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Copa de 2022 pode ajudar Brasil a aumentar negócios com Catar

A antiga imagem de “pátria de chuteiras” e a expertise com a Copa do Mundo de 2014 podem beneficiar os negócios do Brasil no Catar, país-sede do próximo mundial de futebol.

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Doha, capital do Catar, país que irá sediar a Copa do Mundo de 2022. Foto: Naseem Zeitoon/Reuters/ABr

Há oportunidade para empresas brasileiras prestarem serviço em área de logística e segurança e, também, para fornecer material de construção civil como mármore, madeira, louça sanitária, piso cerâmico. Além disso, graças a um termo de cooperação assinado em maio de 2010, o Brasil pode atender o Catar em um nicho de atividades, como medicina esportiva.

No próximo ano a seleção de futebol do Catar participa como convidada da Copa América que será realizada no Brasil. Quem chama atenção para as oportunidades do pequeno país é o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. “Do ponto de vista estratégico, o Catar é um mercado para o Brasil. Não é tão grande como outros mercados, mas vale a pena buscar visto que há um excedente de capital lá disponível”.

O Catar é considerado o país com maior renda per capita do mundo - US$ 144.426, segundo a revista Global Finance Magazine – e dispõe de cerca de 15% das reservas conhecidas de petróleo. Para Alaby, a aproximação com o Catar pode atrair mais investimentos no Brasil, “num momento que precisamos de dinheiro do exterior”. Há capital do Catar na exploração de petróleo, na aviação civil e no mercado financeiro no Brasil.

A estatal Qatar Petroleum (QPI Brasil Petróleo Ltda) explora blocos na camada, e há dinheiro do país árabe na Airlines Brasil e nas operações do Banco Santader Brasil. A corrente de comércio entre o Brasil e o Catar é baixa. Atingiu mais de US$ 866 milhões no ano passado, apenas 0,23% do total negociado com os 22 países da Liga de Estados Árabes.

O comércio entre os dois países é deficitário para o Brasil. Os principais produtos exportados são alumínio, minério de ferro e carne. Os principais produtos importados são derivados de petróleo (ABr).

PIB recuou 1% no trimestre encerrado em maio

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Entre os setores produtivos, a agropecuária recuou 1,3%. Foto: Claudio Fachel/P.Piratini

Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve queda de 1% no trimestre encerrado em maio, na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro. O dado, do Monitor do PIB, foi divulgado ontem (24) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2017, no entanto, foi registrado crescimento de 0,5%. Considerando-se apenas o mês de maio, houve quedas de 1,5% na comparação com abril deste ano e 1,8% na comparação com maio do ano passado.

Os três setores produtivos (agropecuária, indústria e serviços) tiveram queda do trimestre finalizado em fevereiro para o trimestre encerrado em maio, com destaque para a indústria, que recuou 2,3%, desempenho puxado pela indústria da transformação (4,1%) e a construção (1,1%). A extrativa mineral teve alta de 1,8% e a produção de eletricidade, de 0,3%. A agropecuária recuou 1,3% e os serviços, 0,1%. No setor de serviços, os piores desempenhos ficaram com os segmentos de transporte (5,3%) e comércio (2,2%).

Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram queda de 4% e as exportações, de 6,8%. O consumo das famílias também recuou, mas de forma mais moderada (0,1%). O consumo do governo foi o único segmento com alta (0,6%). As importações tiveram queda de 5,1%.

Mercosul e Colômbia assinam acordo de serviços

Agência Brasil

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Jorge de Lima, assinou na segunda-feira (23), junto com representantes dos demais membros do Mercosul, um protocolo sobre comércio de serviços entre o bloco econômico e a Colômbia. A cerimônia aconteceu na cidade de Puerto Vallarta, onde ontem (24) aconteceu a primeira cúpula entre os países da Aliança do Pacífico e do Mercosul.

O protocolo possibilita ampliar as trocas comerciais de serviços entre os países do Mercosul, incluindo o Brasil, e a Colômbia. O ministro Marcos Jorge diz que o acordo pode ter impacto em outros setores, como indústria e comércio: “Nossa preocupação é termos maior segurança jurídica para que o empresariado possa investir em outros setores que dependem de serviços”. Também estavam na cerimônia de assinatura do acordo, os presidentes do Brasil, Michel Temer; do Uruguai, Tabaré Vázquez, que ocupa a presidência pro tempore do Mercoul; e da Colômbia, Juan Manuel Santos.

No ano passado, a corrente de comércio de bens entre o Brasil e os países da Aliança do Pacífico aumentou 21,4% em relação a 2016, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O total foi de US$ 25 bilhões. O objetivo da reunião é aumentar as trocas comerciais e os fluxos de investimentos entre os países dos blocos.

Demanda por Crédito avançou no 1º semestre

A Demanda por Crédito do Consumidor cresceu 2,1% no 1º semestre de 2018, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Na comparação mensal dessazonalizada, o indicador avançou 0,3% em relação a maio. No acumulado em 12 meses, houve crescimento de 1,9% (julho de 2017 até junho de 2018 frente aos 12 meses antecedentes).

Na avaliação interanual (maio de 2018 frente a maio de 2017), junho apresentou relativa estabilidade (0,1%). Considerando os segmentos que compõem o indicador, o segmento Financeiro apresentou diminuição de 2,2% na variação mensal dessazonalizada. O segmento Não Financeiro avançou 2,0% na mesma base de comparação.

A lenta retomada da economia e alto nível de desemprego no início do ano têm contribuído para um crescimento menor do consumo e, consequentemente, da demanda por crédito. Espera-se que com as perspectivas positivas para os juros e inflação o indicador siga evoluindo de forma gradual (Boa Vista SCPC).

 

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