Brasil quer ampliar participação dos serviços de exportação

Serviços responderam por 1,91% das exportações brasileiras e 4% das importações.

O Brasil espera ampliar a participação no setor de serviços de exportação nas próximas décadas, disse ontem (18) o secretário do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, Marcelo Maia, ao participar, em São Paulo, do 8º EnaServ, na sede da Fecomercio

“A secretaria tem se empenhado em políticas que impulsionem os serviços e as relações trabalhistas. Avançamos nas discussões da terceirização, do trabalho. Internamente, os serviços têm um peso substancial, de cerca de 70% do PIB, mas estamos aquém do potencial do país no exterior”.
O ministério vem estimulando empresas brasileiras dos setores de arquitetura, design, audiovisual, games, publicidade e propaganda, engenharia, comércio eletrônico. Esses serviços geram empregos mais qualificados, além da agregação de valor e sofisticação aos bens agrícolas e industriais, afirmou. Levantamento do Banco Central revela que os serviços responderam por 1,91% das exportações brasileiras e 4% das importações. O resultado é discrepante, se comparado à participação dos serviços no mercado interno, em que o setor respondeu por 71% do PIB do país.
De acordo com o ministério, o setor de serviços registrou queda de 15,5% nas exportações entre 2014 e 2015, ocupando a 32ª posição entre os maiores exportadores. Quanto à importação, no período entre 2010 e 2015, o Brasil avançou 19,2%, resultado inferior à média mundial, que foi de 24,9%. Os principais países que importam serviços do Brasil são Estados Unidos, Holanda, Suíça, Alemanha, Japão e Reino Unido. Os Estados Unidos utilizaram serviços de relações públicas, comunicação, e serviços profissionais e técnicos.
O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, lamentou que a participação dos serviços no comércio exterior seja pequena. Para ele, exportar serviço significa exportar inteligência, característica de países desenvolvidos. O superintendente da área de Comércio Exterior do BNDES, Leonardo Pereira Rodrigues, disse que a instituição financia empresas de engenharia de construção, medicina, games e engenharia consultiva e que há potencial de evolução. “As exportações em serviços são altamente qualificadas e não tem perdas” (ABr).

Comissão especial adia para maio votação do relatório da Previdência

Deputado Arthur Maia lê seu relatório na  comissão especial da Câmara,  que analisa a proposta da reforma da Previdência.

Com a leitura, ontem (19), pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA), de parte do relatório sobre a proposta de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, os parlamentares definiram o calendário de tramitação da matéria. A previsão é que o parecer de Maia seja votado na comissão no dia 2 de maio.
O presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), fez um acordo com a oposição para que não houvesse obstrução durante a leitura do parecer e se comprometeu a fazer sessões de debate na próxima semana. Segundo Marun, com a votação do relatório no colegiado no próximo dia 2, a previsão é que a leitura no plenário da Câmara ocorra no dia 8 de maio.
Perguntado por jornalistas se considera um retrocesso o adiamento da previsão inicial de ter o relatório votado na comissão na próxima semana, Carlos Marun, respondeu que não. “Poderíamos estar aí perdendo muito tempo e energia para vencer a obstrução que a oposição certamente faria, todavia, tendo celebrado um acordo, fico feliz com esse resultado”, disse.
No texto, o relator reduz a idade mínima para a aposentadoria das mulheres de 65 anos para 62 anos Outra alteração proposta em relação ao texto inicial enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional é reduzir de 60 anos para 55 anos a idade mínima de aposentadoria para policiais policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, policiais civis e os agentes penitenciários (ABr).

Inflação do aluguel, acumula 3,48% em 12 meses

A segunda prévia de abril do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acusou deflação (queda de preços) de 0,99%. A segunda prévia de março havia registrado 0,08%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de 3,48% em 12 meses.
A queda da taxa entre março e abril foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,60% na segunda prévia de abril, ante uma deflação de 0,08% em março.
O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,32% para 0,30% no período. Já o Índice Nacional de Custo da Construção recuou de uma inflação de 0,52% em março para uma deflação de 0,09% (ABr).

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