Comércio aposta no crescimento de vendas para o carnaval

Vendas na 25 de Março, centro de comércio popular na capital paulista, animam lojistas.

O carnaval acontece no fim deste mês, do dia 25 ao dia 28, mas os comerciantes já estão otimistas com as vendas dos artigos típicos da festa

Paetês, fantasias, máscaras e diversos itens colorem as vitrines e chamam a atenção do consumidor para a maior festa do país. Na avaliação de lojistas do setor na região da Rua 25 de Março, popular centro de compras da capital, as vendas já estão melhores do que em 2016.
“Ano passado, o carnaval foi no começo do mês, e este ano ainda temos três semanas de vendas. Já está bem melhor, por isso apostamos em acréscimo de 10% a 12%”, diz Pierre Sfier, proprietário de uma loja de fantasias e artigos para festas na Ladeira Porto Geral. A Associação Comercial de São Paulo não é tão otimista, já que o movimento de vendas do varejo paulistano caiu em média 5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Houve recuos de 3,8% e de 6,2% nas comercializações a prazo e à vista, respectivamente.
“O balanço mostra desaceleração da queda, já que, no acumulado de 2016, o varejo paulistano teve retração média de 8,7%. Isso não configura tendência para o ano, mas acreditamos que, com a continuidade da redução da taxa de juros, o varejo vai melhorar gradativamente”, afirma o presidente da associação, Alencar Burti. Ele lembra que para a cidade de São Paulo, o carnaval não é um evento comercial.
A expectativa de Pierre Sfier é aumentar as vendas de artigos populares. “Por enquanto, os que mais gastam são os jovens que estão comprando acessórios, depois vai esquentar mais perto da festa, quando vem gente procurar itens mais luxuosos para os bailes de carnaval”. Mesmo assim, os consumidores jovens pesquisam por bons preços. Foi o que fizeram as amigas Mariana Schirmer e Flávia Castro, estudantes de 19 anos. “Olhamos muito em toda a 25 [de Março] e depois a gente volta comprando nas lojas mais baratas, porque há bastante diferença, diz Mariana”.
Outro comerciante que está otimista é Melhem Feghali, dono de uma das mais tradicionais lojas do segmento de fantasias na região da 25 de Março. “A partir desta semana, as vendas começam a reagir, e eu espero vender 30% a mais do que no ano passado”. O lojista Gildo Gianini vai verificar, pela primeira vez, as vendas de carnaval. Sua loja de fantasias foi inaugurada em março do ano passado e ele espera bons negócios. “Os itens mais procurados são os acessórios. Como São Paulo tem muitos blocos, são os itens mais baratos que os consumidores têm procurado” (ABr).

Produção de eletroeletrônico recuou 11,3% em 2016

O resultado foi motivado pela queda de 14,8% na indústria eletrônica e de 8,6% na elétrica.

A produção do setor eletroeletronico recuou 11,3% em 2016 na comparação com 2015, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), com base em informações do IBGE
A retração foi mais expressiva do que a da indústria geral (-6,6%) e a da indústria de transformação (-6,1%), de acordo com dados do IBGE.
O resultado foi motivado pela queda de 14,8% na indústria eletrônica e de 8,6% na elétrica. No caso da eletrônica, foram observadas reduções em todos os seus subsetores, destacando os equipamentos de informática e periféricos (-20,3%). E na indústria elétrica, aumentou apenas a produção de pilhas, baterias e acumuladores elétricos (+4,2%). Os demais subsetores analisados recuaram com taxas que atingiram até -27,2%, como no caso de lâmpadas e outros equipamentos de iluminação.
“Este desempenho da produção está em linha como o faturamento do setor, que teve queda real de 11% no ano passado, atingindo praticamente todos os segmentos da Abinee, confirmando a baixa atividade da indústria”, afirma o presidente executivo da Associação, Humberto Barbato.
No mês de dezembro de 2016, a produção industrial do setor eletroeletrônico deu sinais de recuperação, apresentando crescimento de 7,3% em relação ao mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal. Este foi o segundo incremento consecutivo após três quedas seguidas. “Esperamos que este resultado sinalize uma tendência de recuperação e não seja apenas um crescimento pontual, pois há ainda um longo caminho a ser percorrido para que a indústria eletroeletrônica recupere as perdas dos últimos três anos em seu nível de atividade industrial”, complementa Barbato (Abinee).

Inflação medida pela Fipe fecha janeiro em 0,32%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, fechou janeiro em 0,32%. Na aferição anterior, referente à terceira quadrissemana do mês o índice havia ficado em 0,58% na terceira quadrissemana de janeiro. A maior alta foi do grupo educação (6,51%), com elevação 8,03% dos custos com cursos regulares. Os gastos com saúde tiveram aumento de 0,7%, influenciados pela alta de 0,95% nos contratos de assistência médica.
O grupo transportes subiu 0,5%. Alimentação ficou em 0,16%, desacelerando em relação ao 0,68% verificado na medição anterior. Os gastos relacionados ao grupo despesas pessoais também perderam força, fechando o mês em 0,11%, contra 0,26% registrado na terceira quadrissemana. Vestuário ampliou a queda, de -0,22% na medição anterior para -0,86% no último resultado de janeiro (ABr).

 
 
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