62% dos brasileiros devem ir às compras no Dia dos Namorados

Roupas lideram o ranking dos itens mais procurados para presentear.

Importante data do calendário lojista, o Dia dos Namorados deve levar 62% dos brasileiros às compras

A partir de uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), estima-se que 93,5 milhões de brasileiros devem presentar alguém neste 12 de junho, o que deve injetar aproximadamente 15,6 bilhões de reais na economia.
Dados da sondagem ajudam a derrubar o estigma de que casais deixam de se presentear após o casamento. Quando a pesquisa investiga quem será a pessoa presenteada, o esposo ou a esposa aparecem em primeiro lugar, com mais da metade das respostas (64%) ? sendo a intenção de presentear maior entre os homens (69%). Em segundo lugar no ranking dos mais presenteados, aparecem os namorados (30%) e, na sequência, os noivos (5%).
Assim como acontece em grande parte dos relacionamentos amorosos, o ato de presentear é percebido como uma troca, em que os parceiros presenteiam como demonstração de afeto, mas também esperam ser presenteados. Dessa forma, o estudo mostra que a maioria dos que vão comprar presentes no dia dos namorados (66%) acredita que também vão ganhar presentes, em especial as classes A e B (76%).
De modo geral, a pesquisa mostra que a maior parte (36%) dos entrevistados deve gastar a mesma quantia que no ano passado, enquanto 21% projetam desembolsar mais e 17% pretendem diminuir o valor gasto. Em média, o consumidor brasileiro deve desembolsar R$ 166,87, sendo que esse valor aumenta para R$ 225,18 entre as pessoas das classes A e B.
Importante notar que 25% ainda não decidiram o valor que será gasto. A maioria dos entrevistados (58%) tem a percepção de que os produtos estão mais caros do que no ano passado. Roupas lideram o ranking dos itens mais procurados para presentear; 36% vão realizar compras em shopping center e 18% na internet (SPC/CNDL).

Caiu o índice de confiança do empresário do comércio

Alguns fatores impedem uma trajetória de crescimento mais consistente  e tornam o empresário mais cauteloso.

Em maio, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) no município de São Paulo registrou leve queda de 0,9%, ao passar de 115,4 pontos em abril para 114,4 pontos. Na verdade, o indicador parece ter encontrado um patamar de acomodação, já que, desde fevereiro, o ICEC oscila em torno dos 115 pontos. Em relação a maio de 2017, avançou 9,7%. Apurado mensalmente pela FecomercioSP, o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).
Na análise por porte, assim como verificado em abril, a confiança das empresas com até 50 funcionários registrou uma queda mais intensa, de 0,9%, ao passar de 114,9 em abril para 113,9 pontos em maio, enquanto as empresas com mais de 50 empregados exibiram leve queda de 0,3%, atingindo 114,9 pontos ante os 113,9 pontos vistos em abril. Esse movimento ocorre porque as pequenas empresas tendem a ter mais dúvidas do que certezas diante do quadro econômico ainda não totalmente amistoso. No comparativo anual, o ICEC de ambos os portes subiu, 9,3% e 27,7%, respectivamente.
Mesmo com a melhora de diversos fundamentos econômicos – como queda na taxa de juros, inflação abaixo do piso da meta, retomada das vendas do comércio –, alguns fatores como alta taxa de desemprego, incertezas no cenário eleitoral, entre outros, ainda impedem uma trajetória de crescimento mais consistente do indicador e tornam o empresário mais cauteloso. Vale ressaltar que os efeitos da alta do dólar e da greve dos caminhoneiros ainda serão captados na próxima edição da pesquisa.

Depósitos na poupança em maio superaram saques

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,405 bilhões em maio, de acordo com relatório divulgado hoje (6) pelo Banco Central na internet. Esse foi o maior resultado para o mês desde maio de 2013, quando da captação líquida, ou seja mais depósitos do que saques, ficou em R$ 5,625 bilhões. Em maio de 2017, também houve captação líquida, mas o resultado foi menor: R$ 292,6 milhões.
No mês passado, foram aplicados R$ 181,731 bilhões, contra a retirada de R$ 179,326 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 2,801 bilhões. Com captação líquida pelo terceiro mês seguido em maio, o resultado acumulado do ano voltou a ficar positivo. De janeiro a maio, o resultado positivo chegou a R$ 1,710 bilhão.
Em janeiro e fevereiro houve retirada líquida (mais saques que depósitos) de R$ 5,201 bilhões e R$ 708,1 milhões, respectivamente. Nos meses seguintes, o resultado ficou positivo: R$ 3,977 bilhões em março e R$ 1,237 bilhão, em abril. Em maio, o saldo de todas as cadernetas de poupança ficou em R$ 740,639 bilhões.
Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano. Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Atualmente a Selic está em 6,5% ao ano (ABr).

Câmara aprova licença-paternidade para avós

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que permite à avó ou ao avô maternos usufruir da licença paternidade quando o nome do pai não for declarado no registro da criança. A matéria segue para tramitação no Senado. O projeto estabelece que o direito de licença será usufruído, no período seguinte ao parto, apenas pelo avô ou avó que for declarado acompanhante da mulher que acabou de dar à luz. Pelo texto, o acompanhante poderá se ausentar do trabalho por cinco dias, sem prejuízo do salário.
“A medida busca assegurar que a parturiente tenha alguém para acompanhar e auxiliar no período seguinte ao parto, momento de notórias dificuldades enfrentadas pela mulher com sua própria saúde e com o cuidado ao bebê”, justificou o deputado Lucas Vergilio (SD-GO), autor da proposta.
O texto incorporou o projeto que inclui a concessão de um dia de dispensa por mês para a trabalhadora que doar leite materno. Essas folgas poderão ser usufruídas após o término da licença maternidade, cumulativamente, se a doadora fizer as doações durante essa licença. Para ter o direito à dispensa, a doação precisa ser atestada por banco oficial de leite (ABr).

Leilão de imóveis da Petros rende mais de R$ 25 milhões

A Fundação Petros de Seguridade Social recebeu R$ 25,4 milhões em propostas para 19 imóveis comerciais colocados à venda por meio de leilão público. O resultado proporcionou ganho de cerca de 5% sobre a soma dos lances iniciais, determinados por laudos de empresas independentes e que refletem uma avaliação de mercado. Para concretizar as vendas, será feito um processo de homologação, que inclui análise dos compradores, trâmites legais e apreciação pelas instâncias deliberativas da fundação.
O resultado do leilão surpreendeu o diretor de Investimentos da Petros, Daniel Lima. “Diante do cenário ainda desafiador em que se encontra o mercado imobiliário, especialmente no Rio de Janeiro, o resultado do leilão nos surpreendeu positivamente e nos ajuda na tarefa de racionalização dos planos de benefício definido e do plano de gestão administrativa”.
No leilão, foram arrematados seis conjuntos comerciais do Edifício Centro Século 21, em Curitiba; duas salas comerciais do Centro Empresarial Varig, em Brasília; nove lojas e uma sala comercial do Rio Office Park 4, no Rio de Janeiro, e uma loja do Rio Office Park 5, também no Rio (ABr).