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Produção agrícola aumenta área colhida em 2017, mas valor caiu 0,6%

A produção agrícola do Brasil alcançou R$ 319,6 bilhões em 2017, uma queda de 0,6% em relação a 2016, quando as safras dos 64 produtos pesquisados renderam R$ 321,5 bilhões.

Producao temporario

A produção agrícola alcançou R$ 319,6 bilhões em 2017. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Em relação à área colhida, houve um crescimento de 3,6%, chegando a 78,2 milhões de hectares, de um total de 79 milhões de hectares plantados. Os dados foram divulgados ontem (13) pelo IBGE.

Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Alfredo Guedes, as condições climáticas foram “excelentes” e impulsionaram a produção no ano passado, principalmente a de soja e de milho, que tiveram recuperação em 18,9% e 52,3%, respectivamente. No entanto, Guedes explica que o recuo de 0,6% foi provocado pelo aumento na produção, pois a elevação de oferta dos produtos leva à diminuição dos preços.

“Apesar de a gente ter produzido muito mais, em termos de valor foi um pouquinho menor”, explica Guedes. O IBGE destaca que a queda nos preços ajudar a manter o nível inflação no ano passado. O valor da produção do milho caiu 12,7%, o feijão teve queda de 28,8% e o trigo diminuiu 41,9%, único produto prejudicado pelo clima. A diminuição no valor da produção da batata inglesa chegou a 50,9%.

A principal cultura do país continua sendo a soja, que responde por 35,1% da produção agrícola. Em segundo lugar, ficou a cana-de-açúcar (17%), em terceiro, o milho (10%). O café tem 5,8% do valor da produção. O valor total da produção foi de R$ 321,5 bilhões. Guedes ressalta que a produção agrícola contribuiu para o equilíbrio da balança comercial brasileira, com valor adicionado de 13% na agropecuária. “Enquanto outros setores da economia ficaram um pouco estagnados, a agropecuária foi a que teve esse grande destaque no PIB do ano passado, influenciando no PIB do país” (ABr).

Volume de vendas do varejo recua 0,5% de junho para julho

Volume temporario

Por outro lado, hipermercados e supermercados tiveram alta de (1,7%). Foto: Emídio Marques/JCS

Agência Brasil

O volume de vendas do comércio varejista recuou 0,5% na passagem de junho para julho. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE, essa é a terceira queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,3% no período. Houve, no entanto, altas nos acumulados do ano (2,3%) e de 12 meses (3,2%). Na comparação com junho, cinco das oito atividades varejistas pesquisadas tiveram queda, com destaque para os móveis e eletrodomésticos (-4,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-1%).

Também recuaram os segmentos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%). Por outro lado, três setores tiveram alta: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), combustíveis e lubrificantes (0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

No varejo ampliado, que também inclui a venda de materiais de construção e de veículos e peças, a queda de junho para julho chegou a 0,4%, resultado influenciado pelo desempenho negativo das vendas de veículos, motos e peças (-0,8%) e material de construção (-2,7%). Nos outros tipos de comparação, no entanto, o varejo ampliado registrou alta: 3% na comparação com julho do ano passado, 5,4% no acumulado do ano e 6,5% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo avançou 0,2% na comparação com junho deste ano, 0,2% na média móvel trimestral, 2,9% na comparação com julho de 2017, 3,9% no acumulado do ano e 3,5% no acumulado de 12 meses. Já a receita nominal do varejo ampliado recuou 0,6% e 0,3% na média móvel trimestral, mas cresceu 5,9% na comparação com julho de 2017, 6,5% no acumulado do ano e 6,3% no acumulado de 12 meses.

Cai a previsão de déficit em contas públicas

Agência Brasil

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas, neste ano. A estimativa do déficit primário do Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central, passou de R$ 148,171 bilhões para R$ 141,038 bilhões. A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo, de R$ 159 bilhões.

O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações do mercado financeiro. Para 2019, a estimativa das instituições financeiras é déficit de R$ 123,808 bilhões, contra R$ 123,288 bilhões previstos em agosto.

A mudança na projeção para as contas públicas neste ano ocorreu porque as instituições preveem menos despesas (estimativa passou de R$ 1,367 trilhão para R$ 1,364 trilhão) e aumento nas receitas líquidas (de R$ 1,220 trilhão para R$ 1,224 trilhão). Para 2019, a previsão de receita líquida do Governo Central é R$ 1,306 trilhão, ante R$ 1,304 trilhão prevista no mês passado. No caso da despesa total, a projeção ficou em R$ 1,423 trilhão, ante R$ 1,424 trilhão, previsto em agosto.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 76,1% do PIB, neste ano. A previsão anterior era 76%. Para 2019, a estimativa ficou em 78,12% do PIB, ante 78,09% previstos no mês passado.

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