Produção mundial de café robusta aumenta 12%

Haverá uma pequena redução da produção de café arábica.A produção mundial de café no ano-safra 2017-2018 está estimada em 159,66 milhões de sacas de 60kg, das quais 97,43 milhões de sacas serão de café arábica e 62,24 milhões de sacas de café robusta

Esses números demonstram que haverá uma pequena redução da produção de café arábica de 4,6%, em relação ao período anterior, que foi compensada pelo aumento de 12,1% no volume de café robusta, o que resultou em acréscimo de 1,2% da safra total.
Com relação à produção de café em nível mundial, estima-se redução do volume de produção apenas na América do Sul, que deve produzir 70,59 milhões de sacas, ou seja, 6,1% a menos que o período anterior. A produção da África deverá aumentar em 3,2% e atingir 17,66 milhões de sacas; a da Ásia & Oceania deverá aumentar 10% - 49,49 milhões; e a do México & América Central, 7,1% - 21,92 milhões de sacas.
De acordo com a Organização Internacional do Café – OIC, oito dos dez maiores países produtores de café terão incremento no ano-safra 2017-2018. O ranking desses dez maiores países produtores é o seguinte: Brasil, em primeiro lugar, com 51 milhões de sacas; Vietnã, em segundo, com 29,5 milhões; Colômbia, em terceiro, 14 milhões; Indonésia, na sequência, com 12 milhões; Honduras, em quinto, 8,35 milhões. A seguir, vem a Etiópia, com 7,65 milhões; Índia, em sétimo, 5,84 milhões; Uganda, 5,10 milhões; Peru, nono colocado, 4,30 milhões; e México, em décimo lugar, com quatro milhões de sacas de 60kg (Embrapa Café).

Índice de Preços ao Produtor teve alta de 2,33% em maio

Alimentos teve variação de 3,21% e influência de 0,60 ponto percentual.

Os preços das indústrias extrativas e de transformação (indústria em geral) fecharam o mês de maio com alta de 2,33%, um crescimento de 0,75 ponto percentual em relação aos 1,58% registrados em abril. O resultado de maio foi o segundo maior da série iniciada em janeiro de 2014, perdendo para os 2,99% da alta de setembro de 2015.
Os dados fazem parte da pesquisa divulgada ontem (3) pelo IBGE. Com o resultado de maio, os preços ao produtor já acumulam alta de 5,96% nos primeiros cinco meses do ano, enquanto a taxa acumulada nos últimos 12 meses chegou a 10,45%. De abril para maio houve alta de preços em 22 das 24 atividades industriais, com destaque para refino de petróleo e produtos de álcool, que subiran 7,36%; fumo, 4,80%; e outros equipamentos de transporte, 4,63%. O IBGE também destacou a variação ocorrida nas indústrias extrativas, só que pelo lado negativo, já que o setor fechou maio com queda de 4,10% em relação a abril.
Em termos de influência, na comparação de maio a abril de 2018, sobressaíram refino de petróleo e produtos de álcool (0,85 ponto percentual), alimentos (0,60 ponto percentual), outros produtos químicos (0,26 ponto percentual) e indústrias extrativas, neste caso no sentido contrário, com queda de 0,18 ponto percentual. Ao comentar que o resultado de maio foi o segundo maior da série histórica, o gerente de Análise e Metodologia do IBGE, Alexandre Brandão, lembrou que, “muitas vezes”, o IPP acompanha a variação cambial.
“É interessante observar que, em setembro de 2015, havia uma depreciação do real frente ao dólar bastante alta. Naquele período, era de 11,2%. E essa de maio foi a segunda maior, 6,7%”. Ainda de acordo com Brandão, em maio, as duas principais atividades do IPP, que são Alimentos e Refino de Petróleo e Produtos de Álcool, foram as que, efetivamente, puxaram a taxa para cima. “Refino teve aumento de 7,36% e teve influência de 0,85 ponto percentual no índice final, enquanto Alimentos teve variação de 3,21% e influência de 0,60 ponto percentual (ABr).

Petrobras suspende processos de parceria em refino

A Petrobras informou ontem (3) a suspensão dos processos competitivos para a formação de parcerias em refino. Em fato relevante divulgado ao mercado, a empresa ressalta que a medida foi tomada “em decorrência de decisão cautelar proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que questiona dispositivos da Lei das Estatais”.
Os processos competitivos para formação de parcerias em refino, divulgados em abril, compreendem a alienação de 60% das refinarias Landulpho Alves, na Bahia, e Abreu e Lima, em Pernambuco, bem como das refinarias Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, por meio da criação de subsidiárias e posterior alienação de suas ações. A oferta engloba ainda ativos de transporte e logística integrados a estas unidades.
“Tais processos fazem parte do reposicionamento estratégico da Petrobras no segmento de refino, transporte e logística, que prevê o estabelecimento de parcerias e desinvestimentos como uma das principais iniciativas para mitigação de riscos, agregação de valor, compartilhamento de conhecimentos, fortalecimento da governança corporativa e melhora da financiabilidade da empresa”, esclarece a nota.
Também em virtude da decisão cautelar proferida pelo ministro Lewandowski, a Petrobras suspendeu decisões de desinvestimentos na Araucária Nitrogenados e da Transportadora Associada de Gás (TAG), alienação de 90% de ações desta subsidiária. Esse último processo já estava suspenso em razão de decisão da 4ª Turma do TRF5 (ABr).

Primeiro semestre fechou com alta média de 2,9% no varejo

Neste primeiro semestre, o movimento de vendas do varejo da capital paulista cresceu em média 2,9% frente ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Apesar de todos os percalços que enfrentamos no período conseguimos fechar o semestre no azul”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP. Nos primeiros seis meses de 2017, o balanço registrou recuo médio de 2,7% em relação a igual período do ano anterior.
O sistema a prazo avançou 7,2% no primeiro na comparação anual, puxado pelos juros menores e prazos maiores. Esses fatores, somados à Copa do Mundo, ajudaram o desempenho das vendas de TVs. Por sua vez, as vendas à vista caíram 1,4% na mesma base de comparação.
Para os próximos dias, Burti espera “que o avanço da seleção brasileira na Copa estimule as vendas de camisetas, artigos esportivos e acessórios, e também ajude a lotar supermercados e bares”.
O Balanço de Vendas da ACSP apontou aumento médio de 2,2% em junho de 2018 sobre o mesmo mês do ano passado. O comércio paulistano foi beneficiado pelo dia útil a mais. Em junho, o sistema a prazo saltou 10,1% (comparação anual) em função das vendas de TVs para a Copa e de outros bens duráveis, diante de juros menores e prazos maiores. Já as vendas à vista recuaram 5,7% na mesma base de comparação, prejudicadas pelas temperaturas acima da média para o período, o que não emplacou a venda de roupas e calçados da moda Outono-Inverno (AI/ACSP).

 

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