Simpi elaborou um diagnóstico para o Brasil sair da crise

É necessária uma transformação do modelo econômico existente.

Com base em três anos de pesquisas sobre o mercado empresarial, o Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) elaborou um diagnóstico de ações necessárias para que o Brasil saia da crise

Encomendado ao ex-economista-chefe da Febraban, Roberto Luis Troster, o estudo mostra que as medidas econômicas anunciadas pelo Governo na última semana não atendem plenamente a real situação do país, trazendo consequências positivas somente a longo prazo.
A problemática começa com a ausência do parecer correto sobre a crise. Conforme o estudo aponta, o Brasil está em uma crise de crédito. Um processo em que o encolhimento e o encarecimento da oferta de crédito se refletem em menos estoques e menos atividades das empresas. Para a reversão do quadro, foram construídas cinco medidas que impactarão na retomada da economia nacional.
A primeira é a redução de custos, principalmente as taxas de IOF e os depósitos compulsórios. A segunda ação é uma reforma da tributação de aplicações, já que a estrutura de captações do Sistema Financeiro Nacional é antiquada e corresponde à época de alta inflação, necessitando de atua­lização conforme a situação financeira atual do país. O terceiro tópico é uma reestruturação de dívidas com bancos, apresentando prazos acessíveis para diminuir o índice de negativados: todas as dívidas teriam o prazo estendido para 30 meses e as taxas de juros seriam reduzidas para 2% ao mês, para pessoas jurídicas, e 3% ao mês, para pessoas físicas.
O quarto item é a mudança de paradigma do Sistema Financeiro Nacional, na qual o sistema deve continuar sólido e rentável, mas pode alongar os prazos e se tornar estável, eficiente, inclusivo, inovador e global. Por fim, é necessária uma transformação do modelo econômico existente, com uma reforma extensa nos principais fatores nacionais, como agências regulamentadoras, concessões, dívidas públicas, entre outros.

Prévia da inflação oficial fecha o ano em 6,58%

Os alimentos e bebidas continuaram registrando deflação.

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), fechou o ano com taxa de 6,58%. A taxa, divulgada ontem (21) pelo IBGE, é inferior à observada pelo IPCA-15 do ano passado (10,71%) e está próxima do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%. Considerando-se apenas o mês de dezembro, o IPCA-15 ficou em 0,19%, abaixo do 0,26% de novembro e do 1,18% de dezembro do ano passado. Esta é a menor taxa do IPCA-15 para meses de dezembro desde 1998.
Os alimentos e bebidas continuaram registrando deflação (queda de preços) em dezembro: -0,18%. No trimestre encerrado em dezembro, esse grupo de despesas acumulou uma deflação de 0,49%. Ainda assim, no acumulado de 2016, os alimentos e bebidas registraram uma alta de preços de 9,15%, de acordo com a prévia da inflação oficial. De acordo com a prévia da inflação oficial, a maior alta de preços em 2016 foi observada no grupo de saúde e cuidados pessoais, que teve inflação de 11,16%.
Outros grupos com taxa acima da média do IPCA-15 foram educação (8,96%) e despesas pessoais (7,93%). Os demais grupos de despesa tiveram as seguintes taxas acumuladas no ano: habitação (3,38%), artigos de residência (3,78%), vestuário (3,94%), transportes (4,31%) e comunicação (1,33%). O IPCA-15 é calculado com base em preços coletados entre os dias 15 do mês anterior e 15 do mês de referência (ABr).

Taxa de desemprego caiu em São Paulo

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo apresentou queda, ao passar de 17,2% em outubro para 16,8% em novembro. A informação é da pesquisa feita todos os meses pela Fundação Seade e o Dieese. O contingente de desempregados foi calculado em 1,869 milhão de pessoas, 41 mil a menos do que no mês anterior. Esse número é decorrente da elevação do nível de ocupação, com a geração de 65 mil postos de trabalho (0,7%), e da População Economicamente Ativa (PEA), que registrou 24 mil pessoas entrando no mercado de trabalho, o que equivale a 0,2%.
Os dados mostram também que em novembro o nível de ocupação aumentou 0,7% e o contingente de ocupados foi estimado em 9,257 milhões de pessoas. O resultado foi em função de aumentos de empregados nas áreas de Serviços (1,7%, ou geração de 94 mil postos de trabalho), da Indústria de Transformação (1,4%, ou 19 mil) e da Construção (0,6%, ou 4 mil), além da redução no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,1%, ou eliminação de 35 mil postos de trabalho) (ABr).