Mais de 1,8 milhão de pessoas ainda não sacaram o abono salarial

Os trabalhadores têm menos de um mês para procurar a Caixa ou o Banco do Brasil e sacar o benefício.

O prazo final para sacar o Abono Salarial do PIS/Pasep ano-base 2015 é 30 de junho, mas até agora 1,83 milhão de trabalhadores ainda não procuraram uma agência bancária para retirar o benefício

A maioria é das regiões Sudeste e Sul, sendo que quase um terço (520.747) é de São Paulo. Os demais estados com maior número de trabalhadores que ainda não sacaram o abono são, nesta ordem: Minas Gerais (189.635), Rio de Janeiro (184.816), Paraná (128.049) e Rio Grande do Sul (118.683).
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, lembra que os trabalhadores têm menos de um mês para procurar uma agência da Caixa ou do Banco do Brasil e sacar o benefício. “O Abono Salarial é um direito que o trabalhador tem. Esse dinheiro é do trabalhador, portanto não perca o prazo”, aconselha. Lembra que, no exercício anterior, mais de 22,61 milhões de trabalhadores sacaram o Abono Salarial do PIS/Pasep ano-base 2014, o que correspondeu a 95,93% do total de pessoas com direito ao benefício no país. Foi a segunda maior taxa de cobertura da história dos pagamentos do abono – o recorde foi em 2009, quando o percentual de saques chegou a 96,3%.
Têm direito ao Abono Salarial ano-base 2015 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2015 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e tenha tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais. Depois de encerrado o período de saques, o dinheiro do abono salarial voltará para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e será usado para o pagamento de benefícios como o Seguro-Desemprego e o Abono Salarial do próximo ano.
O Ministério do Trabalho disponibiliza uma ferramenta de consulta para os trabalhadores saberem se tem direito ao Abono Salarial Ano-Base 2015. Basta acessar pelo endereço (http://verificasd.mtb.gov.br/abono/), digitar o número do CPF ou do PIS/Pasep e a data de nascimento e consultar. A Central de Atendimento Alô Trabalho do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, também tem informações sobre o PIS/Pasep (MTE).

Aumentou a intenção de investimentos da indústria

As empresas que pretendem investir mais nos próximos 12 meses somam 25,6% do total.

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas, avançou 7,9 pontos no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. Com o resultado, o indicador atingiu 107,9 pontos, em uma escala de zero a 200, o maior patamar desde o terceiro trimestre de 2014 (109,3 pontos). Quando o indicador fica acima de 100 pontos, indica otimismo.
A proporção de empresas prevendo investir mais nos 12 meses seguintes (25,6%) superou o percentual daquelas que projetam investir menos (17,7%). Esse saldo positivo não ocorria desde o primeiro trimestre de 2015, quando os percentuais haviam sido de 28,5% e 27,7%. No trimestre anterior, esses percentuais haviam se igualado em 19,9%.
Em relação à execução de seu plano de investimentos, 25% das empresas estão certas de que o farão, enquanto 21,3% estão incertas. No trimestre anterior, os resultados haviam sido de 29,2% e 22,7%, respectivamente (ABr).

Inadimplência cresce pelo terceiro mês consecutivo

Interrompendo duas altas mensais consecutivas, a proporção de famílias paulistanas endividadas voltou a cair. Em maio, 52,4% das famílias declararam ter algum tipo de dívida, leve queda de 0,5 ponto porcentual (p.p.) na comparação com abril, quando 52,9% afirmaram ter dívidas. No comparativo com o mesmo período do ano passado, quando a proporção era de 50,1%, houve um aumento de 2,3 p.p..
Em números absolutos, o total de famílias endividadas passou de 2,046 milhões, em abril, para 2,028 milhões em maio, sendo que em maio de 2016, esse número era de 1,925 milhão, ou seja, o aumento do número de famílias endividadas foi de 103 mil. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada mensalmente pela FecomercioSP.
Na segmentação por renda, o endividamento é maior entre as famílias que ganham até dez salários mínimos proporcionalmente às famílias de renda mais alta. Do total das famílias endividadas, 51,2% têm entre 11% e 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas. Para 25,9% das famílias, o porcentual para pagamento de dívidas é menor que 10%, enquanto que para 19,1% das famílias endividadas o comprometimento é superior a 50% da renda.
A inadimplência subiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 19,2% das famílias em maio, alta de 0,5 p.p. na comparação com abril. A proporção de famílias que não terão condições de pagar as contas no próximo mês ficou praticamente estável ao passar de 8,2%, em abril, para 8,1% em maio. Segundo a FecomercioSP, diante do quadro de desemprego ainda elevado, é inevitável a deterioração das variáveis relacionadas à inadimplência (FecomercioSP).

Inflação do aluguel acumula queda em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou deflação (queda de preços) de 0,51%, na primeira prévia de junho. A deflação é menor que a da primeira prévia de maio: 0,89%. Em 12 meses, o IGP-M acumula deflação de 0,63%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Os três subíndices que compõem o IGP-M acusaram aumento de suas taxas entre a prévia de maio e a de junho. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que avalia o atacado, passou de -1,37% para -1,07% no período. O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, subiu de 0,03% para 0,13%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção subiu de -0,06% para 1,43% (ABr).

 
 

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