Putin avalia papel dos BRICS para "resolver problemas" no mundo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, avaliou ontem (26) em Johanesburgo o papel do bloco de potências emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para "resolver problemas" no mundo.

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin. Foto: EFE

No plenário da 10ª Cúpula dos Brics, Putin destacou a "parceria estratégica" entre os membros do grupo para "reagir de maneira conjunta" a desafios como o terrorismo e o crime organizado.
O presidente russo ressaltou que o bloco tem um papel "único na economia global, pois conta com o maior mercado do mundo".

"Os países dos Brics estão resolvendo problemas de forma coletiva", afirmou o chefe do Kremlin, defendendo o impulsionamento de uma "consolidação do comércio" entre os cinco parceiros do grupo. Além disso, Putin ressaltou a importância do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), entidade de fomento criado pelos Brics em 2014 para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentado, tanto nos países-membros como em outras economias emergentes.

"O NBD tem se expandido rapidamente", disse o presidente russo, ao defender a abertura de escritórios regionais da entidade, como a que se espera inaugurar no Brasil para o continente americano, iniciativa à qual deu seu "apoio". Putin expressou seu desejo de contar na Rússia com um "futuro escritório" do NBD, que tem sua sede central em Xangai (China). Além disso, Putin ressaltou a importância da chamada "quarta revolução industrial" ou revolução digital no âmbito dos Brics, que se converteu em uma "prioridade" para seu país.

A reunião dos Brics - que representam pouco mais de 40% da população mundial e 23% do PIB do planeta - acontece em um contexto internacional marcado pela política unilateral e protecionista dos EUA, enfoque não compartilhado pelo bloco, mais partidário do multilateralismo. No entanto, Putin não se referiu hoje a esse espinhoso assunto, diferente de outros líderes como os presidentes da China, Xi Jinping; África do Sul, Cyril Ramaphosa; e Brasil, Michel Temer.

Confiança do empresário da construção sobe 1,7 ponto

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A confiança do empresário da construção para os próximos meses avançou 2,7 pontos. Foto: Banco de Dados/Sinduscon-MG

Agência Brasil

O Índice de Confiança da Construção, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1,7 ponto de junho para julho e atingiu 81 pontos, em uma escala de zero a 200. Mesmo com a alta, o indicador não recuperou totalmente a perda de 3,1 pontos de maio para junho. A alta de julho foi puxada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresário da construção para os próximos meses e que avançou 2,7 pontos, atingindo 91,0.

O Índice de Situação Atual, que apura a confiança no momento presente, subiu 0,6 ponto em julho, chegando aos 71,4 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor se manteve praticamente estável ao variar -0,1 ponto percentual, indo para 65,5%. De acordo com a FGV, a pesquisa mostra que a queda de confiança de maio para junho foi exagerada e influenciada pela greve dos caminhoneiros, mas que, apesar disso, o indicador não retornou ao patamar anterior, devido ao ritmo lento de retomada da economia.

Diante da alta incerteza gerada pelos acontecimentos recentes, o indicador que mede o ímpeto de contratação das empresas para os próximos três meses caiu 0,1 ponto, mantendo a tendência negativa pelo segundo mês consecutivo. A proporção de empresas projetando redução no quadro de pessoal nos próximos três meses passou de 24,5% em junho para 23,4% em julho, enquanto que aquelas que esperam contratar mais caíram de 18% para 15,7% no mesmo período de comparação.

Setor de serviços paulista cria vagas formais

Em maio, o setor de serviços no Estado de São Paulo abriu 8.049 postos de trabalho, resultado de 191.536 admissões e 183.487 desligamentos, o quinto resultado mensal positivo seguido e o melhor maio desde 2014. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 7.412.281 empregos celetistas, alta de 1% em relação a maio de 2017 e o maior patamar desde abril de 2016. Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Setor de Serviços, realizada mensalmente pela FecomercioSP com base nos dados do Caged, calculado com base na Rais.

Das 12 atividades analisadas, oito registraram mais admissões do que desligamentos em maio, com destaque para os serviços médicos, odontológicos e serviços sociais (3.127 vagas) e os de informação e comunicação (2.029 vínculos). Por outro lado, os serviços de alojamento e alimentação (-1.050 empregos) e de administração pública, defesa e seguridade social (-193 vagas) eliminaram o maior número de postos de trabalho no mês.

Em relação ao mesmo período de 2017, apenas duas atividades registraram redução no estoque de empregos celetistas: o segmento de outras atividades de serviços (-1%) e de administração pública, defesa e seguridade social (-0,2%). Já as atividades profissionais, científicas e técnicas (2,8%) e de serviços médicos, odontológicos e sociais (2,6%) apontaram as maiores taxas de crescimento na mesma base comparativa (AI/FecomercioSP).

Começou novo período para saque do abono salarial

Agência Brasil

Começou ontem (26) o novo prazo para o pagamento do abono salarial ano-base 2016. Quase 2 milhões de trabalhadores não retiraram os recursos, o que corresponde a 7,97% do total de pessoas com direito ao benefício. O valor chega a R$ 1,44 bilhão. O dinheiro ficará disponível até 30 de dezembro.

Tem direito ao abono salarial quem trabalhou formalmente por pelo menos um mês em 2016 com remuneração média de até dois salários mínimos. O valor que cada trabalhador tem para sacar depende de quanto tempo ele trabalhou. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80.

Além do tempo de serviço, para ter direito ao abono de 2016, o trabalhador deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais. Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro nas agências da Caixa. Para saber se tem algo a receber, a consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou no telefone
0800-726-0207.

 
 

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