Projeção para inflação em 2017 fica no centro da meta

Para o próximo ano, a estimativa para o PIB é de 2,30%.

O mercado financeiro reduziu pela sexta semana seguida a projeção para a inflação, este ano. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,64% para 4,47%

As estimativas fazem parte do boletim Focus, uma publicação semanal elaborada semanalmente, pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2018, a estimativa para o IPCA segue em 4,5%, há 29 semanas consecutivas. A meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC é 4,5%, com limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior da meta é 3% e o superior 6%.
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, o Produto Interno Bruto (PIB) este ano, foi ajustada de 0,49% para 0,48%. Para o próximo ano, a estimativa foi alterada de 2,25% para 2,30%. Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 9,5% e 2018 em 9% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13%. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação (ABr).

Procura do consumidor por crédito caiu em janeiro

 

O número de pessoas que buscaram crédito caiu 1,7% em janeiro na comparação com dezembro, segundo o indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. Em relação a janeiro do ano passado, a procura aumentou 0,5%. As classes de renda mais baixa tiveram os maiores recuos.
Para os que ganham até R$ 500, a queda foi de 2,2%. Entre os consumidores com renda mensal entre R$ 500 e R$ 1 mil, a redução foi de 1,6%. Na faixa de renda mensal entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, houve recuo de 1,4%. Para os consumidores que recebem entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, a queda foi de 1,5%. A procura por crédito caiu 1,3% entre os que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês. Para aqueles com renda mensal maior que R$ 10 mil, a retração foi de 1,3%.
Todas as regiões brasileiras apresentaram recuo. Na Região Sul, a retração foi a maior, de 3,9%. No Centro-Oeste, houve queda de 2,7%. No Nordeste, o recuo foi de 1,4%. Tanto o Sudeste quando o Norte registraram queda de 0,7% na procura do consumidor por crédito. Para os economistas da Serasa Experian, apesar do recuo da inflação e da aceleração da queda dos juros básicos, o consumidor ainda está bastante endividado, com baixo grau de confiança e enfrentando desemprego. Por isso, continua conservador em termos de busca por crédito (ABr).

Inadimplência fica estável

O número de pessoas inadimplentes no país, em janeiro, manteve-se em 58,3 milhões, o mesmo número de dezembro passado. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma incorporação de 700 mil nomes. A região Sudeste concentra o maior número de inadimplentes (24,2 milhões), seguida pelo Nordeste (15,8 milhões); Sul (8,0 milhões); Norte (5,3 milhões) e Centro-Oeste ( 5 milhões).
Os dados são do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, 39% da população brasileira adulta integra a lista de devedores em atraso, que enfrentam, como consequência, dificuldades para comprar a prazo ou obter crédito. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, observou que a partir do segundo trimestre do ano passado, passou a ocorrer queda no ritmo de aumento da inadimplência. Para ele, por causa do cenário recessivo “o consumidor encontra mais dificuldade para se endividar e, sem se endividar, não se torna inadimplente”. Em setembro do ano passado, o número de inadimplentes era 59 milhões, número que baixou para 58,7 milhões em outubro e 58,5 milhões em novembro (ABr).