GM dobra plano de investimento no Brasil

Santiago Chamorro, presidente da GM do Brasil.

A General Motors anunciou que está ampliando seu plano de investimentos no Brasil para
R$ 13 bilhões no período de 2014 a 2019

O aporte extra, de R$ 6,5 bilhões, tem como objetivo fortalecer o negócio da GM através do desenvolvimento de uma nova família global de veículos Chevrolet especialmente concebida para atender as novas demandas do consumidor.
Essa nova família de veículos está sendo desenvolvida por um time multinacional de engenheiros e designers para que esses produtos atendam perfeitamente as expectativas dos consumidores a quais serão destinados, como Brasil, China, Índia e México. Não há planos de exportá-los para mercados maduros, como os Estados Unidos.
Hoje, a Chevrolet anunciou que investirá US$ 5 bilhões (R$ 16 bilhões) globalmente neste novo projeto para fortalecer a sua competitividade em mercados em desenvolvimento. “No Brasil, este novo investimento permitirá à marca Chevrolet continuar a renovação de sua linha de automóveis com foco em conectividade, segurança, eficiência energética e valor atraente”, detalhou Jaime Ardila, presidente da General Motors América do Sul.
De acordo com Santiago Chamorro, presidente da General Motors do Brasil, este é o maior plano de investimentos já feito pela companhia no país e demonstra o compromisso e a confiança que a empresa tem no Brasil e no potencial de crescimento do mercado local. Com esse novo anúncio, a GM dobrará seus investimentos no país nos próximos quatro anos, o que dará uma média de quase R$ 2 bilhões investidos anualmente no Brasil.

Aumento da Selic é mal necessário, diz economista

Aumento temporario

Crédito mais caro e menos acessível, economia em queda, maior risco de desemprego e endividamento das famílias. Esse é o cenário traçado em momento de aumento da taxa básica de juros, a Selic. Mas, o aumento dos juros é considerado um “mal necessário” pelo diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, para conter a alta dos preços, que influencia a renda dos trabalhadores.
“Em uma economia que já está em retração, subir juros agrava mais esse quadro. Mas é aquela história do mal necessário. Melhor subir juros para poder reduzir a inflação do que não fazer nada e ver o risco subir”, disse o diretor da Anefac. Para ele, o Copom pode reduzir o ritmo de aumento dos juros para 0,25 ponto percentual, mas “não será surpresa” se o comitê optar por manter o aumento de 0,5 ponto percentual.
Oliveira lembra que o Copom deve avaliar o cenário econômico com dólar mais alto, o que impacta negativamente a inflação. Isso porque os insumos importados ficam mais caros e pressionam ainda mais a inflação. A alta recente do dólar é influenciada pelo anúncio do governo de redução da meta de superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública. Nesse cenário, Oliveira orienta os cidadãos a evitar fazer dívidas, principalmente as de longo prazo. A cautela é essencial no atual momento de crise econômica (ABr).

Custo da construção cai e confiança
tem menor nível

O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M) registrou taxa de 0,66%, em julho, resultado inferior ao observado no mês anterior, de 1,87%, segundo a FGV. Quanto ao índice de materiais, equipamentos e serviços, a variação foi 0,17% neste mês. Em junho, a taxa foi 0,47%. O INCC-M é um dos três componentes de cálculo do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e serve como um indexador em contratos habitacionais. É calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O índice referente à mão de obra variou 1,1%. No mês anterior, a variação registrada foi 3,16%. No grupo materiais e equipamentos, a taxa ficou em 0,15%, inferior ao índice do mês anterior, que havia sido 0,53%. Três dos quatro subgrupos apresentaram decréscimo, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,3% para -0,07%. A parcela relativa a serviços passou de 0,27%, em junho, para 0,23% em julho. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo refeição pronta no local de trabalho, cuja variação passou de 1,26% para 0,62%.
Já o Índice de Confiança da Construção recuou 4,7% de junho a julho, alcançando 70,2 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. No ano, acumula queda de 26,5%. O Índice da Situação Atual alcançou 56,6 pontos, após recuo de 1,2%. Já o Índice de Expectativas apresentou queda de 7%, após alta de 3% em junho, alcançando 83,7 pontos, recorde negativo histórico (ABr).

Cardápio em braile

Está pronto para a votação no Plenário do Senado projeto que obriga restaurantes, bares e lanchonetes a ter disponíveis cardápios em braile, sistema que permite aos cegos ler utilizando o tato. O projeto já havia sido aprovado, em decisão terminativa, pela Comissão de Direitos Humanos, mas um recurso apresentado por vários senadores levou o texto ao exame do Plenário.
Depois, um novo requerimento fez com que a proposta fosse analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos, onde foi aprovada em maio de 2015. A autora do texto é a deputada Luiza Erundina (PSB-SP). Ela lembrou que a Constituição garante a todos o direito à informação e, para que o acesso universal seja possível, “é necessário legislar sobre questões simples e ao mesmo tempo tão fundamentais para a vida diária das pessoas com deficiência” (Ag.Senado).