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Brasileiro investe em produtos financeiros para se sentir seguro

A segurança é o principal motivo para os brasileiros aplicarem dinheiro em produtos financeiros.

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As pessoas enxergam as instituições financeiras como um lugar seguro para deixarem suas economias. Foto: CDL/Betim

De acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), com o apoio do Datafolha, mais da metade (54%) daqueles que investem atualmente preferem se sentir seguros do que acumular ganhos com a rentabilidade dos ativos – a percepção é unânime em todas as faixas etárias, classes sociais e níveis de escolaridade.

“Os resultados mostram que as pessoas enxergam as instituições financeiras como um lugar seguro para deixarem suas economias. Falta ainda a compreensão de que o dinheiro guardado também pode trabalhar para elas, gerando ganhos para suas reservas financeiras e garantindo o poder de compra no futuro”, afirma Ana Leoni, superintendente de Educação e Informações Técnicas da Anbima.

A busca pelo retorno financeiro aparece em segundo lugar entre as finalidades da população ao investir: foi apontada por 16% dos entrevistados. Em terceiro lugar, com 12% das respostas, está a possibilidade de sacarem os recursos quando precisarem, sem prejuízos. “A liquidez é outro atributo muito valorizado pelo brasileiro. Mesmo que não haja a necessidade concreta de sacar o dinheiro, saber que isso é possível a qualquer momento também é uma forma de as pessoas se sentirem seguras”, conta Ana.

A pesquisa ouviu 3.374 pessoas em todo o Brasil, distribuídas em 152 municípios. Participaram a população economicamente ativa, inativos que possuem renda e aposentados, das classes A, B e C, a partir dos 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% (Anbima).

Indústria química teve o melhor trimestre dos últimos 12 anos

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O que se espera são medidas que possam aumentar a competitividade da indústria química. Foto: Revista Amanhã

Agência Brasil

A produção brasileira de químicos para a indústria atingiu o melhor desempenho para um terceiro trimestre desde 2007 com uma taxa de crescimento em 1,45% sobre igual período do ano passado. As vendas foram 1,9% maiores. No mesmo período de 2017, o índice de produção ficou em 0,23% e o de vendas foi negativo (-1,91%).

A diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, disse que, apesar dessa evolução favorável, o crescimento ocorreu sobre uma base fraca, refletindo, basicamente, a volatilidade cambial. “Inseguros quanto ao valor que pagariam pela fatura dos produtos importados, muitos empresários optaram por adquirir o material que precisavam da indústria local”.

A economista disse que, apesar desse resultado favorável, houve recuos na comparação mensal de setembro sobre agosto, com uma queda de 5,92% na produção e de 7,82% em vendas. De acordo com ela, o setor vem enfrentando “uma estagnação há, pelo menos, dez anos com períodos de sobe e desce”. Neste ano, em especial, a produção foi afetada pelas incertezas do mercado em relação às eleições presidenciais.

Com o pleito definido, o que se espera, segundo o presidente da Abiquim, Fernando Figueiredo, são medidas que possam aumentar a competitividade da indústria química. Também fez uma comparação com os Estados Unidos, mencionando que enquanto lá os investimentos no setor chegam a US$ 220 bilhões, no Brasil estão em torno de US$ 1 bilhão.

Construção civil teve inflação de 0,43% em outubro

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A soma da inflação da construção civil em 12 meses chegou a 4,61%. Foto: Antônio Cruz/ABr

Agência Brasil

A inflação da construção civil desacelerou no mês de outubro, mas o índice acumulado em 12 meses cresceu. O movimento de outubro, medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), foi divulgado ontem (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador teve variação de 0,43% em outubro, percentual 0,02 ponto percentual inferior à alta registrada em setembro. Em outubro de 2017, a inflação foi de 0,16%.

Com o resultado de outubro, a soma da inflação da construção civil em 12 meses chegou a 4,61%. No período de 12 meses que terminava em setembro, esse total era de 4,33%. O custo nacional da construção civil chegou a R$ 1.108,75 por metro quadrado em outubro, sendo R$ 574,70 relativos aos materiais de construção, e R$ 543,05, à mão de obra contratada. A inflação para os materiais foi de 0,69%, enquanto a da mão de obra ficou em 0,16%.

O índice que acompanha os preços da construção teve sua maior variação na Região Norte, com alta 1,83%. No Pará, a variação mensal chegou a 3,16%, e em Tocantins, a 2,09%. Segundo o IBGE, o resultado nesses dois estados se deve aos reajustes previstos nas convenções coletivas de trabalhadores. A Região Sudeste teve uma variação de 0,06% em outubro, com deflação no estado de São Paulo, onde o índice variou negativamente em 0,22%. Centro-Oeste (1,01%), Sul (0,26%) e Nordeste (0,41%) registraram uma inflação menor que o Norte e maior que o Sudeste.

IPCA de outubro ficou em 0,45%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,45% em outubro. É a maior taxa para o mês desde outubro de 2015 (0,82%). O índice ficou abaixo do 0,48% de setembro. O IPCA foi divulgado ontem (7), no Rio de Janeiro, pelo IBGE. O indicador acumula inflação de 3,81% no ano e de 4,56% em 12 meses.

Os principais responsáveis pela inflação de outubro foram os gastos com transportes e alimentação. Os transportes, por exemplo, tiveram alta de preços de 0,92%, puxada principalmente pelos combustíveis (2,44%). Foram observados aumentos de preços no etanol (4,52%), óleo diesel (2,45%), gasolina (2,18%) e gás veicular (2,45%). Apesar disso, todos eles tiveram uma inflação mais moderada do que em setembro.

Já o grupo alimentação e bebidas apresentou alta de preços de 0,59%, motivada por produtos como o tomate (51,27%), batata-inglesa (13,67%), frango inteiro (1,95%) e carnes (0,57%). Os demais grupos de despesa tiveram as seguintes taxas em outubro: habitação (0,14%), artigos de residência (0,76%), vestuário (0,33%), saúde e cuidados pessoais (0,27%), despesas pessoais (0,25%), educação (0,04%) e comunicação (0,02%).

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