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Combustíveis e transportes têm maiores altas em setembro

A população de renda muito baixa foi a menos atingida pela inflação em setembro, de acordo com análise do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

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Alta no grupo transportes, especialmente em combustíveis (4,2%) e em passagens aéreas (16,8%), pressionou inflação. Foto: Tomaz Silva/ABr

O cálculo é feito com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (Snipc), do IBGE. O indicador, divulgado ontem (10), revela uma forte alta no grupo transportes, especialmente, em combustíveis (4,2%) e em passagens aéreas (16,8%).

Esses grupos pressionaram a inflação de todas as faixas com o maior impacto para as famílias de maior poder aquisitivo que, segundo o indicador, sofreram impactos também do grupo despesas pessoais, influenciado pelas altas dos serviços pessoais (0,42%) e de despesas com recreação (0,30%). Pelo estudo, as famílias mais pobres foram as mais prejudicadas com a alta dos grupos alimentos e bebidas e habitação.

Com peso maior nos gastos da população dessa faixa de renda, os gastos com reajustes do aluguel (0,24%), energia elétrica (0,46%), cereais (1,7%) e panificados (0,9%) pressionaram a inflação dos segmentos de menor renda. No acumulado do ano, a inflação para as famílias mais pobres ficou em 2,99%, sendo de 3,63% para as de renda mais elevada. Se a avaliação observa o período de 12 meses, os preços dos bens e serviços consumidos pela população de maior renda apresentam elevação de 4,85%, mas para o segmento de renda muito baixa a taxa é de 3,90%.

A avaliação do Ipea mostra ainda que todas as faixas apresentaram aceleração nas suas taxas de inflação neste período, um reflexo dos índices de setembro de 2018 que foram superiores aos anotados no mesmo mês em 2017. Na renda muito baixa, a variação da inflação passou de 0,01% em 2017 para 0,34% este ano. Nas famílias de renda alta era 0,23% e este ano subiu para 0,53% (ABr).

Começou a segunda fase do eSocial para empresas de médio porte

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O prazo é para aquelas que faturaram até R$ 78 milhões em 2016. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Agência Brasil

A segunda fase do eSocial começou ontem (10) para empresas de médio porte, cujo faturamento tenha ficado entre R$ 4,8 milhões e R$ 78 milhões em 2016. A etapa envolve o envio de dados dos trabalhadores e seus vínculos empregatícios até 9 de janeiro de 2019, informou a Receita. Essas empresas iniciaram em julho de 2018 o envio de dados pelo eSocial. Isso já era obrigatório para as grandes empresas desde o início do ano.

De acordo com o auditor fiscal do trabalho João Paulo Machado, as organizações precisam observar o cronograma, uma vez que o não envio dentro dos prazos pode gerar atraso nos recolhimentos e penalidades para as empresas. “A observância dos prazos é fundamental para que, ao final de cada fase, a empresa já esteja preparada para a próxima etapa”, informou, em nota da Receita.

Além de especificar o início da segunda fase para o segundo grupo, o documento traz importantes mudanças no cronograma do sistema. A partir de 10 de janeiro de 2019, as empresas integrantes do Simples, inclusive MEI, as instituições sem fins lucrativos e as pessoas físicas, que compõem o terceiro grupo, devem enviar informações ao sistema. Já o último grupo, formado pelos órgãos públicos e organizações internacionais, prestará suas informações ao e-Social a partir de janeiro de 2020.

No caso das micro e a pequenas empresas optantes pelo Simples, inclusive o MEI, a Receita informa que não devem enviar eventos via sistema eSocial antes dos novos prazos estabelecidos para esse grupo. As informações que já foram enviadas permanecerão no ambiente do eSocial e poderão ser retificadas ou complementadas quando o sistema reabrir para essas empresas, em janeiro de 2019.

Entrada de dólar supera saída até 5 de outubro

Brasília, 10 (AE) - O fluxo cambial do ano até o dia 5 de outubro ficou positivo em US$ 21,123 bilhões, informou ontem (10), o Banco Central. Em igual período do ano passado, o resultado era positivo em US$ 7,659 bilhões. A retirada de dólares pelo canal financeiro neste ano até 5 de outubro foi de US$ 15,506 bilhões. Este resultado é fruto de entradas no valor de US$ 384,022 bilhões e de envios no total de US$ 399,528 bilhões.

O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. No comércio exterior, o saldo anual acumulado até 5 de outubro ficou positivo em US$ 36,629 bilhões, com importações de US$ 134,867 bilhões e exportações de US$ 171,495 bilhões.

Nas exportações estão incluídos US$ 27,264 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 52,255 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 91,976 bilhões em outras entradas. Depois de registrar saídas líquidas de US$ 4,250 bilhões em setembro, o País registra fluxo cambial positivo de US$ 3,083 bilhões em outubro até o dia 5. O canal financeiro apresentou ingressos líquidas de US$ 3,497 bilhões no período. Isso é resultado de entradas no valor de US$ 12,488 bilhões e de retiradas no total de US$ 8,991 bilhões.

No comércio exterior, o saldo de outubro até o dia 5 é negativo em US$ 414 milhões, com importações de US$ 3,688 bilhões e exportações de US$ 3,274 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 592 milhões em ACC, US$ 1,039 bilhão em PA e US$ 1,643 bilhão em outras entradas.

Índice de contratos de aluguel acumula alta

Agência Brasil

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 1,06% na primeira prévia de outubro. A taxa é superior ao 0,79% da primeira prévia de setembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado da prévia, o IGP-M acumula taxas de inflação de 9,44% no ano e de 10,99% em 12 meses.

A alta de setembro para outubro foi provocada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 1,2% na prévia de setembro para 1,4% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, registrou uma inflação de 0,44% na prévia de outubro, ante uma deflação (queda de preços) de 0,04% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 0,1% em setembro para 0,31% em outubro.

Aumentou a inadimplência das famílias paulistanas

A proporção de famílias paulistanas endividadas subiu pelo terceiro mês consecutivo, ao passar de 53,6% em agosto para 54,5% em setembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa ficou tecnicamente estável. Atualmente, são 2,13 milhões que possuem algum tipo de dívida. Os dados são da pesquisa realizada mensalmente pela FecomercioSP.

A taxa de inadimplência também teve sua terceira alta consecutiva, marcando 20,6% em setembro, a maior desde maio de 2012. Isso significa que são quase 804 mil famílias que não conseguiram quitar suas dívidas até a data do vencimento. Em 2012, houve um avanço pontual e, nos meses seguintes a maio, a taxa voltou para um nível próximo de 15%. Atualmente, ela permanece em torno de 20% de maneira persistente.

Outro dado preocupante é o fato de 9,8% das famílias paulistanas terem declarado que não conseguirão pagar essas dívidas em atraso no próximo mês e, portanto, permanecerão inadimplentes. É a maior taxa desde agosto de 2004. O tempo de comprometimento da renda com dívidas ficou similar ao visto em agosto e setembro do ano passado. A média está em 7,5 meses. Para 36,2% das famílias, esse período é superior a um ano.

O cartão de crédito segue como o principal tipo de dívida. Em setembro, 70,9% das famílias realizaram compras no cartão e precisarão pagar até o vencimento. Na segunda posição, vêm os carnês, com 15,4%, seguidos de financiamento de casa, com 12,1%, e financiamento de carro, com 11,3% (AI/FecomercioSP).

 
 

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