Brasil abre mercado do Japão para carne bovina

O fim das barreiras alcança tanto a carne bovina processada quanto a in natura.

O Japão vai permitir a importação de carne bovina brasileira, informou o vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do país asiático, Hiromichi Matsushima, ao ministro Blairo Maggi (Agricultura)

Em encontro que os dois tiveram em Cancún (México), durante a COP 13, a Conferência da Biodiversidade, Blairo Maggi reforçou que a OIE (Organização Internacional de Saúde Animal) reconhece a sanidade no Brasil como “excelente”.
De acordo com Hiromichi Matsushima, “faltam apenas resolver algumas questões burocráticas no Ministério da Saúde do Japão”. Ele destacou o avanço das negociações iniciadas pelo secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, em outubro, para que o Brasil possa exportar àquele mercado. E observou que o fim das barreiras alcança tanto a carne bovina
processada quanto a in natura.
O vice-ministro também pediu a Maggi que sejam aprovados estabelecimentos japoneses para exportar ao Brasil a carne bovina da raça wagyu in natura. O ministro disse que o Mapa não tem restrições a essa importação e prometeu resolver a questão o mais rápido possível. “Talvez ainda neste ano.” Para Hiromichi Matsushima, isso “seria um grande presente de Natal”.
O Brasil ainda vai abrir mercado no Japão para frutas e produtos pets (rações e outros alimentos para animais de estimação). Maggi se comprometeu a enviar informações complementares sobre manga e melão. Também serão priorizados, naquele país, entendimentos para a exportação de abacate (Mapa).

Produção industrial caiu 1,1% entre setembro e outubro

Divulgação

A produção industrial brasileira registrou redução de 1,1% em outubro, na comparação com setembro. A queda veio depois de uma alta de 0,5% entre agosto e setembro. Em relação a outubro de 2015, a queda chegou a 7,3%, a trigésima segunda taxa negativa neste tipo de comparação. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados pelo IBGE. A produção da indústria acumula perdas de 7,7% no ano e de 8,4% em 12 meses.
Na passagem de setembro para outubro, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda, com destaque para os bens de capital, ou seja, as máquinas e equipamentos (-2,2%). Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados para o setor produtivo, caíram 1,9%. Entre os bens de consumo, isto é, os destinados ao consumidor final, os bens duráveis recuaram 1,2%, enquanto os semi e não duráveis caíram 0,8%.
Vinte das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção entre setembro e outubro de 2016, com destaque para os produtos alimentícios (-3,1%), os veículos automotores (-4,5%) e o setor de borracha e plástico (-4,9%). Apenas quatro atividades industriais tiveram alta na produção: derivados de petróleo e biocombustíveis (1,9%), produtos de minerais não metálicos (1,4%), produtos do fumo (0,9%) e equipamentos de informática e eletrônicos (0,2%) (ABr).

Cresceram as vendas de material de construção

As vendas de material de construção cresceram 5,5% em novembro na comparação com outubro, e 6% ante o mesmo mês do ano passado. Os dados são da pesquisa mensal da Anamaco, que ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país, entre os dias 25 a 30 de novembro. As regiões Sul e Nordeste tiveram os melhores resultados do mês, seguidas pelo Norte. Já Centro-Oeste e Sudeste apresentaram vendas pouco superiores ao mês passado.
O mesmo desempenho não deve ser esperado para este mês, segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. “O consumidor não quer obras em casa por causa da proximidade com o Natal. Então, podemos fechar os números de 2016, e provavelmente fecharemos o ano com queda de 8% sobre 2015”, destacou. Conz afirmou que o faturamento do setor, no ano passado, foi de R$ 115 bilhões, uma queda de 5,8% comparada a 2014.
Desde que a associação iniciou o acompanhamento anual da série histórica do varejo, em 1994, esta é a primeira vez que o setor registra retração em dois anos seguidos (ABr).