Dívida Pública Federal cresceu 0,42% em abril

Dívida

Agência Brasil

A Dívida Pública Federal teve elevação de 0,42% de março para abril e passou de R$ 2,441 trilhões para R$ 2,451 trilhões. Os dados foram divulgados ontem (25) pelo Tesouro Nacional. O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da emissão de títulos públicos ou pela assinatura de contratos.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 0,75% e passou de R$ 2,316 trilhões para R$ 2,333 trilhões. DPMFi é a dívida pública federal em circulação no mercado nacional. Ela é paga em reais e captada por meio da emissão de títulos públicos. O motivo da elevação foi a apropriação dos juros da dívida, no valor de R$ 27,08 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) registrou, em abril, redução de 5,64% em comparação ao resultado do mês anterior: atingiu R$ 117,68 bilhões, equivalentes a US$ 39,31 bilhões, dos quais R$ 106,92 bilhões (US$ 35,72 bilhões) são referentes à dívida mobiliária (títulos) e R$ 10,76 bilhões (US$ 3,59 bilhões), à dívida contratual.

DPFe é a dívida pública federal existente no mercado internacional paga em outras moedas. De acordo com o Tesouro Nacional, “a redução [da DPFe] foi ocasionada pela valorização do real [no período] em comparação a moedas que compõem o estoque da dívida externa”. O total de emissões da Dívida Pública Federal chegou a R$ 102,21 bilhões. A Dívida Pública Federal, segundo o Tesouro Nacional, deverá encerrar o ano entre R$ 2,45 trilhões e R$ 2,6 trilhões.

 

Mercado sobe projeção da Selic para 13,75% este ano

Agência Brasil

Mercado

O Banco Central (BC) informou que analistas e investidores do mercado financeiro elevaram a previsão de fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia, para 2015. A projeção passou de 13,5% para 13,75% ao ano. Como atualmente a Selic está em 13,25%, isso implica aumento de 0,5 ponto percentual na taxa até o fim do ano. De outubro de 2014 para cá, a Selic já subiu 2,25 pontos percentuais.

Os analistas também voltaram a elevar a previsão de fechamento da inflação medida pelo IPCA para 2015. A estimativa de alta, que estava em 8,31%, agora é 8,37%. O mercado também ampliou a previsão de alta para os preços administrados, como o da energia e da gasolina, de 13,5% para 13,7%. Os analistas também preveem uma queda maior do PIB. A estimativa na semana anterior era 1,2%. Nesta semana, a previsão é recuo de 1,24% em 2015. Já a projeção de queda da produção industrial permaneceu em 2,8%. A estimativa para o câmbio ao fim de 2015 continuou em R$ 3,20.

A expectativa para a dívida líquida do setor público ficou em 37,9% do PIB. A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, subiu de US$ 82,4 bilhões para US$ 83,8 bilhões. O saldo projetado para a balança comercial permanece positivo em US$ 3 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados subiram de US$ 61 bilhões para US$ 65,5 bilhões.

 
Energia elétrica puxa aumento da inflação semanal

Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,68% na terceira prévia de maio. A variação foi 0,03 ponto percentual maior do que a registrada na apuração anterior, quando a taxa havia decrescido de 0,7% para 0,65%. Cinco dos oito grupos pesquisados apresentaram índices acima dos da pesquisa anterior, com destaque para habitação, cuja taxa passou de 0,64% para 0,74%. Assim como nas últimas pesquisas, a tarifa de energia elétrica está entre os itens de maior pressão inflacionária, com elevação de 1,93%, acima da taxa anterior de 1,45%.

Os dados são da pesquisa feita pelo Ibre da FGV, referente à coleta de preços do período de 23 de abril a 22 de maio, comparada às variações de 23 de março a 22 de abril. Em alimentação, o índice subiu de 0,73% para 0,76%. Entre os itens que mais aumentaram nessa classe de despesas estão as hortaliças e os legumes, cujo índice passou de 5,52% para 7,87%. No grupo transportes, a taxa passou de 0,07% para 0,12%, puxada pela venda de automóveis usados. Na pesquisa anterior, os preços dos carros de passeio caíram 0,38%. Nesta mais recente, não houve variação.

Em educação, leitura e recreação, o índice aumentou de 0,39% para 0,42%, com os ingressos em salas de espetáculo corrigidos de 2,93% para 3,05%. No grupo despesas diversas, houve elevação de 0,02 ponto percentual, com a taxa passando de 0,64% para 0,66%. Nesse caso, a variação foi influenciada pelos jogos de loteria, cujos bilhetes aumentaram 2,5%.

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