ANS analisa proposta de plano de saúde com preços baixos

Nenhuma das propostas interfere no direito de qualquer cidadão acessar a rede pública de saúde.

“Visando dar alternativa aos 2 milhões de brasileiros que perderam seus planos de saúde, a participação do Ministério da Saúde foi reunir, para discussão, as mais de 20 instituições ligadas à saúde suplementar”

O grupo de trabalho criado para discutir a elaboração do chamado Plano de Saúde Acessível – mais conhecido como plano de saúde popular – encaminhou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma proposta com cobertura mais restrita e preços mais baixos. Foram sugeridas três opções:
Plano simplificado: cobertura para atenção primária, conforme Rol da ANS, incluindo consultas nas especialidades previstas pelo Conselho Federal de Medicina e serviços auxiliares de diagnóstico e terapias de baixa e média complexidade, resolvendo mais de 85% das necessidades de saúde. Nessa proposta, não há previsão para internação, terapias e exames de alta complexidade, atendimento de urgência e emergência e hospital dia.
Plano ambulatorial + hospitalar: cobertura de toda atenção primária, atenção especializada, de média e alta complexidade. O paciente passaria, obrigatoriamente, por uma prévia avaliação realizada por médico da família ou da atenção primária, escolhido pelo beneficiário.
Plano em regime misto de pagamento: oferece serviço por intermédio de contraprestação mensal para cobertura de serviços hospitalares, terapias de alta complexidade e medicina preventiva, bem como, quando necessário, atendimento ambulatorial. Fica sob a responsabilidade do beneficiário o pagamento do procedimento, de acordo com valores previstos em contrato. Os modelos de pré e pós-pagamento serão acordados, assegurando o Rol de Procedimentos da ANS.
“Visando dar alternativa aos 2 milhões de brasileiros que perderam seus planos de saúde, a participação do Ministério da Saúde foi reunir, para discussão, as mais de 20 instituições ligadas à saúde suplementar”, informou a pasta. Nenhuma das propostas interfere no direito de qualquer cidadão brasileiro acessar a rede pública de saúde, tendo ele plano de saúde ou não. “Adquirir um plano saúde é uma decisão pessoal, relação que pode ser rompida conforme as regras de seu contrato e protegida pelas mecanismos de defesa do consumidor”, concluiu a pasta (ABr).

Queda dos juros e da inflação beneficia a indústria

Divulgação

A redução da taxa básica de juros e a queda da inflação ao longo 2016 ajudaram a indústria a obter um resultado positivo na produção de janeiro de 2017, na comparação com janeiro de 2016. A avaliação é do gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo. Ele aponta o desemprego como o principal obstáculo para a recuperação. “Um mercado de trabalho mais restrito e uma renda em patamares mais baixos são fatores que afetam o comportamento do consumo e da produção”, disse.
Divulgada ontem (8), a Pesquisa Industrial Mensal aponta um crescimento de 1,4% em relação a janeiro do ano passado. Contudo, se analisada a comparação com dezembro de 2016, houve queda de 0,1%. “A indústria ainda opera em um patamar muito abaixo de períodos anteriores, mas o movimento de quedas em seqüência, observado desde 2015, não vem ocorrendo nos últimos meses”, diz Macedo. Ele aponta que uma mudança de comportamento da produção pode ser percebida nos indicadores de tendência como, por exemplo, a média móvel trimestral.
A média trimestral da variação da produção subiu de 0,5% em dezembro, novembro e outubro de 2016 para 0,9% em janeiro, dezembro e novembro. O gerente da pesquisa pondera que, na comparação com dezembro, 12 dos 24 setores analisados e metade das categorias econômicas ainda apresentaram queda em janeiro. Alguns deles, como a indústria automobílistica, voltaram a cair depois de resultados positivos nos meses anteriores. Frente a janeiro do ano passado, no entanto, o resultado positivo foi “disseminado”, atingindo todas as categorias econômicas (bens de capital, intermediários e de consumo) e a maior parte das atividades industriais (ABr).

Custo de vida em São Paulo caiu em fevereiro

Os grupos que apresentaram queda foram transporte, vestuário, equipamento doméstico, recreação , alimentação e habitação.

O Índice do Custo de Vida do município de São Paulo registrou queda de 0,14% em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo o Dieese. Em 12 meses, entre março de 2016 e fevereiro deste ano, a variação acumulada foi 4,48%. As taxas foram negativas para todos os estratos de renda. A variação foi -0,17% para o estrato 1, com renda mensal de R$ 377,49, e para o estrato 3, com renda média de R$ 2.792,90. A taxa foi -0,08% para o estrato 2, com renda média de R$ 934,17.
Nos dois primeiros meses do ano, as variações acumuladas foram mais altas para as famílias com maiores rendas: 1º estrato 0,31%; 2º 0,71% e 3º estrato, 1,14%. Os grupos que apresentaram queda de valor foram transporte (-0,91%), vestuário (-0,70%), equipamento doméstico (-0,57%), recreação (-0,15%), alimentação (-0,08%) e habitação (-0,08%). Quatro grupos registraram aumento nos preços: despesas diversas (0,50%), saúde (0,29%), despesas pessoais (0,10%) e educação e leitura (0,09%).
No acumulado dos dois primeiros meses do ano, apenas dois grupos registraram taxas superiores ao índice geral, de 0,90%: educação e leitura (6,71%) e despesas diversas (3,82%). Menores variações foram verificadas nos grupos recreação (0,84%), habitação (0,81%), saúde (0,52%), despesas pessoais (0,42%), equipamento doméstico (0,34%), alimentação (0,18%), transporte (0,12%) e vestuário (-1,27%) (ABr).