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Vendas do comércio caíram 0,6% de abril para maio

O volume de vendas do comércio varejista nacional recuou 0,6% de abril para maio. A queda praticamente descontou a alta de 0,7% registrada na passagem de março para abril

Vendas temporario

Comércio varejista nacional recuou 0,6% de abril para maio. Foto: Valter Campanato/ABr

O dado da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foi divulgado ontem (12) pelo IBGE. Nos outros tipos de comparação temporal, no entanto, o volume do comércio avançou: média móvel trimestral (0,4%), comparação com maio de 2017 (2,7%), acumulado do ano (3,2%) e acumulado de 12 meses (3,7%).
Seis das oito atividades do comércio varejista pesquisadas tiveram queda, com destaque para o segmento de combustíveis e lubrificantes (6,1%). Também tiveram recuo na produção as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (6,7%), equipamento e material para escritório, informática e comunicação (4,2%), tecidos, vestuário e calçados (3,2%), móveis e eletrodomésticos (2,7%) e artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (2,4%).
A única atividade com alta foi supermercados, alimentos, bebidas e fumo, com 0,6%. O segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico manteve-se estável. O varejo ampliado, que também inclui os segmentos de veículos e de materiais de construção, recuou 4,9%, principalmente por causa da queda de 14,6% na atividade de venda de veículos, motos, partes e peças. O volume de comércio dos materiais de construção caiu: 4,3%. O varejo ampliado também teve queda na média móvel trimestral (0,6%), mas avançou em relação a maio de 2017 (2,2%), no acumulado do ano (6,3%) e no acumulado de 12 meses (6,8%).
A receita nominal do comércio varejista caiu 0,3% na comparação com abril, mas cresceu 0,6% na média móvel trimestral, 4,1% na comparação com maio do ano passado, 3,8% no acumulado do ano e 3,1% nos 12 meses. A receita do varejo ampliado recuou 3,6% na comparação com abril e 0,3% na média móvel trimestral. Houve crescimentos de 3,4% na comparação com maio de 2017, 6,6% no acumulado do ano e 5,8% no acumulado de 12 meses (ABr).

Número de famílias endividadas caiu pelo terceiro mês

Numero temporario

O cartão de crédito foi o principal tipo de dívida, com 70,1%. Foto: Tutu/FecomercioSP

O número de famílias paulistanas endividadas caiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 1,99 milhão em maio para 1,92 milhão em junho, de acordo com a FecomercioSP. Apesar da redução, o endividamento em junho ainda atinge 49,4% da população, 1,7 ponto porcentual a menos que maio. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 0,3 ponto porcentual.
A taxa de inadimplência ficou quase estável, passando de 19,3% em maio para 19,2% em junho. São mais de 750 mil famílias nessa situação. O porcentual de consumidores que não terão condições de pagar as dívidas em atraso no próximo mês caiu de 9% em maio para 8,1% em junho, praticamente igual a junho do ano passado (8,2%). Pouco mais da metade das famílias inadimplentes (51,7%) declararam ter contas em atraso por mais de 90 dias. As com atraso de até 30 dias representam 24,2% e, entre 30 e 90 dias, são 22,3%.
No comparativo por faixa de renda, as famílias com até dez salários mínimos foram as que tiveram maior redução no endividamento. Para esse grupo, a taxa caiu de 56,3% em maio para 54,2% em junho. Para as que têm renda superior aos dez salários mínimos, o endividamento ficou praticamente estável: 35,5% ante 35,9% de maio.
O cartão de crédito foi o principal tipo de dívida, com 70,1%, quase o mesmo resultado do mês anterior (70,2%). Na segunda posição apareceram os carnês, com 16%. Na sequência, vieram financiamento de carro (13,6%), crédito pessoal (12,7%) e financiamento de casa (10%). Os demais tipos de dívida (cheque especial, pré-datado e consignado) ficaram abaixo dos 10% (ABr).

Mercado reduz projeção para déficit nas contas públicas

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas, neste ano. A estimativa do déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), para este ano, passou de R$ 151,192, em junho, para R$ 149,642 bilhões, neste mês. A estimativa está abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo, de R$ 159 bilhões.
O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações do mercado financeiro. Para 2019, a estimativa das instituições financeiras é de déficit de R$ 123,288 bilhões, maior que os R$ 117,875 bilhões previstos em junho.
A estimativa para as despesas chegou a R$ 1,366 trilhão, ante R$ 1,367 trilhão, previstos em junho. As receitas líquidas devem chegar a R$ 1,217 trilhão, este ano, a mesma previsão anterior. Para 2019, a projeção de receita líquida do Governo Central é de R$ 1,302 trilhão, ante R$ 1,303 trilhão previstos no mês passado. No caso da despesa total, a projeção ficou em R$ 1,422 trilhão, ante R$ 1,420 trilhão, previstos em junho.
A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 76% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todas as riquezas produzidas pelo país), neste ano. A previsão anterior era 75,8% do PIB. Para 2019, a estimativa ficou em 78,10% do PIB, ante 77,8% previstos no mês passado (ABr).

Queda no faturamento de material de construção

Em junho, a indústria de materiais de construção apresentou queda de 4,7% em seu faturamento, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Abramat, uma das razões que explicam a queda foi a greve dos caminhoneiros. Na comparação de maio para junho, houve projeção de crescimento de 4,4%, mas o real faturamento pode ser superior à previsão, já que muitas das vendas realizadas em maio foram adiadas por causa da greve dos caminhoneiros e teve seus números computados apenas em junho.
No acumulado do ano, de janeiro e junho, o faturamento do setor teve queda de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a projeção é que, até o final deste ano, o setor cresça 1,5% na mesma comparação. “Que a greve dos caminhoneiros impactou negativamente o setor todos sabíamos, mas as dimensões das consequências só puderam ser aferidas agora", disse Rodrigo Navarro, presidente da associação (ABr)

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