Expectativa de incertezas!

Estamos novamente diante de fatos surpreendentes, cujas consequências são imprevisíveis, devido ao marasmo que nos envolve, agravado pela denúncia de envolvimento de Lula

Vejamos: no Executivo, Temer continua tendo enorme rejeição por parte do segmento petista e dos partidos a ele coligados, que ainda defendem a tese de ter sido um “golpe”, a cassação do mandato de Dilma. Temer foi seu vice por conveniência de ambas as artes, pois o PT precisava reeleger Dilma e sem o apoio do PMDB seria muito difícil, então renovaram o convite para ele ser o vice na chapa dela. Ele por estar “adivinhando” e continuar desfrutando dos ministérios e seu dispor. Empossado, Temer está diante de um enorme desafio: conseguir normalizar a economia nacional envolta numa recessão e crise sem precedentes.
No Legislativo, em meio a tantas aberrações, os colegiados não só no âmbito federal, deixam muito a desejar. Diante da realidade dos fatos, não há como esperar que, repentinamente, os parlamentares passem a cumprir a real missão de representantes da sociedade que os elegeram? Depois de onze meses de “enrolação” com muitos “recursos”, Eduardo Cunha foi cassado na câmara federal. Renan, continua sendo lembrado como um possível novo personagem a ser cassado. Todos filiados ao PMDB, que outrora era uma notável oposição e hoje é alvo de tanta contestação.
A displicência legislativa pode ter como exemplo o Rio de Janeiro que está “quebrado” e Sampa, o carro chefe da economia nacional, onde alcaide cometeu vários “equívocos”, como as ciclovias, que em dias úteis não leva ninguém a lugar nenhum; as faixas exclusivas que deveriam ser apenas nos horário de pico, já que a frota trafega quase vazia no meio do dia; a coleta do lixo que continua bagunçada (orgânico + reciclável); a malha viária esburacada devido a má qualidade dos reparos, além do abandono da periferia, e a edilidade não se manifesta para coibir os absurdos!
No Judiciário, tivemos a grata satisfação da posse da nova presidente do STF, nos dando uma esperança de novos bons tempos, embora a presença de Lula tenha deixado uma dúvida no ar. Ele a indicou, foi convidado para sua posse, qual será a posição dela se ele se tornar réu? - Entretanto, segundo comentários, a ministra Carmen Lúcia pretende propor a reforma do judiciário, o que seria ótimo. Na minha opinião, começando pela composição do supremo, que deveria ser eleito por um colegiado de desembargadores.
O código penal deveria passar por uma profunda revisão, através de uma proposta elaborada por uma comissão de notáveis juristas, apenas para a formal aprovação pela Câmara. A propósito desse prenúncio alvissareiro, o bom senso sugere uma campanha motivacional, partindo do Judiciário, para que os homens públicos passem a praticar, de “corpo e alma”, o PATRIOTISMO, do qual estamos tão carentes!

(*) - É Jornalista – MTb 21.275 - (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.).