Vendas serão normais no Dia dos Namorados

O consumidor se comporta de forma conservadora, administrando seus recursos para não contrair dívidas.

Seguindo a tendência de desaceleração econômica do varejo, assim como o período do Dia das Mães, o mês dos namorados não têm expectativas de crescimento neste ano

Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, em todo o estado, o possível crescimento não deve chegar a 1% em relação ao ano passado e os consumidores devem gastar no máximo entre R$60,00 e 100,00 reais.
Dados da pesquisa realizada pela entidade com mais de 50 Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado, apontam que os lojistas também estão cautelosos com o período e pretendem liquidar os produtos que ficaram em estoque das lojas do Dia das Mães em promoções para o Dia dos Namorados.
“No momento, o consumidor se comporta de forma conservadora administrando seus recursos para não contrair dívidas nem empréstimos devido às altas taxas dos juros e da inflação. Além disso, é a primeira vez que o brasileiro está enfrentando inadimplência com contas básicas, como água, luz e telefone, sem considerar ainda que o desemprego tem crescido. Por este motivo, muitos clientes estão comprando com mais equilíbrio e procurando por presentes que caibam no bolso, fazendo com que o varejo ainda mantenha vendas estáveis no mês”, afirma o presidente da Federação, Mauricio Stainoff.

Índice usado na correção de aluguel, perde força

 O levantamento refere-se à média de preços coletados entre os dias 21 de abril e 20 de maio.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em 0,41% em maio, apresentando queda em relação a abril quando o índice foi 1,17%. A taxa de maio é superior a de igual mês do ano passado, que era -0,13%. No acumulado de 12 meses, a variação, que serve de base de cálculo para a correção da maioria dos contratos de aluguel, o IGP-M ganhou força e chegou a 4,11%.
O levantamento feito pelo Ibre da FGV refere-se à média de preços coletados entre os dias 21 de abril e 20 de maio. Todos os componentes tiveram redução no ritmo de alta de abril para maio. No acumulado de 12 meses, a maior pressão continua a ser constatada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) com aumento de 8,31%. Entre os grupos analisados, o de habitação lidera nos aumentos com 12,03% sobre uma alta anterior de 12%.
Comparado ao resultado obtido em abril em um acumulado de um ano, o IPC permaneceu estável, enquanto no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a taxa passou de 1,36% para 2,33%. Na passagem de abril para maio, este componente caiu de 1,41% para 0,3%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi 0,45%, em maio, ante 0,65%, em abril. No acumulado em 12 meses, ocorreu queda, de 6,94% para 5,97%. Em um ano, o custo da construção indica elevação dos preços dos materiais, equipamentos e serviços, de 4,79% para 5,97% e na mão de obra, de 5,94% para 8% (ABr).

 
Inadimplência das empresas teve alta em abril

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas avançou 12,1% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice também teve alta de 12,1%. Por sua vez, em relação ao mês imediatamente anterior (março), houve recuo de 5,8%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a maior inadimplência deste ano em relação ao ano anterior é devido ao atual quadro recessivo da economia brasileira, prejudicando a geração de caixa das empresas, e à alta dos juros, encarecendo o custo financeiro para as empresas. Já o recuo em relação a março é explicado pela menor quantidade de dias úteis em abril (20 contra 22).
Na decomposição do indicador, os títulos protestados foram os que mais pesaram para a queda mensal do índice, com variação negativa de 18,0% e contribuição negativa de 4,9 p.p. As dívidas não bancárias e os cheques sem fundos também caíram 0,5% e 7,1%. Já a inadimplência com os bancos apresentou alta de 2,2% e contribuiu com 0,4 p.p. para que o indicador não caísse ainda mais em abril de 2015.

 
 
Mais Lidas