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Desconto para o diesel deve chegar às bombas este mês

Desconto temporario

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, reafirmou ontem (7), em Brasília, que o desconto de 46 centavos no preço do diesel deve chegar às bombas no fim de junho

Ele explicou que parte da composição do óleo comercializado atualmente está com o preço definido na quinzena anterior ao reajuste dado depois da paralisação dos caminhoneiros.
A previsão é que os estoques de diesel com o novo preço já sejam disponibilizados nas bombas a partir da segunda quinzena de junho. O ministro reiterou que o governo vai cumprir o acordo firmado com os caminhoneiros, mas há um “processo em andamento” até o desconto chegar na ponta para o consumidor.
“Do dia 16 [de junho] em diante, já começa a pegar a projeção dos preços reduzidos agora do dia 1º a 15 de junho. E do dia 16 a 30 de junho já vai ter uma nova projeção e, aí sim, presumo, todos os postos estarão com os 46 centavos na bomba”, disse Padilha, antes de participar de evento de lançamento do portal Normas.Gov, na sede da Imprensa Nacional.
Padilha negou que o governo possa editar uma MP exclusiva para tratar da questão da anistia das multas aplicadas aos caminhoneiros durante a greve. A possibilidade foi levantada no Congresso pelo relator do projeto que regulamenta o transporte de cargas no país, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Padilha concluiu que “o Congresso trabalha como legislador e o Executivo como Executivo, não há esse compromisso de edição de medida provisória” (ABr).

Professores ganham 25% menos que profissionais de outras áreas

Professores temporario

Professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas, ou seja, cerca de 25% a menos, de acordo com o relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Divulgado ontem (7) pelo Inep, o relatório mostra que essa porcentagem subiu desde 2002 quando era 65,2%.
Equiparar o rendimento médio bruto mensal dos professores de nível superior com o dos demais profissionais de formação equivalente até 2020 é uma das metas do PNE. O plano estabelece metas e estratégias para melhorar a educação desde o ensino infantil até a pós-graduação e deve ser integralmente cumprido até 2024. Até lá, entretanto, estão previstos dispositivos intermediários que viabilizarão a execução da lei.
Apesar de ter havido um crescimento na equiparação salarial, o relatório faz uma ressalva: o salário dos demais profissionais teve perda real de 11,1% entre 2012 e 2017. Nesse período, os professores
tiveram um acréscimo real na renda de 2%, experimentando “modesto avanço”. Os salários brutos mais altos constatados em 2017 eram os do Distrito Federal, R$ 6.661,07 e de Roraima, R$ 4.743,04. Os menores eram os do Ceará, R$ 2.555,37 e Alagoas, R$ 2.754,91. No ano passado, o piso dos professores era R$ 2.135,64.
Atualmente, o piso é R$ 2.298,80. Trata-se do mínimo a ser pago para profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O relatório mostra ainda que muitos professores não são formados na área que lecionam. Em 2016, na educação infantil, 53,4% não tinham formação superior adequada à área que atuam. No ensino fundamental, o percentual chegava a 49,1% nos anos finais, do 6º ao 9º ano e 41% nos anos iniciais, do 1º ao 5º ano. No ensino médio, 39,6% não tinham formação adequada (ABr).

IGP-DI registra inflação de 1,64% em maio

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 1,64% em maio, percentual superior aos apurados no mês anterior (0,93%) e em maio de 2017 (0,51%). Com este resultado, o índice já acumula alta de 3,91% no ano e 5,2% em 12 meses. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A alta da taxa de abril para maio foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 2,35% em maio, ante uma inflação de 1,26% em abril. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, também teve alta na taxa, ao passar de 0,34% em abril para 0,41% em maio. Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção teve uma queda na taxa, ao passar de 0,29% em abril para 0,23% em maio.

São Paulo é a mais ameaçada em sua produção econômica

A Lloyd’s, especialista mundial em mercado de seguros e resseguros, está divulgando a sua pesquisa CityRisk Index, no qual analisa 22 riscos que ameaçam 279 cidades ao redor do mundo e o potencial de perdas que eles podem causar - um número que chega a US$ 320 bilhões por ano do PIB global.
Entre as cidades latino-americanas, São Paulo se encontra na segunda posição entre as mais ameaçadas, com US$ 6,54 bilhões da sua produção econômica em risco por ano, atrás apenas da Cidade do México. O Rio de Janeiro, com US$ 2,72 bilhões por ano em risco, fica em quinto lugar, com Brasília em décimo (US$ 1,29 bilhão).
Entre as três principais ameaças que pairam a capital paulista se encontram: quebra no mercado (US$ 2,98 bilhões; o segundo maior valor entre todas as cidades analisadas), conflitos civis (US$0,83 bilhão) e o default soberano (US$ 0,82 bilhão; o segundo maior valor entre as cidades analisadas).
Esta última ameaça também aparece com destaque nas outras cidades brasileiras, em parte devido ao cenário de saída de uma forte depressão, em conjunto com a indefinição política por conta das eleições presidenciais. Em comparação, cidades como Cidade do México e Lima são mais afetadas por ameaças naturais, como tempestades tropicais e terremotos.

Fonte e mais informações:
(www.lloyds.com/cityriskindex).

 

 
 

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