Agropecuária e exportações estão tirando o país da recessão

A agropecuária foi o grande destaque positivo da atividade econômica em fevereiro.

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) exibiu alta de 0,2% em fevereiro

Já em comparação com fevereiro de 2016, a atividade econômica ficou praticamente estável (recuo de apenas 0,1%). De acordo com os economistas da Serasa Experian, os bons resultados dos setores agropecuário e exportador estão, neste inicio de ano, conseguindo tirar a economia brasileira do quadro recessivo que predominou desde a segunda metade de 2014.
Pelo lado da oferta agregada, a agropecuária foi o grande destaque positivo da atividade econômica em fevereiro, crescendo 4,8% em relação a janeiro. O setor industrial também teve desempenho positivo, com alta de 0,9% perante janeiro. Já o setor de serviços ficou próximo da estabilidade, crescendo apenas 0,1% em relação a janeiro. Do ponto de vista da demanda agregada, as exportações avançaram 2,2% em fevereiro, depois de terem já crescido 6,4% em janeiro.
Os investimentos também exibiram alta: 1,5% contra janeiro. Os gastos de consumo, tanto das famílias quanto do governo recuaram, ainda que modestamente, em fevereiro: -0,1% e -0,2%, respectivamente. Por fim as importações também caíram 1,0% no segundo mês do ano. No acumulado do primeiro bimestre, a atividade econômica exibiu pequeno avanço de 0,1% frente o primeiro bimestre do ano passado, com destaque para as altas de 12,2% da atividade agropecuária e de 1,7% das exportações.
Todos os demais componentes da oferta e da demanda agregadas ainda exerceram contribuições negativas para a atividade econômica no acumulado do primeiro bimestre de 2017 frente ao mesmo período do ano passado: indústria (-3,3%); serviços (-0,6%); consumo das famílias (-2,0%), consumo do governo (-0,7%), investimentos (-3,0%) e importações (11,8%), que entram com sinal negativo no PIB (Serasa Experian).

Indústria paulista gera 13,5 mil vagas no 1º trimestre

O resultado positivo foi influenciado pelo setor de açúcar e álcool, que está aquecido por conta do período de safra agrícola.

O nível de emprego da indústria paulista apresentou variação positiva de 0,45% em março, com a geração de 9,5 mil postos de trabalhos, sem ajuste sazonal. Com ajuste, há recuo de 0,12%. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada ontem (18). O resultado positivo, registrado após um mês de quedas, foi influenciado principalmente pelo setor de açúcar e álcool, que está aquecido por conta do período de safra agrícola.
Com os dados apresentados, o primeiro trimestre do ano acumula saldo positivo de 13,5 mil vagas na indústria paulista (o equivalente à variação de 0,62%). No ano passado, esta variação era de -1,33% no período de janeiro a março. De acordo com o gerente do Depecon Guilherme Moreira, o emprego industrial aponta para a estabilidade neste ano. “O resultado positivo de março mais que compensou a queda verificada em fevereiro. Estas oscilações são normais e mostram que o emprego tende a se estabilizar”, detalha.
Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de março, 8 ficaram positivos, 12 negativos e 2 permaneceram estáveis. Entre os positivos, o destaque fica por conta do segmento de coque, petróleo e biocombustíveis (7,31%) e produtos alimentícios (2,47%). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de produtos diversos (-1,82%) e o de impressão e reprodução de gravações (-0,98%) - (AJI/Fiesp).

Copom sinaliza que juros podem cair para 8,5% ao ano

A evolução da conjuntura econômica brasileira já permite intensificar mais o ritmo de flexibilização monetária – ou seja, cortes maiores na taxa de juros. A afirmação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada ontem (18), em Brasília, pelo Banco Central. Na semana passada, o juro foi cortado em 1 ponto percentual, caindo para 11,25% ao ano.
Segundo a ata, o cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus supõe, entre outras hipóteses, taxas de câmbio de R$ 3,23 e R$ 3,37 ao final de 2017 e 2018, respectivamente, e taxas de juros de 8,5% ao ano ao final dos dois anos.
Membros do comitê argumentaram, entretanto, que, dado o caráter prospectivo da condução da política monetária e a continuidade das incertezas e dos fatores de risco que ainda pairam sobre a economia, a decisão foi pela manutenção do ritmo observado na reunião – redução de 1 ponto percentual.
“O Copom ressalta que o ritmo de flexibilização monetária dependerá da extensão do ciclo pretendido e do grau de sua antecipação, que, por sua vez, dependerá da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco mencionados acima e das projeções e expectativas de inflação”, diz a ata (ABr).

Inflação do IPC-S cai em cinco capitais

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de abril. A maior queda foi observada em Belo Horizonte: 0,26 ponto percentual, caindo de 0,28% para 0,02%.
Também tiveram queda na taxa de inflação Porto Alegre (0,09 ponto percentual, indo de 0,46% para 0,37%), Salvador (0,06 ponto percentual, ao passar de 0,22% para 0,16%), Recife (0,05 ponto percentual, indo de 0,65% para 0,60%) e Rio de Janeiro (0,03 ponto percentual: de 1% para 0,97%).
Duas capitais tiveram leve avanço na inflação: São Paulo (0,02 ponto percentual: de 0,23% para 0,25%) e Brasília (0,01 ponto percentual: de 0,58% para 0,59%) (ABr).

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