Temer diz que inflação ficará no centro da meta em 2017

O presidente Michel Temer coordena reunião do Núcleo de Infraestrutura, no Palácio do Planalto.

O presidente Michel Temer disse ontem (11) que, com os resultados positivos obtidos em 2016, a inflação ficará no centro da meta em 2017

A declaração foi feita durante a abertura da reunião do Núcleo de Infraestrutura, no Palácio do Planalto. “A inflação hoje está em 6,29%. Portanto dentro da meta, cujo teto era 6,5%. A significar, portanto, que o que o governo está fazendo está em um caminho certo e adequado, dando resultados positivos; é evidente, ninguém esperava que, ao final do ano, chegaríamos abaixo da meta estabelecida”, acrescentou.
Segundo Temer, essa tendência de queda dos índices inflacionários se repetirá em 2017. “Toda a projeção para este ano é de redução ainda maior da inflação para ficar, na verdade, no centro da meta. Essa é uma boa notícia que eu quero compartilhar”, afirmou. Ressaltou que o governo vem cumprindo tudo aquilo que projetou, em especial no que se refere às obras de infraestrutura que ainda não foram concluídas. “Vamos tratar também de outras obras que ainda possam seguir adiante, além daquelas que já têm sequência natural”.
Temer destacou a responsabilidade que o governo vem tendo com as contas. “Chegamos ao final do ano pagando todas as emendas, porque lei orçamentária é lei. Ou seja, o pagamento daqueles que prestaram serviços está em dia”. O Núcleo de Infraestrutura foi criado pelo governo federal para definir as políticas a serem implementadas no setor. Durante as reuniões foi apresentada uma lista de obras consideradas prioritárias e que possam ser concluídas com investimentos de até R$ 10 milhões, incluídas na carteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) (ABr).

Inflação para os que ganham menos sobe mais

O INPC capta a variação inflacionárias das famílias de menor renda (entre 1 e 5 salários).

O INPC fechou o ano passado com resultado acumulado de 6,58%, acima da meta fixada pelo Banco Central. Ao contrário, o IPCA fechou 2016 com alta acumulada de 6,29%, ficando abaixo do teto da meta inflacionária de 6,5% fixada pelo Banco Central. O INPC capta a variação inflacionárias das famílias de menor renda (entre 1 e 5 salários), enquanto o IPCA capta a renda dos que ganham até 40 salários.
Os dados relativos ao INPC também foram divulgados pelo IBGE juntamente com o IPCA. Em dezembro, o INPC variou 0,14%, ficando 0,07 ponto percentual acima da taxa de 0,07% de novembro. O acumulado no ano (6,58%), no entanto, também ficou bem abaixo do que os 11,28% registrados em 2015. Em dezembro de 2015, o INPC foi de 0,9%.
Os produtos alimentícios variaram 0,05% em dezembro, depois de recuarem (-0,31%) em novembro. Já os produtos não alimentícios (0,18%) subiram menos do que em novembro (0,25%). O INPC regional mais elevado foi o de Brasília (0,87%), onde os alimentos subiram 0,7%, bem acima do índice nacional (0,05%). O menor índice foi da região metropolitana de Curitiba (-0,15%), O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília (ABr).

Indústria recua em oito locais em novembro de 2016

A produção industrial recuou em oito dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, na passagem de outubro para novembro deste ano. A maior queda foi observada na Região Nordeste (-5,2%). O resultado da região agrega a indústria de todos os seus nove estados. Os três estados nordestinos que também são analisados individualmente tiveram as maiores quedas em novembro: Pernambuco (-4,9%), Bahia (-2,1%) e Ceará (-1,9%).
Outros estados com recuos em suas produções industriais foram Goiás (-1,6%), Rio de Janeiro (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,8%) e Espírito Santo (-0,5%). Santa Catarina manteve sua produção estável na passagem de outubro para novembro. Cinco estados tiveram crescimento: Pará (6,6%), Minas Gerais (5,9%), Amazonas (4,4%), Paraná (2,4%) e São Paulo (1,6%).
Na comparação com novembro de 2015, no acumulado do ano e no acumulado de 12 meses, o IBGE também avalia o desempenho da indústria do Mato Grosso. Ou seja, nos demais tipos de comparação temporal, são analisados 15 locais. Na comparação com novembro de 2015, nove locais tiveram queda na produção, com destaque para Goiás (-16,6%). Seis locais tiveram crescimento, entre eles o Pará, que teve a maior alta (9,8%).
Nos acumulados do ano e de 12 meses, 14 dos 15 locais tiveram queda (ABr).

Viagens dentro do próprio estado

Cerca de 15,4 milhões de brasileiros devem viajar neste verão, o que representa 10% da população acima de 16 anos, segundo pesquisa Fecomércio RJ/Ipsos. Desses, 54% informaram que devem optar por roteiros dentro do próprio estado em que moram. Já as viagens para fora do estado onde residem será a escolha de 40%; apenas 5% apontaram intenção de viajar para destinos internacionais.
Entre os 84% que não pretendem viajar, as razões mais citadas para a decisão foram ficar em casa para evitar novos gastos (65%), trabalhar mais para ganhar dinheiro extra (28%) e aproveitar a estação na própria cidade em que moram (7%). A pesquisa foi realizada pela Fecomércio RJ/Ipsos, entre os dias 1 a 13 de novembro de 2016, com amostra de 1200 entrevistados em mais 64 municípios brasileiros.