Mesmo com inflação em baixa, Copom não indica rumos da Selic

Caso não ocorram mais choques na economia brasileira – como a paralisação dos caminhoneiros no mês de maio – o cenário da inflação deve manter-se em baixa.

Mesmo temporario

O Copom enfatizou a necessidade de reformas e ajustes na economia brasileira para a manutenção da inflação baixa. Foto: Pixabay/PEGN

Mesmo assim, diante das incertezas da economia brasileira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) preferiu não fornecer indicações sobre suas próximas definições em relação à taxa básica de juros, a Selic.

“Todos avaliaram que, na ausência de choques adicionais, o cenário inflacionário deve revelar-se confortável. Entretanto, o maior nível de incerteza da atual conjuntura gera necessidade de maior flexibilidade para condução da política monetária. Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, diz a ata da reunião divulgada ontem (7) pelo BC.

Na última semana, o comitê decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano, o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986.
O Copom enfatizou, entretanto, que há necessidade de reformas e ajustes na economia brasileira para a “manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”. “A percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes”, diz a ata.

O cenário é de continuidade do processo de recuperação econômica, embora em ritmo mais gradual do que o esperado. Embora a inflação de junho tenha refletido os efeitos do movimento dos caminhoneiros, com alta de 1,26%, as “projeções de inflação para julho e agosto corroboram a visão de que os efeitos desses choques devem ser temporários”. O Copom avaliou que a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego (ABr).

Paulistanos reduzem poupanças em julho para evitar dívidas

Paulistanos temporario

O cenário de incertezas políticas e econômicas faz com que os paulistanos tenham mais cautela no crédito. Foto: Reprodução

O cenário de incertezas políticas e econômicas do País vem fazendo com que os paulistanos tenham mais cautela para financiamentos e endividamentos. A Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela FecomercioSP aponta que os consumidores estão, em média, reduzindo suas poupanças ao longo deste ano. Em julho, especialmente, houve forte queda da proporção de consumidores não endividados que usaram parte de suas reservas.

De acordo com o levantamento, o Índice de Segurança de Crédito, que mostra a parcela de consumidores com alguma reserva financeira, deteriorou-se pelo segundo mês consecutivo. O índice caiu 5%, ao passar de 82,1 pontos em junho para 78 pontos em julho. Essa retração foi motivada, principalmente, pelo recuo na segurança de crédito dos não endividados, cujo indicador retraiu 6,4%, passando de 100,5 para 94,1 pontos no mesmo período. Já entre os endividados, houve alta de 1,8%, alcançando 63,9 pontos.

A tendência é de que, nos próximos meses, os consumidores passem a buscar acesso ao crédito para fazer frente às suas obrigações ou aquisições desejadas, e o Índice de Intenção de Financiamento já aponta, ainda que timidamente, nesse sentido. A assessoria econômica da FecomercioSP recomenda cautela aos empresários, principalmente para aqueles que concedem crédito direto ao consumidor. O empresário não deve se aventurar e nem expor o ativo da empresa com contas a receber de grande risco e pouco valor no eventual desconto de recebíveis (AI/Fecomercio).

Custo de vida sobre 0,14% em São Paulo

Agência Brasil

O índice do Custo de Vida (ICV) de São Paulo aumentou 0,14% de junho para julho. Segundo o Dieese, o índice acumulado de agosto de 2017 a julho deste ano 2018 foi de 4,24%. De janeiro a julho, o IVC ficou em 2,69%. Nos últimos 12 meses, três grupos apresentaram variações acima da média do período. São os grupos Transporte, com aumento de 13,21%; Habitação, que subiu 7,39% e Despesas Diversas, com alta de (7,22%.

As outras taxas ficaram abaixo da média do ano ou floram negativas: Educação e Leitura. com alta de 4,21%; Saúde, subindo 4,08%; e Despesas Pessoais, com aumento de 1,74%. Houve queda nos grupos Alimentação, que recuou 0,27%; Recreação, com -0,79%; Equipamento Doméstico, com -3,68%); e Vestuário, em queda de 5,29%.

Atividade do comércio cresce 7,8% em julho

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país cresceu 7,8% em julho se comparado ao mesmo período de 2017. Foi o melhor resultado da atividade varejista para o mês dos últimos seis anos. Os setores ligados aos bens de consumo duráveis, impulsionados por taxas de juros mais baixas e pela expansão, ainda que modesta, do crédito ao consumidor, exibiram desempenho melhor do que os setores mais ligados à massa de rendimentos, e lideraram a expansão da atividade varejista.

O segmento de veículos, motos e peças foi o que mais cresceu em comparação com o mesmo período do ano passado: 15,0%. Na sequência, o segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática, com 13,9%, e o segmento de combustíveis e lubrificantes, com 5,8%. Já no campo negativo temos o ramo de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (queda de 6,2%), além de recuos de 4,3% no segmento de materiais de construção, de queda de 1,4% em tecidos, vestuário, calçados e acessórios, sempre quando comparados com o mesmo mês do ano passado (Serasa Experian).

Brasil vai exportar embriões bovinos “in vitro” para a Índia

O Brasil vai exportar embriões bovinos “in vitro” para a Índia. Ontem (7), o Ministério da Agricultura recebeu comunicado oficial que viabiliza o início dos embarques para o país. O Departament of Animal Husbanfry, Dairying & Fisheries of Ministry of Agriculture and Farmers indiano, aprovou o Certificado Zoossanitário Internacional elaborado pelo Departamento de Saúde Animal do ministério.

Os embriões, a exemplo do sêmen, são armazenados em paletas ou ampolas, contendo em cada unidade embriões de uma única origem (fêmea), conservados normalmente em nitrogênio líquido. A exportação é feita por via aérea. A autorização do Serviço Veterinário Indiano demonstra o reconhecimento internacional das condições sanitárias dos rebanhos brasileiros além da credibilidade da certificação veterinária, considerou o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques.

O diretor lembra que a Índia sempre foi fornecedor histórico de material genético zebuíno ao Brasil. A negociação sanitária avançou durante a 84ª Expozebu, em Uberaba. Na exposição, foram realizadas rodadas de negociação com nove países interessados em importar material genético e animais de reprodução do Brasil. No final do evento foram firmados protocolos sanitários. A Índia é o país onde surgiu o gado Zebu, mas o melhoramento genético realizado no gado zebuíno brasileiro trouxe resultados em ganhos de produtividade, o que o tornou atraente a produtores indianos (Mapa).

 
 

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