Emprego retoma fôlego para cargos executivos

De setembro para outubro o número de vagas para cargos executivos dobrou no LinkedIn.

O mercado de trabalho brasileiro começa a dar o primeiro sinal de recuperação após um longo período de turbulência

A avaliação é da People Oriented (www.peopleoriented.com.br), consultoria especializada no recrutamento de profissionais de diferentes setores. Apesar de historicamente desfavorável a contratações, os últimos meses do ano de 2016 têm se mostrado propensos a reabsorver profissionais.
De acordo com o Ipea, no terceiro trimestre o setor industrial teve uma alta de 0,3%. Um número pequeno, mas significativo visto que o segmento vinha de uma sequência de cinco resultados negativos. “O desempenho da indústria traz um certo otimismo de que o cenário econômico pode entrar em uma trajetória de recuperação. Historicamente, o mercado de recrutamento antecipa esse tipo de processo por meio do aumento das contratações de pessoal”, explica Helena Magalhães, da People Oriented. Para efeito de comparação, de setembro para outubro o número de vagas para cargos executivos dobrou no LinkedIn.
Para Helena, o movimento que acontece agora é uma resposta natural a um longo período de represamento de cargos. Depois do momento mais acirrado da crise, as empresas reabrem suas portas e voltam a buscar profissionais para posições que estavam congeladas - e até mesmo contratam pessoal para novos postos, com vista a projetos de longo prazo.
A perspectiva de investimento do governo em infraestrutura também contribui para esse cenário positivo. Licitações voltadas ao setor energético, por exemplo, desencadeiam uma onda de contratações necessárias para atender a demanda gerada pelos projetos. Esse processo engloba posições variadas, que vão de níveis executivos a técnicos, seguindo um padrão de expansão de cima para baixo na cadeia de comando. ”À medida que novos postos executivos surgem, demais cargos seguem o fluxo”, explica a especialista.

Taxa de desemprego fica em 11,8% em outubro

Divulgação

A taxa de desemprego, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro deste ano. A taxa é superior aos 11,6% do trimestre que terminou em julho deste ano e aos 8,9% do trimestre fechado em outubro de 2015.
A população desocupada ficou em 12 milhões de pessoas no trimestre encerrado em outubro deste ano, praticamente o mesmo número do trimestre que acabou em julho de 2016. O contingente de desocupados é, no entanto, 32,7% maior do que em outubro do ano passado, o que significa que há mais 3 milhões de pessoas procurando emprego sem sucesso.
O contingente de pessoas ocupadas chegou a 89,9 milhões de brasileiros, 0,7% a menos (604 mil pessoas) do que em julho de 2016 e 2,6% a menos (1,3 milhão de pessoas) do que em outubro do ano passado. O número de empregados com carteira assinada no setor privado, estimado em 34 milhões de pessoas, apresentou quedas de 0,9% em relação a julho deste ano (menos 303 mil pessoas) e de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas) (ABr).

Aluguel residencial pode subir 7,12%

Em dezembro, os contratos de locação residencial poderão sofrer reajuste de 7,12%. Esse percentual compreende o período entre dezembro de 2015 a novembro de 2016 (12 meses) e deve ser aplicado aos contratos de locação residencial com aniversário em dezembro e cláusula de reajuste pelo IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços - Mercado, da FGV), ou seja, a maioria dos aluguéis do mercado. O IGP-M é eleito como um dos principais indicadores para reajustes contratuais por ser divulgado primeiro, ainda dentro do mês de referência. A variação no mês de novembro foi de -0,03%.
Para facilitar o cálculo do novo aluguel, o Secovi-SP divulga fator de atualização que, no caso, será de 1,0712. Por exemplo: para atualizar um aluguel de R$ 1.500,00 que vigorou até novembro de 2016, realiza-se a multiplicação de R$ 1.500,00 por 1,0712. O resultado, R$ 1.606,80, corresponde ao aluguel de dezembro, a ser pago no final do mês de dezembro ou início de janeiro de 2017 (Secovi).