Percentual de famílias inadimplentes sobe para 22,4%

A maior parte das dívidas é com cartão de crédito (77,7%).

O percentual de famílias inadimplentes cresceu em agosto deste ano, de acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Segundo o levantamento, 22,4% das famílias têm dívidas ou contas em atraso.
O percentual de inadimplentes supera o de julho deste ano (21,5%) e o de agosto do ano passado (19,2%). A taxa de agosto deste ano é a maior desde julho de 2013, quando foi observado o mesmo percentual (22,4%). Em média, o tempo de atraso das dívidas é de 60,9 dias. A pesquisa mostrou ainda que as famílias que não terão condições de pagar suas contas ou dívidas somam 8,4% do total neste mês, percentual também superior ao de julho deste ano (8,1%) e ao de agosto do ano passado (6,5%).
A CNC também mostrou que o percentual de famílias endividadas, mas não necessariamente com dívidas ou contas em atraso, chegou a 62,7% em agosto deste ano, superior aos 61,9% do mês anterior, mas abaixo dos 63,6% de agosto de 2014. A maior parte das dívidas é com cartão de crédito (77,7%), carnê (16,5%) e financiamento de carro (13,9%) (ABr).

Idosos são os que mais honram suas dívidas no Sudeste

98,76% das pessoas com 60 anos ou mais foram capazes de cumprir seus pagamentos no mês.

De acordo com a última edição da Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques do TeleCheque, serviço oferecido pela MultiCrédito, os idosos da Região Sudeste do País foram os que mais honraram suas dívidas no meio de pagamento cheque em julho: 98,76% das pessoas com 60 anos ou mais foram capazes de cumprir seus pagamentos no mês, ante 93,71% das pessoas com idade até 20 anos, que concentraram o menor índice de pagamentos efetivados no período.
“As pessoas com 60 anos ou mais normalmente utilizam o cheque para adquirir produtos e serviços atrelados aos setores de saúde e alimentação, gastos que normalmente são planejados com alguma antecedência. As faixas etárias mais jovens, por sua vez, consomem produtos eletrônicos e viagens, muitas vezes sem realizar nenhum tipo de planejamento financeiro. Consequentemente, o endividamento é maior”, analisa Walter Alfieri, diretor de Crédito, Risco e Business Intelligence da MultiCrédito.
A pesquisa revela também que as mulheres de todas as idades foram mais bem-sucedidas em quitar suas dívidas em julho: o endividamento no sexo feminino na Região Sudeste foi de 2,86%, valor 6,64% inferior ao obtido pelo sexo masculino no mesmo período (3,05).

Caiu a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas

A pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas atingiu 95,6% no mês de julho. Isto significa que a cada 1.000 pagamentos realizados, 956 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias. Este nível de pontualidade apresentou queda perante o nível de 96,0% observado em junho, muito embora tenha registrado ligeiro avanço frente ao patamar de 95,4% de julho do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, se por um lado a recessão econômica tem dificultado a geração de caixa das empresas, pressionando para baixo os níveis de pontualidade, por outro, os esforços de racionalização de custos e despesas, caracterizados pela redução do valor médio de tais pagamentos, tem amortecido uma deterioração mais acentuada dos níveis de pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas.
Com efeito, em julho de 2015, o valor médio dos pagamentos pontuais caiu 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 1.790 contra R$ 1.888). O valor médio mais alto foi registrado pelos pagamentos pontuais das empresas comerciais (R$ 1.804), seguido pelo das empresas de serviços (R$1.780) e, por fim, pelas micro e pequenas empresas do segmento industrial (R$ 1.767).

Agricultura prioriza combate às pragas mais prejudiciais

O Ministério da Agricultura catalogou oito pragas de maior potencial para provocar prejuízos às lavouras, e todas estarão entre as prioridades de controle da pasta. As pragas são a ferrugem da soja, o mofo branco, a helicoverpa armigera (lagarta), a mosca branca, os nematoides, a broca do café, as ervas daninhas resistentes e o bicudo do algodoeiro.
Segundo o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do ministério, Luís Rangel, a dinâmica da agricultura e a pressão das pragas determinam que o governo revise suas prioridades, a fim de disponibilizar produtos mais adequados às reais necessidades do agricultor. O próximo passo será a definição, pelo ministério, do procedimento de levantamentos fitossanitários integrados com o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária para identificar as prioridades ano a ano (ABr).