Renda do trabalhador cai pela primeira vez em 11 anos

Rendimento de todos os trabalhos passou de R$ 1.950 para R$ 1.853.  Já o de todas as fontes caiu de R$ 1.845 para R$ 1.746 (-5,4%).

A renda real - corrigida pela inflação - dos trabalhadores brasileiros caiu 5% em 2015 na comparação com 2014 e foi a primeira redução em 11 anos, revela a Pesquisa (Pnad) divulgada pelo IBGE

O rendimento de todos os trabalhos passou de R$ 1.950 para R$ 1.853. Já o de todas as fontes, que inclui aposentadorias, recebimento de aluguéis, juros e benefícios sociais, entre outros, passou de R$ 1.845 para R$ 1.746 (-5,4%). O rendimento domiciliar foi de R$ 3.443 para R$ 3.186 (-7,5%).
Todas as categorias do emprego acusaram redução no rendimento médio mensal real do trabalho principal, com destaque para os trabalhadores domésticos com carteira assinada (-3,1%). A coordenadora da pesquisa do IBGE, Maria Lúcia Vieira, explicou que a queda está diretamente relacionada com a diminuição da população ocupada no país no ano passado. “Foi um período em que a desocupação aumentou muito, cerca de 38%, e atingiu principalmente as pessoas ocupadas na indústria, na região Sudeste, e com carteira assinada, que têm rendimentos maiores que os sem carteira e os que trabalham por conta própria”, disse.
A região Nordeste apresentou o maior nível de desigualdade na distribuição desse rendimento (0,498), enquanto a Sul, o menor (0,441). Em termos de variação no período, o Sudeste registrou a maior redução do Índice de Gini de 2014 para 2015, seguida pela região Centro-Oeste. Os 10% da população ocupada com os menores rendimentos recebiam 3,5% do valor obtido pelos 10% da população ocupada com os rendimentos mais elevados. Em 2014, essa relação era de 3,6%.
O grupo dos 10% de rendimentos mais elevados concentrou quase 40% do total de rendimentos do trabalho, registrando em média R$ 7,4 mil, valor 5,9% menor do que o de 2014. O grupo pertencente à classe dos 10% de menor rendimento mensal de todos os trabalhos recebeu 1,4% do total de rendimento. Em 2015, 44,7% dos domicílios particulares brasileiros que declararam ter algum tipo de rendimento contavam com até 1 salário mínimo (R$ 788) por morador no domicílio dos 68,2 milhões de domicílios que declararam possuir rendimentos (ABr).

Vale do São Francisco vai exportar mangas para a Coréia do Sul

Mangas do Vale de São Francisco para exportações.

O Brasil vai começar a exportar manga para a Coreia do Sul, um dos mercados mais exigentes do mundo em relação à sanidade e à qualidade dos alimentos. O anúncio foi feito pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura) durante viagem, a Pernambuco, à Bahia, ao Ceará e ao Rio Grande do Norte. Maggi esteve em áreas de produção de frutas e de camarão, onde se reuniu com produtores locais. A contrapartida do país será importar peras frescas da Coréia.
A abertura do mercado sul-coreano à manga nacional é fruto de uma longa negociação nos últimos anos e ficou mais próxima depois de recente viagem do ministro à Ásia. A exportação deve beneficiar principalmente a região de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco. A expectativa é de que os embarques iniciem em cerca de 30 dias. Apesar da crise hídrica que tem afetado o Nordeste, o futuro da região passa pela agricultura, acredita Maggi. O ministro disse ter ficado impressionado durante visita a Petrolina e a Juazeiro, “onde se produz vinho de muita qualidade e também espumantes”.
A produção de frutas nos estados que ele percorreu também foi encorajadora para o esforço do governo de aumentar as exportações. “A gente percebe o quanto esses produtores estão entusiasmados com o cultivo de frutas. E o que nos dá segurança é o conhecimento que eles já adquiriram no dia a dia ou com as pesquisas da Embrapa e de outra empresas” (Mapa).

Inflação em SP tem nova desaceleração

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, atingiu 0,24% na terceira quadrissemana de novembro, taxa que é 0,06 ponto percentual inferior ao apurado na segunda prévia do mês (0,30%). Mais uma vez, o grupo alimentação foi o que mais ajudou a conter o avanço da inflação, com recuo médio de 0,67% ante uma queda de 0,58%.
Além disso, houve redução na intensidade de alta em três dos sete grupos pesquisados: habitação (de 0,41% para 0,34%); transportes (de 0,67% para 0,61%) e despesas pessoais (de 1,10% para 0,99%). No grupo educação, o índice permaneceu estável em 0,10%. Nos demais grupos foram constatadas elevações de preços. Em saúde, o IPC atingiu alta de 0,57% ante 0,53% e, em vestuário, a taxa passou de 0,49% para 0,57%.