Impeachment mal elaborado

Gente, não dá para entender porque o deputado Eduardo Cunha, então presidente da câmara dos deputados, que queria “crucificar” a qualquer preço a presidente Dilma Rousseff, excluiu da denúncia elaborada por Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal, as “maracutaias” do “petrolão”, que jamais permitiria ela se manifestar como sendo vítima de um “golpe”!

Sabendo que em direito tudo é uma mera questão de interpretação, mormente no nosso contexto jurídico de uma complexidade inacreditável, esse suposto “descuido” imperdoável, só se “justifica” porque ele também está sendo denunciado na operação Lava Jato, que envolve políticos e empresários, num vergonhoso escândalo de propinas, subornos e delações!

A corrupção na Petrobras teve anuência da presidente Dilma Rousseff, pois ela foi presidente do conselho da estatal no governo Lula, desde quando já “rolava” a corrupção naquela empresa, pois já estava nas manchetes de todos os veículos de comunicação do nosso país, os absurdos da operação Lava Jato, quando ela aceitou a compra de uma refinaria, caindo aos pedaços, por um valor inconcebível, como se lá a Petrobras fosse produzir derivados de petróleo e concorrer no mercado de combustíveis, com os norte americanos. Por outro lado, ela foi reeleita, través de uma campanha mentirosa, induzindo, além da militância do PT, os milhões de incautos do sofrido povão.

Sua publicidade enganosa, mostrava grandes realizações e obras até hoje inacabadas, o atendimento precário, como ótimo, na saúde e na educação, que o PSDB confiante em excesso, deixou de questionar no STE, e principalmente através da autêntica “barganha” de votos pelos vários benefícios do social, como a bolsa família e a minha casa minha vida, em cujos segmentos também havia e ainda há questionamentos e os “fantásticos” financiamentos, que já estão gerando uma enxurrado de inadimplências, isso tudo não obstante a atual recessão causando desemprego.

Então me parece, e à muita gente também, que o impeachment deveria ser por falta de responsabilidade administrativa ou conivência ao “status quo”, num enquadramento criminal previsto em nosso código penal, na legislação eleitoral, ou na nossa constituição. Dessa forma, ela e sua “turma” não teriam condições de contestar afirmando que, o atual impedimento é um golpe, por não haver (questão de interpretação) “crime de responsabilidade”.

Embora de forma incompleta, que a votação do impedimento seja coerente e sensata.

(*) - É Jornalista – MTb 21.275 - (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.).