Setor do franchising cresceu 11,2% no primeiro semestre

Individualmente, o segmento Alimentação expandiu sua receita no período em 12%.

A ABF – Associação Brasileira de Franchising anunciou os dados oficiais de crescimento do setor, apurados na Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising

O estudo indica que o faturamento do setor cresceu nominalmente 11,2% no primeiro semestre de 2015 comparado ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 63,885 bilhões ante R$ 57,464 bilhões registrados nos seis primeiros meses de 2014.
Já no 2º trimestre deste ano, o crescimento foi de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado, cuja receita subiu de R$ 28,774 bilhões para R$ 32,537 bilhões. Este desempenho contempla o baixo crescimento do setor nesse período do ano passado em razão do Mundial de Futebol, que acabou alterando a sazonalidade e, consequentemente, os hábitos do consumidor no período.
Todos os 11 segmentos classificados pela ABF ampliaram seu faturamento. Dentre os que mais cresceram no 1º semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, Esporte, Saúde, Beleza e Lazer alcançou faturamento 24% maior, saltando de R$ 9,311 bilhões para R$ 11,505 bilhões no período. A seguir, Hotelaria e Turismo registrou crescimento de 15% no faturamento, que passou de R$ 4,265 bilhões para R$ 4,901 bilhões, impulsionado pelo turismo de negócios. Individualmente, o segmento Alimentação expandiu sua receita no período em 12%, saltando de R$ 11,417 bilhões para R$ 12,760 bilhões.

Taxa de juros do cartão de crédito bate recorde

Os consumidores devem evitar o crédito rotativo (cartão e cheque especial).

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chegou a 395,3% ao ano, em julho, índice recorde para a série histórica, iniciada em março de 2011. Em relação a junho, a taxa média subiu 23,2 pontos percentuais. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC).
O rotativo do cartão de crédito é a operação em que o cliente financia o saldo devedor remanescente após pagar somente uma parte da fatura. Também são consideradas como rotativo as operações de saque na função crédito.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, orienta os consumidores a evitar o crédito rotativo (cartão e cheque especial). “É um custo muito elevado. Temos reiterado que o crédito rotativo deve ser tomado pontualmente por um prazo muito curto”. A taxa das compras parceladas com juros, de parcelamento de fatura de cartão de crédito e de saques parcelados subiu 1,3 ponto percentual, de junho para julho, e ficou em 119,5% ao ano.
A taxa de juros do cheque especial também subiu 5,6 pontos percentuais de junho para julho e ficou em 246,9% ao ano. No caso do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), os juros subiram 0,5 ponto percentual, para 27,8% ao ano. Já os juros do crédito para a compra de veículos caiu 0,2 ponto percentual e ficou em 24,5% ao ano. A taxa do crédito renegociado também caiu, 0,7 ponto percentual, para 45,7% ao ano (ABr).

Aneel atrai investidores para quatro dos 11 lotes

O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a contratação de serviço público de transmissão de energia elétrica durou cerca de uma hora e teve interessados em apenas quatro dos 11 lotes oferecidos. A previsão de investimentos era R$ 7,8 bilhões mas, na média, houve participação de apenas 19% do total estimado (R$1,44 bilhão). O leilão foi na promovido ontem (26) na Bovespa.
Para o diretor da Aneel, Reive Barros, o resultado ficou “aquém do esperado”. Ele disse que a Aneel ainda vai fazer uma avaliação sobre os motivos para a baixa procura, mas uma das razões pode ser a alta do dólar. Segundo ele, os empreendedores podem estar com receio dos preços futuros que poderiam ser praticados pelos fornecedores, tornando desvantajoso o investimento.
Barros argumentou ainda que um dos motivos para a baixa procura pode ser o fato de que muitas empresas que tradicionalmente participam de leilões da Aneel estão com obras em andamento ou em atraso. “Isso pode também ter inibido a participação de mais empresas” (ABr).

Receitas extras com multas

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negou que o governo esteja preparando um decreto permitindo que as empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato possam pagar multas e indenizações à Petrobras e à União, de modo a gerar receitas extras. “Não estou preparando nenhum decreto. Não tem questão de receitas extras, nada disso”, afirmou Levy.
Segundo o ministro, as únicas estratégias do governo para conseguir receita extra são a aprovação do projeto que prevê a repatriação de patrimônio no exterior, de origem lícita e não declarado à Receita Federal, e o Programa de Redução de Litígios Tributários (Prorelit), para quitação de débitos vencidos com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (ABr).