Varejo teve o pior resultado em 16 anos

Houve recuo também significativo, de 11,1%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano de 2015

Este foi o pior resultado do varejo nacional dos últimos 16 anos, ou seja, desde o início do levantamento da atividade comércio pela Serasa. O pior resultado até então havia sido o recuo de 4,9% em 2002 por causa da crise do racionamento de energia elétrica.
De acordo com os economistas da Serasa, as dificuldades enfrentadas pelos consumidores durante o ano passado (juros altos nos crediários, desemprego em alta, confiança ainda em patamar deprimido) impactou negativamente a atividade varejista, ao longo de todo o ano de 2016. A maior retração do consumidor no ano passado deu-se no segmento de veículos, motos e peças, o qual registrou queda de 13,0% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 12,6%, observada no movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios.
Houve recuo também significativo, de 11,1%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática. Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-5,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,0%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se mantém no terreno positivo, com alta de 1,8% em relação período acumulado de janeiro a dezembro do ano passado (Serasa Experian).

Mercado financeiro prevê inflação de 4,81% para 2017

Sede da Oi no Rio de Janeiro.

O mercado financeiro espera que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,81% este ano. A projeção está no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) feita com instituições financeiras e divulgada sempre às segundas-feiras. Na semana passada, a previsão para o IPCA era 4,87%.
A expectativa é de que a inflação de 2017 se situe bem abaixo da projetada para 2016, cuja estimativa passou de 6,38% para 6,35%, entre a primeira semana de janeiro e esta semana. Para a Selic, taxa básica de juros da economia, a previsão do mercado foi mantida em 10,25% ao ano. As instituições financeiras, portanto, apostam na continuidade da trajetória de redução dos juros.
Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica. Nas duas últimas decisões, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.
Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (PIB) este ano permanece em 0,50% (ABr).

IPC-S registra alta e fica em 0,50%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,50% na primeira semana do ano, com alta de 0,17 ponto percentual em relação à semana anterior. Os dados são da pesquisa do Ibre da FGV. Quatro das oito classes de despesas do índice tiveram alta em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo habitação (-0,67% para -0,28%). Dentro desse grupo, a eletricidade residencial passou de -5,87% para -3,96%. Também registraram alta os conjuntos alimentação (0,44% para 0,75%), transportes (0,78% para 0,96%) e comunicação (0,25% para 0,36%). Nessas classes de despesa, destacaram-se os itens carnes bovinas (0,15% para 1,08%), tarifa de ônibus urbano (0,04% para 0,68%) e tarifa de telefone móvel (0,03% para 0,30%), respectivamente. Tiveram decréscimo os grupos: vestuário (0,73% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (0,71% para 0,66%), educação, leitura e recreação (0,95% para 0,78%) e despesas diversas (1,50% para 1,24%) (ABr)