Preocupante “status quo”

O tal “ajuste fiscal”, embora necessário, não vai ser a solução, se não houver uma grande contenção, que tal como o próprio “ajuste”, não vai ser bem vista!

Em meio a balburdia das votações no congresso nacional, facilmente visualizada ao assistir as sessões ao vivo pela TV Câmara e TV Senado, com surpreendentes resultados, nota-se que o PT e o PMDB não estão coesos e unanimes em favor das propostas governamentais, haja vista que a reformar política que tinha outros objetivos e não era tão urgente, está com nova proposta em discussão e votação, com resultados até certo ponto previstos, como o fim da reeleição nos executivos e a continuidade das coligações com suas regalias eleitorais.
No senado sob a alegação de que dinheiro acabou, embora a arrecadação continue expressiva, conforme demonstra o “impostômetro” da Associação Comercial, continuam sendo votadas formas de aumentar a arrecadação, pois a despesa continua maior que a receita, por isso o tal “ajuste fiscal”, embora necessário, não vai ser a solução, se não houver uma grande contenção, que tal como o próprio “ajuste”, não vai ser bem vista!
Já que, mexer no “cabide de empregos” é problemático, os governos federal, estaduais e municipais deveriam rever os contratos de suas obras em andamento e dar prioridade para as reais necessidades, pois querer fazer “ôba ôba” em todas as áreas e não concluir nenhuma em tempo compatível com seu custo real, é uma demagogia barata, que não só os experts como a sociedade já notaram que é uma “jogada”, meramente política! É preciso parar com esse “festival” e realizações, antes que o erário público acabe totalmente dilapidado e o caixa quebrado.
Como se não bastasse esse terrível “status quo”, devemos considerar que no enorme “cabide de empregos” dos executivos e dos legislativos, têm “vantagens” incorporadas aos salários, que permanecem indexadas às aposentadorias e pensões, com destaque para algumas viúvas ganhando verdadeiros absurdos!!! Talvez esses “privilégios sejam a causa do “rombo” anunciado na previdência, pois existem muitos funcionários públicos vinculados à CLT.
Com esses absurdos no atual contexto, além dos deputados terem aprovado, sob protesto de toda a sociedade a triplicação da verba de financiamento do “fundo” político partidário, de estarem cogitando a construção de novo edifício para acolher o “cabide”, com lojas e até um “shopping”, eis que o judiciário, que tem autonomia administrativa, está pretendendo um exagerado reajuste salarial ! Assim, onde vamos parar?
Diante dessa “ciranda” financeira eu me permito perguntar: “e nós os aposentados da iniciativa privada, como é que ficamos”? Todos os demais segmentos têm meio de fazer pressão, até desleal, apelando para as greves e nós que já perdemos na desindexação do benéfico ao SL (salário mínimo) e que passamos a depender de um “fator previdenciário” que está em questão, como é que ficamos? Diante da realidade dos fatos, só nos resta continuar suportando as injustiças ou apelar para uma greve de fome em praça pública!
Como as coisas entre nós costumam “rolar” no “vai da valsa”, para depois apurarem as reais necessidades, suas conveniências e se são legais mesmo que imorais, oxalá encontrem uma formula de conduzirem os trabalhos com coerência e bom senso, para evitarem os absurdos repudiadas pela sociedade.

(*) É Jornalista – MTb 231.275 (www.emquestao.com) ou (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.).

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