Menos burocracia e mais crédito para pequenas empresas

Presidente da República, Michel Temer.

“O Estado tem que assumir postura menos cartorial e mais eficiente, tem de garantir condições de financiamento mais racionais. E é nessa direção que nós estamos agindo”

Ontem (18), em Brasília, durante o lançamento do programa Empreender Mais Simples – que visa reduzir a burocracia e conceder mais crédito às micro e pequenas empresas – o presidente da República, Michel Temer, reforçou a importância da eficiência nos serviços oferecidos pelo governo, além de melhores condições de financiamento para o setor.
“O Estado tem que assumir postura menos cartorial e mais eficiente, tem de garantir condições de financiamento mais racionais. E é nessa direção que nós estamos agindo. O nosso governo dá todo apoio a quem apoia o Brasil”, afirmou o presidente. O programa Empreender Mais Simples é uma parceria entre o governo federal com o Sebrae e o Banco do Brasil. O objetivo é reduzir a burocracia e orientar donos de pequenos negócios no acesso a financiamentos.
Um total de R$ 8,2 bilhões será disponibilizado às micro e pequenas empresas nos próximos dois anos. Também serão investidos R$ 200 milhões no desenvolvimento e na melhoria de dez sistemas informatizados para desburocratizar a gestão de empresas. Durante o evento, o presidente Michel Temer reforçou a importância das reformas que o governo federal está propondo ao Congresso Nacional.
Para ele, apesar de ser pesada e dura, a reforma da Previdência Social é indispensável. “Para manter o emprego hoje, para conquistar o emprego hoje, para permitir que os estudantes menos favorecidos economicamente possam frequentar as universidades e, naturalmente, para garantir as aposentadorias no futuro, é preciso reformular a Previdência, guardando, evidentemente, o direito adquirido”. Temer adiantou que a próxima reforma proposta será a simplificação do sistema tributário (Casa Civil/PR).

Aumentaram as vendas de imóveis em São Paulo

Dados mostram a volta, ainda tímida, da confiança dos incorporadores na economia.

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou que em novembro foram comercializadas na cidade de São Paulo 1.724 unidades residenciais novas. O volume é 14,4% superior ao total vendido em outubro (1.507 unidades), mas 30,3% inferior em relação a novembro de 2015 (2.473 unidades). Este foi o segundo melhor mês em vendas do ano de 2016.
No acumulado de janeiro a novembro de 2016, foram comercializadas, na capital paulista, 14.048 unidades residenciais, volume 18,7% inferior ao total vendido no mesmo período de 2015 (17.283 unidades). A cidade de São Paulo encerrou o mês de novembro com a oferta de 24.968 unidades disponíveis para venda - resultado 1,6% superior a outubro (24.575 unidades) e 8,2% menor em comparação com novembro de 2015 (27.199 unidades). A oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (dezembro/2013 a novembro/2016).
De acordo com dados da Embraesp, a cidade de São Paulo registrou no mês de novembro o total de 3.214 unidades residenciais lançadas, volume 45% superior ao percebido em outubro (2.217 unidades) e 8,8% inferior a novembro de 2015 (3.525 unidades). De janeiro a novembro, foram lançadas 15.603 unidades residenciais na Capital - queda de 19,5% em comparação ao mesmo período de 2015 (19.393 unidades).
“Mesmo com a tradicional sazonalidade de fim de ano, a quantidade de lançamentos nos meses de outubro e novembro é relevante porque comprova a volta, ainda tímida, da confiança dos incorporadores na economia e no funcionamento das nossas instituições”, analisa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (AS/Secovi).

Lagarde questiona plano econômico de Trump

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ironizou ontem (18) as pretensões econômicas de Donald Trump à frente da Presidência dos Estados Unidos. “Não quero comentar sobre as políticas do presidente eleito. Não temos informações detalhadas sobre seu programa.. se é que existe um programa”, disse Lagarde ao responder a uma pergunta sobre o que esperava do governo do magnata.
A resposta arrancou risadas do público que estava em um dos painéis do Fórum Econômico Mundial de Davos que debatia a “crise” da classe média mundial. Ao falar sobre a situação do mundo atual, Lagarde destacou que esse é momento para que os líderes políticos “repensem profundamente as políticas econômicas e monetárias perante à clara resposta de protesto e decepção da classe média - que chega com os resultados políticos nos Estados Unidos ou na Europa”.
Para ela, essa insatisfação “provavelmente” significa que é preciso pensar em como fazer uma “maior redistribuição de renda” no mundo e que reformas estruturais são necessárias em todos os países do globo (ANSA).

Peru congela contas da Camargo Corrêa

O Ministério Público do Peru ordenou o congelamento das contas da empreiteira brasileira Camargo Corrêa no país. A construtora é suspeita de participação no pagamento de suborno em esquemas para fraudar licitações da área de infraestrutura. A decisão, divulgada pelo MP peruano por meio do Twitter, foi tomada em conjunto com a Unidade de Inteligência Financeira, órgão peruano de fiscalização bancária.
A medida abrange também as companhias ligadas ao empresário Gonzalo Monteverde, apontado pelos promotores peruanos como operador de esquemas irregulares da Odebrecht no Peru. No início de janeiro, a Odebrecht fechou um acordo de colaboração com os promotores peruanos, no qual concordou em devolver R$ 30 milhões aos cofres públicos do país, relativos a ganhos ilícitos (ABr).

 
 
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