Cresceu o porcentual de famílias paulistanas endividadas

O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida, atingindo 74,4% das famílias endividadas.

Em outubro, 54,5% das famílias declararam ter algum tipo de dívida, leve alta de 0,1 ponto porcentual (pp) na comparação com o mês anterior, e o maior patamar desde setembro de 2015

No comparativo com o mesmo período do ano passado, quando a proporção era de 51,9%, houve um aumento de 2,6 pp, representando um aumento de 116 mil no número de famílias nessa situação, ao passar de 1,997 milhão para 2,113 milhões. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada mensalmente pela FecomercioSP.
O endividamento continua sendo maior entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, sendo que o porcentual de endividados em outubro foi de 57,6%, queda de 0,7 p.p. em relação ao mês anterior. A proporção de famílias que não terão condições de pagar as contas em atraso no próximo mês atingiu 7,6% em outubro, queda de 1,9 pp em relação a setembro e -0,2 pp na comparação com outubro de 2016.
O aumento do endividamento indica um quadro de retomada de consumo via crédito. O endividamento médio sobe de 51,1% para 53,2%, enquanto a inadimplência cresce de 19% para 19,4%. Ou seja, há claramente uma alta mais acentuada de famílias contraindo dívidas e, ao mesmo tempo, conseguindo manter equilibrado o nível de inadimplência. O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida, atingindo 74,4% das famílias endividadas. Em seguida estão carnês (13,9%); financiamento de casa e financiamento de carro, ambos com 11,2%; crédito pessoal (9,2%); cheque especial (5,8%); e crédito consignado (3,9%).
De acordo com a FecomercioSP, o resultado da pesquisa em outubro mostra que cada vez mais o consumidor paulistano se mostra menos cauteloso em relação ao comprometimento de sua renda futura. Mais segurança no emprego, baixa inflação e juros em queda são os principais motivadores desse comportamento. O momento é bem-visto pelo empresário do comércio, pois se observa um conjunto de variáveis positivas na véspera do melhor momento para o varejo, o Natal (AI/FecomercioSP).

43% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday

 72% consideram a data um momento oportuno para adquirir algo que estejam precisando com preços baixos.

A Black Friday é relativamente nova no país, mas não passa despercebida pelos consumidores brasileiros e ganha cada vez mais força no calendário do varejo. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 39% dos consumidores têm a intenção de fazer compras na Black Friday de 2017, que será na sexta-feira (24), e 43% também pretendem comprar, dependendo dos preços e descontos ofertados.
Entre os que pretendem comprar este ano, 72% consideram a data um momento oportuno para adquirir algo que estejam precisando com preços baixos. Já entre os que não pretendem comprar, os principais motivos são falta de dinheiro (23%), considerar que o momento econômico não é favorável para compras (18%), e a crença de que a promoção anunciada não seja real (16%). Entre os que pretendem gastar mais, os principais motivos são ter mais produtos para comprar (37%), acreditar que os produtos estarão com um preço bom e que vale a pena aproveitar a promoção (32%) e ter economizado ao longo do ano para poder gastar (27%).
Entre os que pretendem gastar menos, os principais motivos são o orçamento apertado (23%), ter outras prioridades (16%) e a vontade de economizar (16%).
Em média, os consumidores pretendem comprar três produtos e gastar cerca de R$ 1.047,80 – uma queda de R$ 378,32 em relação a 2016, mas 56% ainda não definiram quantos produtos. Seis em cada dez consumidores (63%) esperam descontos acima de 40%, sendo a média geral de 47% de desconto.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se a compra é necessária e o consumidor tem perspectiva de conseguir um bom desconto, vale a pena esperar. “O tamanho do desconto, no entanto, depende de que se faça pesquisa desde já, anotando e comparando os resultados da busca. É um exercício que exige paciência e certa disciplina”, afirma (SPC/CNDL).

ANS já arrecadou R$ 303,6 milhões em multas em 2017

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem registrado aumento na arrecadação de multas aplicadas às operadoras de planos de saúde. Somente este ano, até setembro, a Agência arrecadou cerca de R$ 303,6 milhões. No ano passado, foi obtido um recorde: R$ 371,6 milhões, valor 126% superior ao que foi arrecadado em 2015 (R$ 164,3 milhões).
Esse resultado foi possível em razão da alteração de normativo interno da ANS, que tornou o processo sancionador mais célere e buscou eliminar o passivo processual existente. Essas melhorias internas também foram responsáveis pelo aumento da aplicação de penalidades, observado principalmente a partir do 2016 (confira no quadro ao final do texto).
As infrações mais comuns registradas em 2016 e ao longo de 2017 se referem a multas por negativas indevidas de cobertura, suspensão ou rescisão de contrato, deixar de prever cláusulas obrigatórias no instrumento contratual firmado com o beneficiário ou pessoa jurídica contratante ou estabelecer disposições ou alterações contratuais que violem a legislação em vigor (ANS).

China diz que Venezuela pode lidar com questão da dívida

O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou acreditar que a Venezuela será capaz de lidar com sua dívida, à medida que o país começou a fazer pagamentos de juros de títulos na sequência de um atraso que ameaçava levar a um calote. A Venezuela pegou empréstimos de bilhões de dólares da Rússia e da China, principalmente por meio de acordos de troca de petróleo, que prejudicaram a entrada de moeda estrangeira no país por exigirem que carregamentos de petróleo sejam usados para pagar tais empréstimos.
Na quarta-feira (15), a Venezuela obteve termos melhores para sua dívida com a Rússia, além de um voto de confiança da China -- dois países que podem dar fôlego ao governo de Caracas enquanto esta tenta manter a solvência de sua economia profundamente deprimida. Indagado se a China teme que a dívida não será quitada, o porta-voz da chancelaria chinesa Geng Shuang disse em um boletim regular à imprensa que a cooperação financeira China-Venezuela prossegue normalmente. “Acreditamos que o governo e o povo da Venezuela têm capacidade de lidar devidamente com a questão de sua dívida”, disse Geng (ABr/Reuters).

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