Ainda controlada, inadimplência na indústria ameaça subir

25,6% das microempresas e 19,8% das pequenas empresas afirmaram que estão inadimplentes.

A pesquisa “Rumos da Indústria Paulista”, produzida pela Fiesp e Ciesp, mostra que 85,6% das empresas que têm financiamento de longo prazo estão adimplentes. Mas há um sinal amarelo: 18,5% delas acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos do financiamento este ano

Cláudio Miquelin, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, vê como problema a mudança frequente do quadro do país. “Pode ser que em 15 dias o panorama mude”, alerta. “Atravessamos um momento sem expectativa de futuro.”
Segundo 39,5% das empresas entrevistadas, a redução das taxas de juros é a principal ação para ajudá-las a se tornar ou permanecer adimplentes este ano nos financiamentos de longo prazo. Para as empresas já inadimplentes se tornarem adimplentes a solução é a negociação do valor devido, dizem 30,8% dos entrevistados. Das empresas com financiamento de longo prazo, 13,7% indicaram que estão inadimplentes.
Este percentual é muito maior entre as empresas de menor porte: 25,6% das microempresas e 19,8% das pequenas empresas afirmaram que estão inadimplentes. Acreditam que podem não conseguir realizar os pagamentos do financiamento de longo prazo este ano 23,2% das empresas. Esse percentual é maior entre as microempresas (35,9%) e pequenas empresas (33,0%). Os dados foram coletados entre os dias 17 de junho e 3 de julho de 2015 de 506 indústrias do Estado de São Paulo.

Vendas por cartões no varejo aumentam 24%

cartao temporario

As vendas por cartão de crédito e débito no Brasil durante o mês de junho aumentaram 24% em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcado pela Copa do Mundo. É o que aponta levantamento realizado pela Cappta, empresa especializada em captura de pagamentos, junto a 7,5 mil estabelecimentos em todo o país. Todos os segmentos avaliados apresentaram alta no uso das tarjetas, com maior destaque para a saúde, com “Hospitais, Laboratórios e Clínicas”, com 63%, “Mercados e Supermercados”, com 45%, e “Farmácias, Drogarias e Manipulação”, com 43%.
“A Copa do Mundo, apesar de ter trazido 1 milhão de turistas ao país, provocou uma queda nas vendas do varejo. Todos os setores tiveram melhor desempenho em 2015, um indício de que o brasileiro deixou muitas coisas para depois, como o aumento de 34% em compras de materiais de construção em junho deste ano”, afirma Rafael Salomão, sócio-diretor da Cappta. Ao todo, o varejo movimentou R$ 180 milhões por cartões em junho de 2015, contra R$ 145 milhões no mesmo mês do ano passado.

Prévia da inflação é de 9,25% em 12 meses

A prévia da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,59% em julho, desacelerando 0,40 ponto percentual em relação ao mês anterior. Em junho, o índice foi 0,99%. O IPCA-15 dos primeiros sete meses do ano fechou com alta acumulada de 6,9%. A inflação dos últimos doze meses totaliza alta de 9,25%.
Os dados do IPCA-15 foram divulgados ontem (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de julho deste ano foi a mais elevada desde julho de 2008, quando atingiu 0,63%. O acumulado do ano ficou acima dos 4,17% do mesmo período do ano anterior. Já o índice de 9,25%, referente ao acumulado dos últimos 12 meses, superou a taxa de 8,8% do período anterior. O índice foi o mais elevado em 12 meses desde dezembro de 2003, quando atingiu 9,86% (ABr).

Cheques devolvidos no primeiro semestre

Os cheques devolvidos entre janeiro e junho somaram 2,19% em relação ao total emitido, informou a empresa de consultoria Serasa Experian. O pior resultado ocorreu no primeiro semestre de 2009, um ano após a crise econômica de 2008, quando o percentual ficou em 2,3%. Para os economistas da Serasa Experian, a alta semestral “deve-se principalmente aos reflexos do aumento do desemprego, da inflação e das taxas de juros na capacidade de pagamento dos consumidores”.
Na avaliação mensal, o indicador registrou 2,02% de cheques sem fundos. A taxa é menor que a verificada em maio (2,29%). Em relação a junho de 2014, no entanto, o percentual foi 1,92%. Para o cálculo do indicador, a empresa de consultoria considera apenas os cheques rejeitados pela segunda vez (ABr).

 
 
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