Suspensão do envio de médicos cubanos não prejudica programa

Ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse ontem (17) que a suspensão do envio de profissionais cubanos ao Brasil, para trabalhar no Mais Médicos, não prejudica o programa. Cuba anunciou que suspendeu o envio de 710 profissionais previstos para chegar ao país este mês

“Na nossa renovação de contrato com Cuba, já havia a previsão de reduzir de 11,4 mil para 7,4 mil médicos cubanos em três anos. Nós substituiremos esses por médicos brasileiros que estão no cadastro anterior – mais de 7 mil médicos que se inscreveram além das vagas que nós necessitávamos e 2 mil médicos brasileiros formados no exterior que também aguardam oportunidade. Utilizaremos essa lista para completar essas vagas e aguardaremos que Cuba anuncie a retomada do convênio”, explicou.
Questionado se o convênio com Cuba estaria sob risco, o ministro disse não acreditar na possibilidade de rompimento definitivo do acordo com o país.
“Está assinado e valendo por três anos. Há um incômodo do governo cubano com sentenças judiciais determinando a permanência de cubanos no Brasil e o pagamento diretamente aos cubanos e isso desestrutura o convênio como ele está formado. Mas o Judiciário tem a sua autonomia e, do ponto de vista do Executivo, da OPASaúde e do governo de Cuba, as nossas condições do convênio serão mantidas”, disse.
Ainda segundo Barros, a previsão inicial é que o Brasil recebesse entre 3 mil e 4 mil profissionais cubanos apenas este ano – inclusive para a reposição das vagas de médicos que completam os três anos de permanência e deixam automaticamente o programa. “Pretendemos sempre dar prioridade a médicos brasileiros. Temos feito chamadas para brasileiros na reposição de vagas, depois chamamos os cubanos. É nosso interesse ampliar o espaço para médicos brasileiros e consolidar aquela redução de 4 mil médicos cubanos nesses três anos de convênio”, destacou (ABr).

IPC-S diminui na segunda prévia de abril

A queda se deu pela redução na intensidade de correção da tarifa de energia elétrica.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu alta de 0,44% na segunda prévia de abril – taxa 0,05 ponto percentual inferior à variação do último levantamento (0,49%). Esse resultado se deve, principalmente, ao grupo habitação que apresentou elevação de 0,36%, percentual bem abaixo do registrado na primeira prévia do mês (0,78%). Neste caso, o motivo foi a redução na intensidade de correção da tarifa de energia elétrica residencial (de 3,69% para 0,75%). A pesquisa é feita pelo Ibre da FGV em sete capitais: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
A queda no ritmo inflacionário também reflete a correção mais lenta em despesas diversas (de 0,77% para 0,54%). Além disso, houve uma redução mais expressiva no grupo vestuário (de -0,2% para -0,64%). E, embora tenham apresentado um movimento de recuperação de preços, dois grupos mantiveram os resultados negativos: transportes (de -0,39% para -0,21%) e comunicação (-0,65% para -0,39%).
Apenas três dos oito grupos pesquisados tiveram aumento na velocidade de reajustes, sendo que em alimentação essa alta foi pequena, passando de 1,03% para 1,06%. Em saúde e cuidados pessoais, o índice subiu de 0,79% para 0,94% e, em educação, leitura e recreação (de 0,1% para 0,37%). Os principais itens em alta foram: tomate (55,15%); plano e seguro saúde (0,99%); refeições em bares e restaurantes (0,54%); perfume (2,45%) e tarifa de eletricidade residencial (0,75%) (ABr).

Economia cresceu 1,31% em fevereiro

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado ontem (17), mostra crescimento de 1,31% da economia brasileira em fevereiro. Observados os ajustes sazonais, o aumento é 0,52%.
Em relação a fevereiro de 2016, sem considerar os efeitos sazonais, foi registrada redução de 0,73%. Com ajustes sazonais, o IBC-Br apresenta crescimento de 0,48%, informa nota divulgada pelo Banco Central.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, a atividade econômica teve diminuição de 3,56% sem ajustes sazonais. Com os ajustes, a redução da atividade econômica é de 3,68%.

 
 
 

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