Habitação e transportes pressionam custo de vida do paulistano

Com peso de 16,78%, o segmento habitação encerrou o mês com alta de 1,21%. O destaque foi o botijão de gás (5,24%).

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo subiu 0,47% em outubro, ante os 0,36% registrados em setembro

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 3,37%. No período de janeiro a outubro, foi observada uma variação de 2,56%. Cenário bem diferente do observado no ano passado, quando os preços flutuavam de forma bem mais pressionada e apontavam 5,76% e 7,68% respectivamente. Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social, realizada mensalmente pela FecomercioSP.
O resultado de outubro foi pressionado pela elevação nos preços do segmento de habitação e transportes. Com peso de 16,78%, o segmento habitação encerrou o mês com alta de 1,21%. Nos dez meses de 2017, o indicador acumulou elevação de 4,69%, e no período dos últimos 12 meses, 4,97%. O principal destaque foi observado em botijão de gás (5,24%).
O setor de transportes exerceu a segunda maior pressão de alta no mês, com variação positiva de 0,59%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 4,32%, e no período de janeiro a outubro houve uma elevação de 1,62%. O responsável por esse comportamento foi o setor de combustíveis, que teve alta de 0,96%, com destaque para os itens: gás veicular (0,37%), óleo diesel (0,80%), gasolina (0,87%) e etanol (1,54%).
A FecomercioSP reforça que os preços ao longo de todo este ano ainda oscilam em patamares muito mais moderados do que os que vinham sendo obtido nos anos anteriores, o que sinaliza um cenário muito menos restritivo em termos de orçamento familiar. A inflação deve encerrar o ano de 2017 abaixo da meta estipulada pelas autoridades monetárias e há fortes indícios de que se mantenha sob controle no próximo ano, também favorecendo o cenário econômico.

Percentual de famílias endividadas tem quinta alta consecutiva

O percentual de famílias endividadas alcançou 62,2% em novembro, com aumento de 0,4 ponto percentual na comparação com outubro. Este foi o quinto mês seguido de altas no indicador, segundo a pesquisa divulgada ontem (4) pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que aponta ainda um recuo no percentual de famílias inadimplentes.
Para a economista da CNC, Marianne Hanson, “a taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”. Apesar da alta do percentual de famílias endividadas, a proporção daquelas com dívidas ou contas em atraso diminuiu em novembro, atingindo 25,8% das famílias, ante 26% em outubro. A segunda queda mensal consecutiva do indicador acontece após ele ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Na comparação com novembro de 2016, entretanto, houve alta de 1,4 ponto percentual.
A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, embora tenha apresentado alta em relação aos 9,5% de novembro do ano passado. Para 76,9% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,4%) (ABr).

Mercado financeiro aumenta projeção para crescimento

O mercado financeiro espera um crescimento maior da economia neste ano. A estimativa para a expansão do PIB subiu de 0,73% para 0,89% este ano, e de 2,58% para 2,60% para 2018. As informações são do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.
Na última sexta-feira (1º), o IBGE informou que o PIB fechou o terceiro trimestre de 2017 com alta de 0,1% na comparação com o segundo trimestre. Nos nove meses do ano, o crescimento acumulado ficou em 0,6%, em relação a igual período de 2016. Enquanto, o mercado financeiro aumentou a projeção de crescimento econômico, a estimativa para a inflação em 2017 caiu. A expectativa é que o IPCA termine o ano em 3,03%. A projeção anterior era 3,06%. Essa foi a segunda redução consecutiva.
Para 2018, a estimativa para o IPCA foi mantida em 4,02%. As projeções para 2017 e 2018 permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%. Para alcançar a meta, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic, atualmente em 7,5% ao ano. A expectativa é que a Selic caia para 7% nesta semana, na última reunião do Copom em 2017. Para o fim de 2018, a estimativa para a taxa segue em 7% ao ano (ABr).

 
 
 
 
 
 
 

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