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Receita enviará carta a 22 mil contribuintes com suspeita de sonegação

A Receita Federal enviará cartas a 22.299 contribuintes com suspeita de sonegação fiscal.

Receita temproariio

Os indícios surgiram a partir do cruzamento de informações eletrônicas. Foto: DC/Reprodução

O total de indícios de sonegação para o período de setembro de 2013 a dezembro de 2017 é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, informou, em Brasília, o órgão. Foram encontradas inconsistências entre informações prestadas por empresas na Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (Gfip) e as apuradas pela fiscalização. Se as inconsistências forem confirmadas, os contribuintes terão que encaminhar Gfip retificadora e efetuar o recolhimento das diferenças de valores de Contribuição Previdenciária, com acréscimos legais.

“Os indícios constatados no referido projeto surgiram a partir do cruzamento de informações eletrônicas, com o objetivo de verificar a regularidade do cumprimento das obrigações previdenciárias, relativas à contribuição patronal destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (Gilrat), incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados”, diz a Receita, em nota.

Acrescenta que mesmo as empresas que não receberem as cartas, ao identificar equívoco na prestação de informações ao Fisco, podem também fazer a autorregularização, evitando, assim, autuações com multas que chegam a 225%, além de representação ao Ministério Público Federal por crimes de sonegação fiscal, entre outros. A autoregularização pode ser feita até o dia 31 de outubro.

As inconsistências encontradas pelo Fisco, bem como orientações para a autorregularização, podem ser consultadas na carta enviada pela Receita para o endereço cadastral constante do sistema de CNPJ. A Receita informa ainda que, para confirmar a veracidade das cartas enviadas, foi encaminhada mensagem para a caixa postal dos contribuintes, que podem ser acessadas por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), no endereço.

Alimentos e transportes puxam queda de preços do IPCA em agosto

Alimentos temproariio

A inflação acumula taxas de 2,85% no ano e de 4,19% em 12 meses. Foto: Arquivo/ABr

Agência Brasil

As quedas de preços registradas nos transportes (-1,22%) e na alimentação (-0,34%) foram as principais responsáveis pela deflação (queda de preços) de 0,09% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. Os dados são do IBGE. A queda de preços de 26,12% das passagens aéreas no mês foi o principal destaque, que explica em grande parte a deflação não só dos transportes como do IPCA como um todo.

Outros itens que contribuíram para o resultado dos transportes foram os combustíveis (-1,86%), em especial o etanol (-4,69%) e a gasolina (-1,45%). Entre os alimentos, os principais responsáveis pela queda da taxa foram cebola (-22,19%), batata-inglesa (-11,89%), tomate (-4,84%), farinha de mandioca (-4,56%), hortaliças (-4,07%), leite longa vida (-3,48%), alho (-3,3%), ovos (-2,91%) e feijão carioca (-2,14%).

A energia elétrica, apesar de registrar alta de preços (0,96%) mais moderada do que no mês anterior (5,33%), foi o item que mais pesou em sentido contrário, evitando uma queda maior do IPCA. "Esse é o período da chamada safra seca. O resultado reflete a boa produção de alguns desses alimentos. E, por outro lado, há ainda endividamento e desemprego das famílias, por isso há receio no comprometimento da renda e baixa demanda para alguns produtos", disse o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.

Produção da indústria eletroeletrônica cresceu 6% até julho

A produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 5,9% no acumulado de janeiro a julho em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho foi influenciado pela elevação de 13,4% na área eletrônica, uma vez que a produção da área elétrica recuou 0,5%.

Os maiores acréscimos na indústria eletrônica foram nos segmentos de equipamentos de informática (+20,7%) e de aparelhos de áudio e vídeo (+20,1%). Na indústria elétrica, contribuíram para o resultado negativo, as quedas na produção de lâmpadas (-8,7%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (-5,1%). Em relação a julho do ano passado, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico recuou 1,9%.

“Na primeira parte do ano, o desempenho positivo dos bens de consumo eletrônicos contou com a realização da Copa do Mundo de Futebol. Passado esse período, já se observou um arrefecimento no crescimento, entretanto contamos com a reversão desse quadro no segundo semestre em face da natural sazonalidade existente”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato (AI/Abinee).

 
 
 
 

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