Lojistas sugerem que consumidor pague dívidas antes de sair às compras

Vestuário e eletrodoméstico são os setores mais privilegiados com a entrada de dinheiro extra no comércio.

Os setores de vestuário e eletrodomésticos devem ser os mais beneficiados com o dinheiro extra saído das contas inativas do FGTS

Na opinião do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal, José Carlos Magalhães Pinto, muita gente vai gastar com roupas e eletrodomésticos. “Eu diria que, na maioria das contas, os saques são pequenos, então esse dinheiro ou vai para quitar dívida ou para o consumo que está guardado na gaveta. Geralmente, vestuário e eletrodoméstico são os setores mais privilegiados com a entrada de dinheiro extra no comércio”, disse.
Para ele, o comércio se beneficiará dos saques em várias datas comemorativas, uma vez que o dinheiro será liberado aos poucos, conforme o calendário divulgado pela Caixa. Dessa forma, a Páscoa, o Dia dos Namorados e o Dia das Mães, por exemplo, poderão ter um comércio mais aquecidos do que nos últimos anos. “Com certeza, muitas empresas colocarão produtos em oferta hoje, vão oferecer algum tipo de serviço a mais porque nós vivemos do consumidor”, acrescentou.
Ele sugere, no entanto, que o consumidor dê prioridade ao pagamento de dívidas antes de sair às compras. “É muito difícil dar palpite no dinheiro dos outros, mas a nossa orientação é primeiro quitar as dívidas, negociar os juros. Porque aí a pessoa fica mais tranquila e pode fazer um consumo mais consciente”. O diretor dos Procons Nordeste, Duarte Júnior, também recomendou que o dinheiro extra sirva para, primeiro, pagar dívidas e depois para a compra de artigos necessários.
O número de inadimplentes tem caído. Segundo dados da SPC Brasil, o número de dívidas em atraso dos moradores do DF caiu 8,21%, enquanto a média do país representou queda de 3,53%. Além disso, o número de inadimplentes na capital federal caiu 4,62%, enquanto a média nacional mostrou pequeno aumento de 0,41%. Duarte Júnior destacou que os consumidores que se sentirem lesados têm uma série de mecanismos para acionar o Procon do estado e buscar seus direitos. “Estamos vivendo um momento em que o consumidor tem voz e essa voz está sendo ouvida. Hoje, ele tem vários canais [de comunicação], aplicativos para telefone celular, sites e uma grande expansão dos órgãos de defesa, que permite que essas denúncias sejam atendidas” (ABr).

Meirelles: ainda não há decisão sobre aumento de impostos

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem (15), em Brasília, que ainda não há decisão sobre se será necessário aumentar impostos. Ele reforçou que qualquer anúncio neste sentido deverá ser feito dia 22. A declaração foi dada na Escola de Administração Fazendária (Esaf), onde o ministro despachou pela manhã porque o Ministério da Fazenda está invadido por movimentos sociais que protestam contra a reforma da Previdência.
Meirelles disse, ainda, que não é possível fazer previsão sobre os recursos decorrentes do novo projeto de repatriação de valores aprovado ontem pelo Senado. O projeto segue para sanção do presidente Michel Temer. O ministro da Fazenda disse, no entanto, que a previsão inicial é de que R$ 10 bilhões sejam distribuídos entre a União, estados e municípios. A estimativa preliminar é de que a União fique com R$ 7 bilhões.
O plenário do Senado aprovou projeto de lei que reabre o prazo para a regularização de ativos não declarados enviados ao exterior, a chamada repatriação. O texto foi aprovado sem alterações em relação ao enviado pela Câmara dos Deputados e, com isso, a proibição de que parentes de políticos possam aderir ao programa fica mantida (ABr)

Abates de frangos e suínos e produção de ovos batem recorde

O ano de 2016 fechou com recordes nos abates de frangos e suínos e também na produção de ovos. Os dados foram divulgados ontem (15), pelo IBGE. No ano passado, foram abatidos 5,86 bilhões de frangos, um aumento de 1,1% em relação a 2015 e o maior valor desde o início da série histórica, iniciada em 1997. Em relação aos suínos, houve 42,32 milhões de animais abatidos, um aumento de 7,8% em relação a 2015, também o maior valor desde 1997. A atividade tem apresentado crescimentos anuais ininterruptos desde 2005.
Outra atividade com recorde em 2016 foi a produção de ovos. No ano passado, foram produzidos 3,1 bilhões de dúzias, ou seja, 5,8% a mais do que em 2015. É o maior valor desde que o IBGE começou a acompanhar a atividade, em 1987. Por outro lado, o abate de bovinos teve uma queda 3,2% em relação a 2015, com 29,67 milhões de abates em 2016.
Essa foi a terceira queda anual consecutiva do abate de bovinos, de acordo com o IBGE. A aquisição de leite pelas indústrias processadoras também caiu (3,7%) em relação a 2015, com uma captação de 23,17 bilhões de litros por estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa foi a segunda queda anual consecutiva da atividade (ABr).

Inflação pelo IGP-10 acumula 5,11% em 12 meses

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ficou em 0,05% em março. A taxa apurada é inferior aos percentuais de fevereiro deste ano (0,14%) e de março de 2016 (0,58%). O IGP-10 acumula 1,07% no ano e 5,11% em 12 meses, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda da inflação entre fevereiro e março foi influenciada pelos preços no atacado e no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, teve deflação (queda de preços) de 0,12% em março. Em fevereiro, a deflação havia sido de 0,03%.
A inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,54% em fevereiro para 0,32% em março. No entanto, o Índice Nacional de Custo da Construção, terceiro subíndice que compõe o IGP-10, teve alta de 0,36% em fevereiro para 0,59% em março.