Inflação medida pelo IGP-DI caiu em janeiro e acumula 6,02% em 12 meses

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, Vestuário, Despesas Diversas e Alimentação apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

A inflação, medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), fechou o mês de janeiro com variação de 0,43%, mostrando uma desaceleração de preços que chegou a 0,4 ponto percentual em relação a dezembro último, quando foi de 0,83%

Com o resultado, o IGP-DI acumulado nos últimos doze meses é de 6,02%. O índice foi divulgado ontem (7), no Rio de Janeiro, pelo Ibre da FGV e se refere aos preços coletados entre os dias 1º e 31 de janeiro. Em janeiro de 2016, o IGP-DI havia variado 1,53%.
A desaceleração do índice de dezembro para janeiro foi determinada pela variação dos preços ao produtor, uma vez que tanto os preços ao consumidor quanto os relativos à construção civil fecharam o mês em alta. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) encerrou janeiro com variação de 0,34%, uma retração de 0,76 ponto percentual em relação a 1,1% da variação de dezembro do ano passado. A retração dos preços ao produtor reflete a queda em dois dos três índices componentes do IPA.
O item Bens Finais teve seus preços reduzidos de uma alta de 0,24% para um deflação (inflação negativa) em janeiro: 0,61%; enquanto o preços do grupo Matérias-Primas Brutas teve queda de 1,4 ponto percentual entre dezembro e janeiro (de 2,08% para 0,24%). Já os preços do grupo Bens Intermediários subiram de 1,11% para 1,47% entre dezembro e janeiro – alta de 0,36 ponto percentual.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acusou variação de 0,69% em janeiro, ante 0,33% de dezembro, portanto, uma alta de 0,36 ponto percentual entre um período e outro. Neste caso, contribuíram para a alta os preços de quatro das oito classes de despesa componentes do índice. A contribuição de maior magnitude para o avanço do IPC partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de 0,95% para 4,15%. Nesta classe de despesa, destaca-se o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 0,00% para 9,80%.
Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,35%), Vestuário (0,73% para -0,27%), Despesas Diversas (1,50% para 0,39%) e Alimentação (0,44% para 0,39%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação (ABr).

São Paulo ganha a primeira fábrica no mundo a fazer papel a partir da palha da cana

Ato inaugural da primeira indústria de pasta mecânica celulósica, extraída da palha da cana de açúcar.

O Estado de São Paulo foi o escolhido para sediar a primeira fábrica de papel produzido a partir da palha da cana-de-açúcar, a FibraResist, do Grupo Cem. O secretário de Agricultura e Abastecimento paulista, Arnaldo Jardim, representou o governador Geraldo Alckmin na inauguração da nova planta, em Lençóis Paulista, destacando o ganho ambiental trazido pela inovação.
Resultado de seis anos de estudos, a tecnologia pioneira no mundo transforma a matéria-prima, abundante em território paulista, em pasta mecânica celulósica 100% sustentável para fabricação de papeis e embalagens. “Aqui se incorporam novos conceitos de sustentabilidade pelo uso que se fará da palha da cana, dando a possibilidade de uma nova fonte de produção de celulose”, apontou Arnaldo ao ressaltar a importância do investimento de R$ 25 milhões, dos quais R$ 10,5 milhões financiados por meio da Desenvolve SP - Agência de Desenvolvimento Paulista
Serão gerados 62 novos postos de trabalho na planta de 60 mil m² no Distrito Industrial Luiz Trecentti II, às margens da Rodovia Juliano Lorenzetti. “Fiquei bastante surpreso e feliz de ver uma ideia como esta nascer e prosperar no Brasil, apesar das dificuldades que todos conhecemos. A FibraResist tem tudo para ser um marco mundial no aproveitamento da palha da cana-de-açúcar, que de problema passa a ser uma belíssima solução”, disse Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
A empresa tem capacidade para produzir até 72 mil toneladas de pasta celulósica por ano, com previsão de atingir esse volume já a curto e médio prazo. O biodispersante separa a lignina (molécula que dá rigidez às células das plantas) das fibras existentes na palha. A pasta é livre de impurezas e não oferece perdas de matéria-prima em relação a outros processos já existentes no mercado. Não há custo do descarte do resíduo proveniente da reciclagem. “O uso da pasta mecânica celulósica vai muito além do apelo da sustentabilidade. Ele traz mais produtividade e rentabilidade à indústria de papel e embalagem”, afirmou José Sivaldo de Souza, da FibraResist (SEA).

Vendas de materiais de construção têm queda

As vendas de materiais de construção tiveram queda de 8,9% em janeiro na comparação com o mesmo mês em 2016, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat). Em relação a dezembro, houve crescimento de 1,5%. Os empregos no setor mostraram queda, com retração de 7,5% em janeiro na comparação janeiro de 2016. Em relação a dezembro, foi registrado recuo de 0,1%.
Os segmentos de base e acabamento também apresentaram recuo de 11,4% e 5,3%, respectivamente, em janeiro em relação ao mesmo mês de 2016. Na comparação com dezembro, houve aumento das vendas de base (0,7%) e acabamento (2,7%). Segundo o presidente da Abramat, Walter Cover, a previsão para o primeiro semestre é de queda de vendas, mas com gradual melhora no restante do ano (ABr).