Governo espera ter concorrência em aeroportos com ágios menores

Aeroporto de Porto Alegre.

O secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos, Adalberto Santos de Vasconcelos, disse ontem (13) que o governo espera ter concorrência no leilão desta quinta-feira (16) que vai definir os novos administradores privados dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza

“Não trabalhamos com a hipótese de algum aeroporto não ter proposta. Todos os aeroportos são atraentes. As regras são claras e há segurança jurídica nos novos contratos”, afirmou, após o evento Projeto Brasil de Ideias, no Hotel Copacabana Palace, no Rio.
Segundo o secretário, o governo não espera grandes ágios sobre o valor mínimo inicial do leilão dos quatro aeroportos como os ocorridos em concessões anteriores.“Ágio não é sinal de sucesso em leilão. A gente quer empresas sérias, que comprometam-se a prestar um serviço de qualidade durante toda a execução de um contrato e que cumpram o programa de investimento proposto”.
O governo espera arrecadar pelo menos R$ 3 bilhões em outorgas com a concessão dos aeroportos, e a previsão é que sejam investidos R$ 6,613 bilhões nos quatro terminais. O leilão ocorrerá simultaneamente, e o vencedor será aquele que oferecer o maior valor de outorga. Um mesmo grupo econômico poderá vencer a disputa por mais de um aeroporto, desde que não estejam na mesma região geográfica. Não haverá restrições à participação dos concessionários atuais. As empresas vencedoras do leilão terão de pagar 25% do valor da outorga à vista, além do ágio. O restante será pago ao longo da concessão (ABr).

Mercado reduz estimativa de inflação para 4,19%

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O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,36% para 4,19%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas, pelo Banco Central (BC), e divulgada às segundas-feiras. A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa não foi alterada – segue em 4,5%.
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB) este ano foi ajustada de 0,49% para 0,48%. Para o próximo ano, a estimativa passou de 2,39% para 2,40%. Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 em 9% ao ano. A expectativa anterior era 9,25% ao ano. Para o final de 2018, a expectativa passou de 9% para 8,75% ao ano.
Atualmente, a Selic está é 12,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação (ABr).

Investimento no país caiu 3% em janeiro

Os investimentos na economia brasileira continuam abaixo do esperado pelo governo. O indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o nível de investimentos no país, caiu 3% entre dezembro de 2016 e janeiro deste ano, após ajuste sazonal, segundo análises divulgadas ontem (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O índice verifica se a capacidade de produção no país está crescendo e se os empresários estão confiantes. Com a queda, o indicador se aproxima do mesmo patamar de maio de 2009.
O Ipea afirma que o aumento do investimento registrado no final de 2016, entre novembro e dezembro, de 3,9%, acabou diluído com o resultado de janeiro deste ano, deixando um carregamento estatístico negativo, ou seja, uma necessidade de crescer pelo menos 1,9% no primeiro semestre de 2017 para compensar a queda.
“Caso a FBCF apresente crescimento nulo nos meses de fevereiro e março, [o país] encerrará o primeiro trimestre do ano registrando contração de 1,9% sobre o período anterior, também na série ajustada sazonalmente”, disse o Ipea, em nota. Já na comparação de janeiro de 2017 com janeiro de 2016, a queda verificada pelo Ipea foi de 4,9%, resultando em uma perda acumulada de investimentos na economia brasileira de quase de 9% em um ano (ABr).