Crescem as vendas no varejo de material de construção

Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

As vendas no varejo de material de construção cresceram 10% no mês de março, na comparação com fevereiro. Com relação à março do ano passado, o desempenho foi 12% superior

Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco, que entrevistou 530 lojistas entre os dias 28 a 31 de março. De acordo com o relatório, no primeiro trimestre do ano, o setor apresenta crescimento de 4% sobre o mesmo período do ano passado.
“Nos últimos 12 meses, o desempenho é negativo de 5%, mas os resultados vem indicando que estamos iniciando uma recuperação, depois de dois anos super difíceis, o que nos dá a certeza de que estamos no caminho certo para retomar o crescimento”, declara Cláudio Conz, presidente da Anamaco. Com o início da Feicon Batimat, principal evento do setor no ano, que começa hoje (4), e vai até sábado (8), no São Paulo Expo, o ano só tende a melhorar para o setor. “Mais de 60 mil lojistas de todo o país devem visitar o evento, que é a principal vitrine do nosso segmento, com mais de 2 mil lançamentos anualmente. A antecipação de negócios gerada na feira esse ano deve superar os R$ 500 milhões, ajudando a movimentar ainda mais a nossa cadeia produtiva”, explica.
Apesar dos números positivos em março, diminuiu o otimismo do setor com relação às ações do Governo nos próximos meses (de 54% para 45%). Já 37% dos entrevistados afirmou que pretende fazer novos investimentos em 2017 e diminuiu de 16% para 13% a intenção de contratar novos funcionários já no mês de maio. Os lojistas também esperam que o setor recue um pouco no mês de abril. “Março foi um mês com muito mais dias úteis do que fevereiro, e como fevereiro sempre é um mês muito ruim, a probabilidade é de termos um desempenho mais discreto nos mês que se inicia”, finaliza Conz.

IPC-S sobe e fecha março com inflação de 0,47%

Alimentos ficaram mais caros 0,71% em março, depois de uma queda de 0,16% em fevereiro.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou março com uma taxa de inflação de 0,47%. Ela é superior ao registrado em fevereiro (0,31%), segundo dados divulgados ontem (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Os alimentos, que haviam tido uma deflação (queda de preços) de 0,16% em fevereiro, acusaram uma inflação de 0,71% em março. Entre os principais responsáveis por essa alta de preços estão as hortaliças e legumes com uma inflação de 5,45% em março.
Além dos alimentos, outras quatro das oito classes de despesa tiveram aumento da taxa entre fevereiro e março. A classe de despesas vestuário, por exemplo, teve uma inflação de 0,11% em março, ante uma deflação de 0,18% em fevereiro. A inflação da classe habitação passou de 0,51% em fevereiro para 1,10% em março. Outras classes com aumento na taxa foram: saúde e cuidados pessoais (de 0,51% para 0,71%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,90%).
Ao mesmo tempo, três classes de despesa tiveram recuo na taxa do IPC-S entre fevereiro e março: educação, leitura e recreação (de 0,68% para -0,11%), transportes (de 0,61% para -0,30%) e comunicação (de 0,09% para -0,95%) (ABr).

PIB tem queda de 0,3% em janeiro, a menor dos últimos 22 meses

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,3% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi publicada ontem (3) pelo Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da queda, esse foi o resultado menos negativo dos últimos 22 meses, de acordo com a FGV.
A queda foi de 0,06% na comparação com dezembro. No trimestre encerrado em janeiro, houve quedas de 0,22% na comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2016 e de 1,1% em relação ao trimestre que terminou em janeiro de 2016. Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2016, os principais destaques positivos foram os setores de extrativa mineral (7,5%) e eletricidade (5,7%). Contribuíram para a queda de 1,1% do PIB os setores da construção (-6,5%) e transportes (-5,1%).
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias caiu 2,6% no trimestre que acabou em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Já a formação bruta de capital fixo (investimentos) teve queda de 3,9% no período (ABr).