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Uso da capacidade instalada da indústria subiu para 68%

O indicador de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira subiu de 66% em junho para 68% em julho.

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O uso da capacidade instalada foi maior nas grandes empresas, alcançando 73%. Foto: Arquivo/ABr

É o maior percentual verificado no mês de julho dos últimos quatro anos, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O uso da capacidade instalada foi maior nas grandes empresas, alcançando 73%. Nas médias, ficou em 66% e, nas pequenas, em 60%.

Segundo a CNI, a queda na ociosidade é resultado do aumento da produção no setor. Conforme a pesquisa, o índice de evolução da produção alcançou 52,2 pontos em julho. Foi o segundo mês consecutivo que o índice ficou acima dos 50 pontos, o que indica o aumento da produção, depois da forte queda registrada em maio, por causa da greve dos caminhoneiros. O indicador de produção varia de zero a cem pontos. Quando está acima de 50 pontos, mostra aumento da produção.

No entanto, o emprego no setor continua caindo. O indicador do número de empregados ficou em 48,5 pontos e continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos que separa a queda do aumento do emprego. A Sondagem Industrial (feita entre 1º e 13 de agosto com 2.257 empresas) mostra ainda que as indústrias estão com um pequeno acúmulo de estoques. O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado subiu para 50,8 pontos em julho e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, mostrando que os estoques estão levemente maiores do que o planejado.

Segundo a CNI, todos os indicadores de expectativa ficaram acima dos 50 pontos em agosto, mostrando que os industriais esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas, do número de empregados e das exportações nos próximos seis meses. O índice de intenção de investimento subiu para 51 pontos. O indicador de intenção de investimentos está 3,1 pontos acima do de agosto do ano passado (ABr).

Locação de robôs se firma como modêlo de negócio

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Um robô trabalha até 24 horas e sete dias por semana, o que é impossível para seres humanos. Foto: Divulgação/ABDI

Às portas da quarta revolução industrial, o mercado de robôs deve crescer no Brasil. Com o fim da alíquota de importação, estima-se que haverá incremento desse tipo de tecnologia. “Implementar robôs de forma adequada numa linha de produção exige uma equipe especializada, com engenheiros, programadores e profissionais capacitados para manutenção”, explica o CEO da Pollux, José Rizzo, empresa especializada em fornecer tecnologias e levar a robotização de processos a indústria.

Os robôs industriais mais recentes são todos munidos de sensores. É como se enxergassem, sentissem o ambiente, mesmo que não seja um ambiente 100% preparado para ele. Por exemplo, um robô trabalha até 24 horas e sete dias por semana, o que é impossível para seres humanos.
Outro fator importante é a flexibilidade. Os robôs são reprogramáveis, customizáveis, portanto, podem ser usados para diferentes tarefas em várias linhas de montagem.

“Enxergamos esse mercado como fundamental para o avanço da indústria 4.0”, explica Guto Ferreira, Presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Uma questão que preocupa muitos brasileiros é o desemprego, mas existe uma relação inversamente proporcional, ou seja, os países que mais adotam o uso da robótica tem menores índices de desemprego. De acordo com a Federação Interacional de Robótica o ano passado foi um recorde de vendas e cerca de 381 mil robôs industriais foram comercializados em todo o mundo (ABDI).

Trump promete tarifa de 25% sobre carros da UE

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Há um mês, presidente havia falado em acordo com Bruxelas. Foto: EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu impor uma sobretaxa alfandegária de 25% sobre todos os automóveis importados da União Europeia. A declaração foi dada na última terça-feira (21), durante um comício na Virgínia Ocidental, e chega pouco depois de uma entrevista do secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, na qual ele anunciou o adiamento da publicação de um relatório sobre as tarifas no setor automotivo.

"Colocaremos uma taxa de 25% sobre todos os carros que chegarem nos EUA a partir da União Europeia", declarou Trump, ignorando as negociações em curso com Bruxelas. Há cerca de um mês, o republicano havia recebido na Casa Branca o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e anunciado um compromisso para zerar as tarifas sobre bens industriais entre os dois lados.

"Hoje é um grande dia: com Juncker, lançamos uma nova fase nas relações entre Estados Unidos e União Europeia", dissera o norte-americano na ocasião. A UE já indicou que criará US$ 20 bilhões em novas tarifas caso seus automóveis sejam sobretaxados, o que abriria uma nova frente na guerra comercial deflagrada por Trump, após a disputa em curso com a China. O objetivo de Trump é reduzir o déficit comercial em relação à UE, hoje na casa dos US$ 100 bilhões (ANSA).

Cheques sem fundos: o menor índice em oito anos

Segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, o mês de julho encerrou com 1,83% de devolução de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos, o menor percentual apurado para o mês de julho desde 2010, que foi de 1,74%. Foram registrados 684.887 cheques devolvidos de um total de 37.410.500 de cheques compensados.

No consolidado de janeiro a julho/2018, o país soma 258.472.324 cheques compensados e 1,99% desse total de cheques sem fundos (15.146.046). Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, juros mais baixos, inflação sob controle e menor utilização dos cheques como meios de pagamentos, explicam o recuo da inadimplência com cheques, não apenas em julho mas também ao longo de todo o ano até agora (Serasa Experian).

 
 

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