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Inflação negativa é a menor desde o início do Plano Real, em 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve queda de preços de 0,21% em novembro, divulgou hoje (7), no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA mede a inflação oficial do país.

Inflacao temporario

Queda de preços de 0,21% em novembro beneficia consumidores. Em 12 meses, inflação acumula 4,05%. Foto: Tânia Rêgo/ABr

O resultado foi o menor desde julho de 2017, quando houve queda de 0,23%. Se avaliados apenas os meses de novembro, o resultado foi o menor desde o início do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, a inflação acumula 4,05%, enquanto a taxa acumulada de 2018 - de janeiro a novembro - soma 3,59%. Em novembro do ano passado, o IPCA teve alta de 0,28%, enquanto em outubro de 2018 houve aumento de 0,45%. A deflação (variação negativa do IPCA) registrada em novembro ocorreu em cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

O grupo Transportes teve queda de 0,74% no IPCA de novembro, contribuindo com o maior impacto negativo sobre o resultado global. A queda nos combustíveis -2,42% - foi a principal responsável pelo resultado, sendo o recuo da gasolina - 3,07% - o mais acentuado. A Habitação teve o segundo maior impacto negativo no IPCA global, com redução de 0,71%. Nesse grupo, a queda da energia elétrica - 4,04% - teve importância.

Entre os grupos que apresentaram alta de preços, destaque para o de Artigos de Residência, com elevação de 0,48% em comparação com outubro. Apesar disso, a alta nos Alimentos e Bebidas - 0,39% - foi a que puxou o índice geral para cima com mais força. A cebola, o tomate, a batata-inglesa e as hortaliças estão entre os itens que ficaram mais caros (ABr).

Confiança do empresário paulistano sobe pelo terceiro mês

Confianca temporario

Além da estabilidade da inflação, houve uma melhora no mercado de trabalho. Foto: Reprodução/FecomercioSP

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) avançou pelo terceiro mês consecutivo. A alta foi de 3,1%, ao passar de 102,6 pontos em outubro para 105,8 pontos em novembro. Entretanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice continuou em queda (-3,5%). Apurado mensalmente pela FecomercioSP, o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Na análise por porte, as empresas com até 50 empregados apontaram alta de 3,3%, de 102 pontos em outubro para 105,3 pontos em novembro. No entanto, as empresas com mais de 50 empregados sofreram queda de 1%, passando de 128,8 pontos em outubro para 127,5 pontos em novembro. Os três quesitos que integram o indicador avançaram na passagem de outubro para novembro. Foi de 3,3%, de 73 pontos em outubro para 75,5 pontos em novembro. Entretanto, na comparação anual, o indicador caiu 7,6%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, as avaliações dos empresários no que diz respeito à propensão por novos investimentos foram decisivas para a alta do indicador em novembro. Além da estabilidade da inflação, houve uma melhora no mercado de trabalho. A Entidade recomenda que os empresários evitem altos estoques e endividamento. Para a Federação, a confiança tende a ser retomada de forma gradual e com base na capacidade de reação mais consistente da economia (AI/FecomercioSP).

Cesta de compras mais simples tem queda de preços

Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou uma deflação (queda de preços) de 0,25% em novembro deste ano. É a menor taxa desde junho de 2017 (-0,3%) e o menor patamar para meses de novembro desde a implantação do Plano Real, em 1994.

O dado foi divulgado na sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda de preços em novembro, o INPC acumula taxas de inflação de 3,29% no ano e de 3,56% em 12 meses. Em novembro, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,45%, enquanto os não alimentícios registraram deflação de 0,55%.

IGP-DI tem queda de preços em novembro

Agência Brasil

O Índice Geral de Preços–Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação (queda de preços) de 1,14% em novembro. A taxa é menor que a de outubro (inflação de 0,26%) e de novembro de 2017 (inflação de 0,8%). Com o resultado, o IGP-DI acumula inflação de 7,58% no ano e de 8,38% em 12 meses, segundo a FGV.

A queda do percentual de outubro para novembro foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-DI. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,7% em novembro, ante uma inflação de 0,17% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, acusou deflação de 0,17% em novembro. Em outubro, houve inflação de 0,48%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção teve uma queda na taxa de inflação, ao passar de 0,35% em outubro para 0,13% em novembro.

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