Governo lança plataforma digital que permite acesso rápido a informações

Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

O Ministério do Planejamento lançou na sexta-feira (5) o GovData, uma plataforma digital que reúne as principais bases de dados do governo federal de forma a permitir o acesso mais ágil a informações e o cruzamento de dados de órgãos da administração pública

O novo recurso vai ampliar a eficiência na utilização de recursos públicos, aprimorar políticas públicas e auxiliar no combate à corrupção.
A Plataforma de Análise de Dados do Governo Federal (GovData) começa a funcionar com as 20 bases de dados mais acessadas do governo federal como o CPF, o Siafi, o Rais. Até o mês de agosto será ampliado para 30 o número de bases de dados disponíveis. Podem usar o serviço os órgãos da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo federal. Com a plataforma digital será possível, por exemplo, fazer o cruzamento de dados de programas sociais com a renda de cidadãos de forma mais rápida e descobrir se uma pessoa que já morreu continua recebendo um benefício social.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a plataforma é uma ferramenta para uso interno do governo, mas que vai trazer benefícios para o cidadão. Com a integração dos dados, o objetivo é que em breve o cidadão que for tirar um passaporte não tenha que apresentar documentos com informações que já são de conhecimento de órgãos públicos como os comprovantes de quitação de serviço militar e da justiça eleitoral. Gradativamente, o mesmo deve ocorrer com outros serviços, segundo o ministro (ABr).

Aumentou a produção de eletroeletrônicos no primeiro trimestre

O incremento da indústria eletroeletrônica foi superior ao da indústria geral.

A produção do setor eletroeletrônico apontou crescimento de 4,3% no primeiro trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O resultado foi puxado pelo desempenho da indústria eletrônica, que apresentou expansão de 17,3%, enquanto a indústria elétrica sofreu decréscimo de 4,4%.
O incremento da indústria eletroeletrônica foi superior ao da indústria geral, cujo acréscimo foi de 0,5%, e da indústria de transformação, que recuou 0,6%. “Não tínhamos um primeiro trimestre positivo desde 2014”, destaca o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Ele acrescenta que empresas do setor esperam desempenho favorável durante todo o ano. De acordo com a última sondagem realizada pela Abinee, 74% das empresas do setor acreditam em crescimento das vendas em 2017. “Ainda estamos dando os primeiros passos para o processo de recuperação da atividade industrial”, afirma.
Em março, a produção do setor eletroeletrônico registrou aumento de 5,5% na comparação com igual mês de 2016, resultado de uma expansão de 17% na produção da indústria eletrônica e de queda de 2,2% na elétrica. Em relação ao mês anterior, a produção do setor apresentou decréscimo de 2,6%. A indústria eletrônica caiu 6,4% enquanto a indústria elétrica permaneceu estável (0,4%). No acumulado dos últimos 12 meses, a produção da indústria eletroeletrônica sofreu queda de 3,1%, sendo: redução de 1,3% nas atividades da indústria eletrônica; e retração de 4,4% na indústria elétrica (Abinee).

Confiança do brasileiro caiu 5 pontos em abril

A confiança do consumidor brasileiro registrou 66 pontos em abril, cinco a menos do que em março (71), segundo o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foi a quarta queda consecutiva de 2017. Há um ano, o indicador marcou 64 pontos. O INC varia entre zero e 200 pontos. O intervalo entre zero e 100 é o campo do pessimismo e, entre 100 e 200, o do otimismo. A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 12 de abril em todas as regiões brasileiras.
“O resultado indica que o brasileiro continua pessimista quanto aos rumos do País. Na política, as revelações de corrupção e as divulgações das listas de políticos envolvidos em esquemas ilegais minam o otimismo. No campo econômico, as quedas da taxa básica de juros não foram repassadas para o consumidor - por isso o Banco Central precisa intensificar o corte da taxa Selic e agir para que os bancos repassem. Isso estimulará o consumo das famílias e, consequentemente, o crescimento da confiança, ainda que lentamente”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP.
59% dos entrevistados estão inseguros no emprego (56% em março) e apenas 14% se sentem seguros (17% no mês anterior). Já 57% avaliam como ruim sua atual situação financeira (resultado igual ao de março) e 27% acham que sua situação vai piorar nos próximos meses (26% no mês anterior). “Com isso, o consumidor evita fazer compras parceladas, sobretudo de bens de maior valor, em razão do crédito escasso e caro”, diz Burti (AI/ACSP).

Confiança do brasileiro caiu 5 pontos em abril
 
 Alencar Burti, presidente da ACSP.

A confiança do consumidor brasileiro registrou 66 pontos em abril, cinco a menos do que em março (71), segundo o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foi a quarta queda consecutiva de 2017. Há um ano, o indicador marcou 64 pontos. O INC varia entre zero e 200 pontos. O intervalo entre zero e 100 é o campo do pessimismo e, entre 100 e 200, o do otimismo. A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 12 de abril em todas as regiões brasileiras.
“O resultado indica que o brasileiro continua pessimista quanto aos rumos do País. Na política, as revelações de corrupção e as divulgações das listas de políticos envolvidos em esquemas ilegais minam o otimismo. No campo econômico, as quedas da taxa básica de juros não foram repassadas para o consumidor - por isso o Banco Central precisa intensificar o corte da taxa Selic e agir para que os bancos repassem. Isso estimulará o consumo das famílias e, consequentemente, o crescimento da confiança, ainda que lentamente”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP.
59% dos entrevistados estão inseguros no emprego (56% em março) e apenas 14% se sentem seguros (17% no mês anterior). Já 57% avaliam como ruim sua atual situação financeira (resultado igual ao de março) e 27% acham que sua situação vai piorar nos próximos meses (26% no mês anterior). “Com isso, o consumidor evita fazer compras parceladas, sobretudo de bens de maior valor, em razão do crédito escasso e caro”, diz Burti (AI/ACSP).

Recua a inflação para famílias de renda mais baixa

A inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), ficou em 0,11% em abril, abaixo da taxa de 0,56% de março. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula taxas de 1,30% no ano e de 3,64% em 12 meses.
As taxas do mês e do acumulado em 12 meses ficaram abaixo da média do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda. O IPC-BR registrou taxas de 0,12% em abril e de 4,17% em 12 meses. A queda da taxa entre março e abril foi puxada por três das oito classes de despesa que compõem o índice: habitação (caiu de 1,22% para -1%), vestuário (de 0,11% para -0,65%) e despesas diversas (de 1,01% para 0,02%).
Por outro lado, cinco grupos de despesa tiveram alta e evitaram um recuo maior do IPC-C1: saúde e cuidados pessoais (de 0,61% para 1,27%), comunicação (de -1,53% para 0,58%), alimentação (de 0,60% para 0,71%), transportes (de -0,15% para 0,12%) e educação, leitura e recreação (de -0,19% para -0,02%) (ABr).

 
Mais Lidas