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Mercado reduz estimativa de inflação para este ano

A estimativa de instituições financeiras para a inflação neste ano caiu pela segunda vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada ontem (5), o IPCA deve ficar em 4,40%.

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A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Foto: Hélvio Romero/Estadão

Na semana passada, a projeção estava em 4,43%. Para 2019, a projeção da inflação permanece em 4,22%. Também não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,95% para 3,97%.

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. Foi mantida a estimativa para o crescimento do PIB em 1,36%, em 2018, e em 2,50% nos próximos três anos. Já a cotação do dólar passou de R$ 3,71 para R$ 3,70 no fim do ano, e R$ 3,80 para o término de 2019 (ABr).

Xi Jinping promete abrir mercado chinês para importações

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Xi Jinping discursou na 1º China International Import Expo. Foto: EPA

O presidente da China, Xi Jinping, garantiu ontem (5) que promoverá a globalização econômica e a abertura do mercado local aos produtos estrangeiros. No discurso de abertura do 1º China International Import Expo (CIIE) - evento inédito que promove o país como importador - em Xangai, o presidente chinês ressaltou que "é o nosso sincero compromisso abrir o mercado'".

"A China não fechará suas portas ao mundo, mas sim, abrirá cada vez mais", destacou. "Todos os países deveriam trabalhar pela abertura ao exterior e para combater o protecionismo e o unilateralismo", comentou Xi. Com 3,6 mil empresas de 172 países, a feira promove a China como importadora em um momento em que o país enfrenta críticas pela falta abertura de mercados e pela violação de políticas industriais.

De acordo com estimativa do Ministério do Comércio da China, o país deverá importar mais de US$ 10 trilhões em produtos e serviços nos próximos cinco anos. O evento conta com a presença de líderes internacionais e representantes estrangeiros, como uma delegação brasileira liderada pelo chanceler Aloysio Nunes Ferreira.

O Brasil é um dos 12 países homenageados na CIIE e conta com pavilhões dedicados aos setores de alimentos e bebidas, serviços, bens de consumo e equipamentos médicos, em mais de 1.400 m² (ANSA).

Impostômetro da ACSP chega a R$ 2 trilhões

A cada dia, milhões de pessoas passam pela Rua Boa Vista, no chamado centro velho. Em meio a dezenas de prédios históricos ? como o Martinelli e o prédio do Banespa ? e em frente ao Pátio do Colégio, está ele: um painel de 1,85 m de altura por 4,3 m de largura com um cronômetro que salta aos olhos. Incansável, ele não para de girar. Motoristas, pedestres, passageiros de ônibus, ciclistas: o painel do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) chama a atenção de todos desde que foi implantado, há 13 anos.

Hoje terça-feira (6), às 9h45, ele registr nada menos que R$ 2 trilhões, muito antes do que em 2017, quando esse montante foi mostrado dia 6/12, denunciando a rapidez da mordida do leão. A estimativa para arrecadação total em 2018 é de R$ 2,388 trilhões (contra R$ 2,172 trilhões no ano passado).

“A arrecadação está subindo, porém fecharemos o ano com déficit de mais de R$ 100 bilhões. Por isso a equipe econômica do próximo governo precisa focar no controle das contas públicas, manter o teto dos gastos e estimular a privatização de empresas estatais, diminuindo o tamanho do Estado”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP.

Mas, afinal, o que são todos esses números vultosos e assustadores – milhões, bilhões, trilhões de reais? É o tanto de dinheiro que os brasileiros tiram do bolso para pagar tributos ao governo federal, aos estados e aos municípios. O Impostômetro informa, em tempo real, os valores que vão para os cofres públicos (AI/ACSP).

Recuou a produção da indústria eletroeletrônica

A produção industrial do setor elétrico e eletrônico recuou 4,8% em setembro de 2018 ao comparar com igual mês do ano passado. É o que apontam os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Esse desempenho ocorreu devido às quedas tanto da área eletrônica (-8,3%) como da produção de bens elétricos (-1,4%).

Na área eletrônica, o principal responsável pelo resultado foi o recuo da produção de aparelhos de áudio e vídeo, que vem ocorrendo nos últimos meses. Neste segmento estão classificados os televisores, que vinham contribuindo com o aumento da produção desde o ano passado, em virtude da Copa do Mundo de Futebol. Já o desempenho da área elétrica sofreu influência da retração de 24,8% na produção de lâmpadas. Os únicos segmentos que cresceram foram os geradores, transformadores e motores elétricos (+2,6%).

Em relação ao mês imediatamente anterior, a produção de bens do setor sofreu queda de 10,2%, com recuo tanto na área eletrônica (-9,2%), como na elétrica (-11,2%). Apesar dos resultados negativos registrados em setembro, no acumulado dos primeiros nove meses do ano, a produção industrial do setor eletroeletrônico aumentou 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho contou com a ampliação de 8% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica recuou 0,8% (AI/Abinee).

Pedidos de falência caem 14,8% no acumulado do ano

Os pedidos de falência recuaram 14,8% no acumulado do ano (janeiro a outubro de 2018 comparado ao mesmo período de 2017), segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Mantida a base de comparação, as falências decretadas registraram alta de 12,5% e os pedidos de recuperação judicial subiram 6,3%. As recuperações judiciais deferidas apontaram queda de 0,4%.

Na comparação mensal os pedidos de falência subiram 18,9% em relação a setembro, assim como os pedidos de recuperação judicial (12,8%), falências decretadas (25,8%) e recuperações judiciais deferidas (5,7%). De acordo com os resultados acumulados do ano, os pedidos de falência continuam recuando.

O movimento de queda está atrelado a melhora nas condições econômicas desde o ano passado, que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência. A continuidade desse recuo dependerá de uma retomada mais acelerada da atividade econômica nos próximos períodos (Boa Vista SCPC).

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