Petrobras terá direito de preferência para produção no pré-sal

A companhia terá 30 dias para manifestar seu interesse em participar dos blocos a serem ofertados.

A Petrobras pode exercer o direito de preferência como operadora nos consórcios para exploração e produção de blocos sob o regime de partilha de produção

Com isso, a empresa decidirá sobre a aquisição de áreas do pré-sal e não será mais obrigada a ser operadora única. O novo sistema de participação da companhia foi publicado no Diário Oficial da União, no decreto do presidente Michel Temer sobre o direito de preferência da estatal para atuar como operadora.
A companhia terá 30 dias para manifestar seu interesse em participar dos blocos a serem ofertados. “Esta manifestação deverá conter a relação dos blocos de interesse da companhia e o percentual de participação pretendido. Depois disso, o CNPE proporá quais blocos deverão ser operados pela Petrobras, indicando sua participação mínima no consórcio, que não poderá ser inferior a 30%”, informou a Petrobras por meio de nota.
Caso a Petrobras resolva buscar o direito de preferência, poderão ocorrer duas alternativas. Na situação do percentual do excedente em óleo da União, ofertado no leilão, para a área licitada ser igual ao percentual mínimo estabelecido no edital, a Petrobras será obrigada a compor o consórcio com o licitante vencedor. Na outra alternativa, se o percentual for superior ao percentual mínimo estabelecido no edital, a Petrobras terá a escolha de compor ou não o consórcio.
Desde que assumiu a presidência da Petrobras, em maio do ano passado, Pedro Parente, defende a possibilidade da companhia exercer o direito de escolha na aquisição dos blocos a serem contratados no regime de partilha, especialmente, por causa da situação financeira da companhia. Para ele, a exigência impedia a empresa de escolher as opções que atendessem melhor ao seu interesse (ABr).

Número de inadimplentes cresceu no país em abril

Numero temproario

O percentual de famílias inadimplentes - com dívidas ou contas em atraso - no país ficou em 24,1% em abril. A taxa é superior às observadas em março passado (23,7%) e em abril de 2016 (23,2%). Esse é o maior percentual registrado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), desde setembro do ano passado (24,6%).
O percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas ou dívidas chegou a 9,7% em abril. A taxa é inferior aos 9,9% de março, mas superior aos 8,2% de abril de 2016, segundo a pesquisa. O percentual de endividados (em atraso ou não) ficou em 58,9% em abril deste ano, taxa acima dos 57,9% de março deste ano, mas abaixo dos 59,6% de abril do ano passado.
De acordo com a CNC, 76,6% das dívidas são com cartão de crédito. Também são importantes fontes de endividamento os carnês (15,3%), financiamentos de carro (10,6%), crédito pessoal (9,9%) e financiamento de casa (8,1%). O tempo médio de comprometimento de dívidas entre os devedores é de 7,1 meses. A parcela média de comprometimento dos salários é de 30,2% (ABr).

Brasil começa a importar energia do Uruguai

O Brasil vai começar a importar energia do Uruguai a partir deste mês. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico informou que nesta semana está prevista a importação de cerca de 50 megawatts médios pela conversora de Rivera, cidade uruguaia na fronteira com o Brasil. A quantidade de energia que pode ser importada do Uruguai será avaliada a cada semana, de acordo com a necessidade e o preço do produto no país vizinho.
Segundo a ministra de Indústria do Uruguai, Carolina Cosse, a partir do próximo dia 11, a energia será transferida por meio de uma estação que a empresa estatal uruguaia de energia, UTE, tem na cidade de Melo, capital do estado de Cerro Largo, também na fronteira. O comitê informou que o risco de déficit de energia em 2017 é igual a 0,7% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de zero para o Nordeste.
A troca de energia com países vizinhos é feita de forma rotineira. O Brasil também tem acordos com a Argentina para a compra e venda de energia (ABr).

Inflação em São Paulo é de 3,71% em 12 meses
Inflação em São Paulo foi puxada pelo grupo alimentação.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, encerrou abril em alta de 0,61% ante 0,14% em março, elevando a taxa acumulada desde janeiro em 0,99% e, nos últimos 12 meses, de 3,71%. Essa elevação foi puxada pelo grupo alimentação que subiu de 0,34% para 1,12%.
A segunda maior pressão sobre o orçamento doméstico das famílias com renda entre um e dez salários mínimos foi constatada no grupo habitação (de 0,19% para 0,44%), seguida pelo grupo saúde (de 0,72% para 1,66%). No grupo despesas pessoais, a taxa acelerou de 0,17% para 0,48%.
Em transportes, houve reversão da queda de 0,17% para uma alta de 0,48% e, no grupo educação, o índice ganhou mais força ao passar de 0,06% para 0,18%. Já em vestuário, a variação mostra uma relativa estabilidade, mas com ligeira diminuição de intensidade de queda (de -0,04% para -0,02%) (ABr).

Queda nas recuperações judiciais chega a 30%

Entre janeiro e abril, o Brasil teve queda de 30,3% no número de recuperações judiciais requeridas em relação aos quatro primeiros meses de 2016. Foram 398 solicitações no primeiro quadrimestre de 2017 contra 571 no mesmo período do ano passado. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações.
As micro e pequenas empresas seguem liderando o ranking de solicitações de recuperação judicial, com 249 pedidos no acumulado no ano. Em igual intervalo de 2016, haviam sido registradas 327 solicitações de recuperação. Já as médias empresas foram responsáveis por 94 pedidos entre janeiro e abril/2017 (149, entre janeiro e abril/2016) e as grandes empresas acumularam 55 pedidos no período este ano e 95 no mesmo período de 2016.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retomada gradual do crescimento da economia combinada com a redução das taxas de juros e da inflação, estão contribuindo para diminuir a quantidade de pedidos de recuperação judicial no país. O indicador também apontou que, entre janeiro e abril/2017 foram requeridos 500 pedidos de falências, número 4,4% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 523 solicitações. Em abril de 2017, ocorreram 106 pedidos de falência requerida, decréscimo de 34,2% em relação a março/2017 (161) e de 19,7% em relação a abril de 2016 (132) - (Serasa).