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Confiança da pequena empresa cresce, mas segue em baixo patamar

As recentes revisões de crescimento da economia para baixo e a percepção de piora no ambiente de negócios, têm afetado o humor dos empresários de menor porte que atuam no comércio e no ramo de serviços.

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A tímida melhora do cenário econômico ainda não se traduziu em melhora efetiva no dia a dia do empresariado. Foto: cdlanapolis

É o que mostra o Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa calculado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

No último mês de julho, o indicador que acompanha a confiança desses empresários ficou em 48,9 pontos, um pouco acima do observado em junho (46,4 pontos). Apesar do crescimento, o dado alcançado no mês é o segundo mais baixo desde agosto de 2017, quando se encontrava em 47,4 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos refletem confiança e, abaixo dos 50 pontos, refletem desconfiança com os negócios e com a economia.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a tímida melhora do cenário econômico, com inflação sob controle e manutenção dos juros em baixo patamar, ainda não se traduziu em melhora efetiva no dia a dia do empresariado. “A recuperação econômica segue lenta e vem frustrando as expectativas de que poderia esboçar uma reação mais rápida neste segundo semestre. Além disso, o grau de incerteza no campo eleitoral impacta a confiança e a disposição dos empresários de menor porte em realizar investimentos”.

“Os dados mostram que o micro e pequeno empresário brasileiro mantém boas perspectivas mesmo diante de um cenário adverso. Acreditam que uma gestão eficiente de seu próprio negócio pode ajudá-los a enfrentar as dificuldades impostas pela crise", explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior (CNDL/SPC).

Atividade econômica recua 0,99% no segundo trimestre

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Índice de Atividade Econômica apresentou queda de 0,99% no segundo trimestre deste ano. Foto: Amanda Oliveira/GovBA

Agência Brasil

A economia caiu no segundo trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou queda de 0,99% no segundo trimestre, comparado com o período de janeiro a março deste ano. A contração ocorreu no período da greve dos caminhoneiros, iniciada no fim de maio e encerrada no início de junho.

A greve impactou a economia, gerando uma crise de desabastecimento no país. Em junho, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que impacto da paralisação na economia seria de R$ 15 bilhões, equivalentes a 0,2% do PIB. No primeiro trimestre, de acordo com dados atualizados pelo BC, houve crescimento de 0,2%, na comparação com o período de outubro a dezembro de 2017.

De janeiro a junho, houve crescimento de 0,89% (sem ajustes), na comparação com o primeiro semestre de 2017. Em 12 meses, a expansão chegou a 1,3%. Em junho, o IBC-Br registrou crescimento de 3,29% na comparação com maio (dado dessazonalizado). Na comparação com o mesmo mês de 2017, o crescimento ficou em 1,82%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. No entanto, o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o PIB, calculado pelo IBGE.

Eletrobras estipula em R$ 3,1 bi valor mínimo para leilão

Agência Brasil

A diretoria executiva da Eletrobras aprovou os preços mínimos de venda de suas participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de geração eólica e linhas de transmissão. Os valores mínimos totalizam R$ 3,1 bilhões, conforme comunicado ao mercado divulgado pela companhia. O leilão está previsto para 27 de setembro na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Serão alienadas 71 participações societárias em SPEs, reunidas em 18 lotes.

O preço mínimo mais elevado é o da Santa Vitória do Palmar Holding, lote A, no valor de R$ 635,6 milhões. A Eletrobras tem 78% desse empreendimento, dedicado à geração eólica. De acordo com a estatal, os preços estão referenciados à data-base de 31 de dezembro de 2017 e incluem os custos de transação. A SPE é uma sociedade empresarial, com as mesmas características do consórcio, que é formada para a execução de um determinado empreendimento, podendo inclusive ter seu prazo de existência determinado. Normalmente é utilizada para isolar o risco financeiro de uma atividade.

O capital social da SPE pode ser constituído pelos sócios com dinheiro, bens móveis e imóveis e, ainda, com direitos, desde que estes tenham valor econômico. Uma vez formado o capital, as contribuições dos sócios passam a compor o patrimônio da sociedade. A Eletrobras também anunciou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Aumentou a demanda do consumidor por crédito

De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito avançou 3,7% em julho em relação a junho. Na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 4,6%. No acumulado do ano, cresceu 10,1% perante os primeiros sete meses do ano passado.

Depois dos impactos adversos causados pela paralização dos caminhoneiros, o consumidor voltou a buscar crédito em julho, porém em um ritmo menor do que se verificou ao longo de quase todo o primeiro semestre, revertendo apenas parcialmente o recuo de 7,0% de junho/18.
O crescimento da demanda ocorreu em todas as classes de renda.

Para os que ganham até R$ 500, foi de 3,6%. Para os consumidores com renda mensal entre R$ 500 e R$ 1.000, foi de 4,0%. Para a renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 2.000, foi de 3,7%. Já os consumidores com renda mensal entre R$ 2.000 e R$ 5.000, foi de 3,4%. Para os que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês, o avanço foi de 3,3% e, por fim, para a renda mensal maior que R$ 10.000, o crescimento na procura por crédito foi de 2,9% (Serasa Experian).

 
 
 

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