

Se tiver mesmo coragem de se aventurar e embarcar nos foguetes rumo à estação espacial para começar a prospectar negócios nas estrelas é só começar desembolsando US$ 20 mil para se inscrever no programa de treinamento para astronautas da Starfighters, que prepara turistas para enfrentar os turbulentos voos comerciais no F-104. Ao chegar lá, não esqueça de avaliar o melhor ponto para abrir sua primeira franquia no espaço.

E então, vai encarar a Força G?

(*) - É formado em Análise de Sistemas e Marketing, tem MBA e especialização em Direito em Telecomunicações. Em sua carreira, registra passagens em empresas de telecom, meios de pagamento e Internet.