Receita diz que meta de entrega do IR será atingida

O superintendente do Imposto de Renda, Joaquim Adir.

Hoje (28), às 23h59, termina o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017

Até 17h00 de quarta-feira (26), 7,5 milhões de 28,3 milhões de declarações que a Receita Federal projeta receber ainda não haviam sido entregues. Mas o superintendente do Imposto de Renda, Joaquim Adir, diz que a meta será cumprida “sem dúvida”.
Explica que já é esperado que boa parte dos contribuintes deixe a entrega para a última hora. No caso de pessoas que não poderão fazer a declaração completa em tempo hábil, ele diz que, na maioria dos casos, o melhor é entregar incompleta e fazer a retificação mais tarde. No entanto, ele lembra que nem sempre a recomendação significa que o contribuinte não terá despesas. Caso, após a entrega, se constate na declaração retificadora que há imposto a pagar ou diferença de valor em relação à declaração original, por exemplo, o contribuinte deverá pagar multa sobre esse imposto.
A declaração é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado. Precisa ainda declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.
O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal. Confira mais informações abaixo em entrevista com o superintendente do Imposto de Renda, Joaquim Adir (ABr).

Inflação do aluguel acumula variação de 3,37% em doze meses

IGP-M é usado para reajustar aluguéis residenciais e comerciais em todo o país.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 1,10% em abril depois de ficar estável em março (0,01%). No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a taxa ficou negativa em 0,36% e, nos 12 meses, atingiu 3,37%. Esta última variação é utilizada como base de correção de preços em muitos contratos como o de reajuste do aluguel. O levantamento - feito pelo Ibre da FGV - foi calculado com base na variação de preços constatados entre os dias 21 de março e 20 deste mês.
Entre os três componentes do IGP-M o que mais influenciou a queda foi Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) que passou de variação negativa de 0,17% para uma retração de 1,77%. E, no conjunto deste segmento, o destaque foi o grupo de matérias-primas brutas que apresentou uma diminuição de 5,22% ante uma baixa de 0,05%.
As principais oscilações neste sentido foram: minério de ferro (de 5,95% para -5,24%), soja em grão (de -4,99% para -9,38%) e milho em grão (de -5,06% para -14,52%). Já os principais itens que subiram foram: cacau (de -7,89% para 4,05%), café em grão (de -3,39% para -3,18%) e trigo em grão (de -1,69% para 0,45%).
Em relação ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), houve desaceleração com a taxa passando de 0,38% para 0,33% com destaque para habitação (de 0,84% para 0,02%). A queda do IGP-M também refletiu a redução de 0,08% no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ante uma variação em março último de 0,36% (ABr).

Conta de luz, gás e alimentos pressionam inflação em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, apresentou alta de 0,56% na terceira quadrissemana de abril, ficando acima da variação apurada na segunda prévia do mês (0,43%). Entre os sete grupos pesquisados, os que mais influenciaram o avanço foram o de alimentação e habitação.
Apesar de ter indicado queda na velocidade de alta ao passar de um aumento de 1,07% para 1,06%, o conjunto dos alimentos inclui alguns itens com correção que sempre comprometem o orçamento doméstico. Entre eles, estão as carnes com variações entre 1,3% (frango); 2,62% (bovinos) e 2,78% (suínos). Também subiram, no período, os preços dos pescados (3,46%) e do café em pó (1,2%).
Em relação ao grupo habitação, que subiu de 0,48% para 0,55%, entre as influências de altas estão o gás de cozinha (4,63%) e a energia elétrica (2,03%). Além desses dois grupos, em saúde a taxa acelerou de 1,18% para 1,35%. Também ganhou força o índice em despesas pessoais (de 0,28% para 0,51%) e, em transportes , diminuiu a intensidade de queda (de -0,61% para -0,16%).
Nos demais grupos houve queda de 0,08% em vestuário ante um recuo de 0,11% e, em educação, a taxa passou de 0,11% para 0,17%. O IPC da Fipe mede as oscilações de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e dez salários mínimos (ABr).

Preços ao Produtor teve inflação de 0,09% em março

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação de produtos na saída das fábricas, foi de 0,09% em março. O IPP havia registrado deflações (queda de preços) de 0,45% em fevereiro e de 1,20% em março do ano passado. O índice acumula deflação de 0,05% no ano e inflação de 2,85% em 12 meses.
Os dados foram divulgados ontem (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, 17 das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram alta de preços, com destaque para as indústrias extrativas (3,44%) e outros produtos químicos (1,69%). Sete setores tiveram queda nos preços de seus produtos, como refino de petróleo e produtos de álcool (-3,25%) e alimentos (-0,77%).
Entre as categorias de uso da indústria, os bens de capital (máquinas e equipamentos para o setor produtivo) tiveram alta de 3,44% nos preços, enquanto os bens de consumo duráveis acusaram inflação de 0,37%. Os bens de consumo semi e não-duráveis tiveram deflação de 0,69%, enquanto os bens intermediários (insumos para o setor produtivo) tiveram queda de preços de 0,03% (ABr).